Expansão político-econômica europeia na África, Ásia e Oceania.
O imperialismo foi a política de dominação exploratória no âmbito político, econômico, social e cultural das poderosas nações dos países da Europa sobre vários países do mundo.
Essas nações europeias invadiram e ocuparam muitos territórios apenas com a finalidade de expandir suas economias industriais.
Na segunda metade do século XIX e início do século XX a economia global vivenciou um desenvolvimento do capitalismo, que possibilitou muitas inovações tecnológicas e o progresso científico.
O aquecimento econômico fez surgir indústrias de vários ramos, como a da siderurgia e da eletricidade. Na parte produtiva houve a fabricação do aço, que propiciou muitos avanços para a construção de pontes e edifícios, além da fabricação de maquinários e trilhos.
Muitas criações e melhorias do desenvolvimento industrial trouxeram facilidade e conforto para uma vida mais moderna. Entre elas, a invenção da lâmpada incandescente, o surgimento do telégrafo, do telefone, da televisão e do cinema.
No ramo dos meios de transportes também muitos investimentos econômicos aconteceram. Houve construções de novos sistemas ferroviários e rodoviários, e as invenções do automóvel e do avião, que foram umas das principais lucratividade da economia industrial.
Esse desenvolvimento econômico e inovador que se guiou na lógica da globalização foi o avanço da industrialização anterior do século XVIII e XIX, conhecido como Segunda Revolução Industrial (1850 -1950).
Como resultado dessa efervescência econômica, as nações europeias foram em busca de novos mercados consumidores, o barateamento de mão de obra e matéria-prima para suas fábricas e indústrias.
Por isso, a Inglaterra, a França, os Estados Unidos e a Alemanha, as principais potências europeias, começaram a expansão imperialista nos territórios da Ásia, alguns países da África e da América do Sul, América do Norte e América Central.

A África ficou dividida em zonas colônias na expansão imperialista (Foto: Freepik)
Imperialismo e o Capitalismo financeiro
A Segunda Revolução Industrial possibilitou o surgimento de muitas indústrias, como Ford, instalada nos Estados Unidos e que adotou o Fordismo.
As indústrias ficaram muito dependentes do capital dos bancos para manter seus negócios. Em razão disso, os empresários necessitaram de empréstimos e consequentemente os banqueiros passaram a tomar o controle de muitos complexos industriais, mesmo sem uma relação direta com a produção.
Essa relação econômica foi denominada de capitalismo financeiro. Existem três mecanismos de atuação de monopólio. São eles:
• as holdings: são empresas de grande porte que mesmo sem uma relação direta com a produção dominam muitos parques industriais, ficando esses na dependência jurídica;
• os trustes: as empresas perdem suas autonomias porque se associam entre elas no mercado, formando uma grande estrutura organizacional. Dessa forma, seria uma acumulação vertical de capital;
• os cartéis: em comum acordo as empresas fazem a divisão de mercado, isso garante a preservação das suas independência jurídica.
Esse modelo estrutural do capitalismo ocasionou o muitos conflitos entre os países capitalistas europeus na busca por mercados e territórios, inclusive conflitos militares, a exemplo da Primeira Guerra Mundial no início do século XX (1914-1918).
Os países capitalistas ocidentais exportaram seus lucros excedentes para os territórios dominados dos continentes africanos, asiático e americano.
Nessas regiões coloniais, os capitalistas entendiam que o aumento e o retorno financeiro seriam garantidos porque havia baixos preços da terra, das matérias-primas e dos salários.
Por consequência, os europeus imperialistas viram nas novas áreas coloniais fontes de lucratividade. E os países capitalistas ocidentais iniciaram uma corrida expansionista que deixou a África partilhada, a Ásia dividida em colônias e em áreas de influência, e a América Latina uma região dependente.

A Ásia foi dominada pelo imperialismo britânico. (Foto: Freepik)
Por outro lado, a expansão de novos mercados consumidores para vender os produtos industriais estaria assegurado.
Colonialismo X Neocolonialismo
Em suma, a aliança banco-indústria foi o pilar principal para o domínio expansionista europeu.
A dominação e a exploração política e econômica, com a implicação na incorporação do território dos povos dominados e a perda da soberania, caracterizou-se como colonialismo.
No entanto, a dominação, a exploração e toda influência sobre os povos dominados não implica na incorporação de uma nação a outra. A isso denomina-se neocolonialismo ou imperialismo contemporâneo.
Observe o quadro e compare as principais diferenças entre colonialismo e neocolonialismo:
| Colonialismo | Neocolonialismo | |
| Período | Século XVI ao XVII | Século XIX a 1945 |
| Áreas de atuação | América | Ásia e África |
| Países colonizadores | Espanha, Portugal, Inglaterra, França e Holanda. | Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Japão. |
| Política econômica | Mercantismo (capital comercial) | Liberalismo (capital da indústrias e dos bancos) |
| Objetivos | • Especiarias e produtos agrícolas para a comercialização; • Metais preciosos: ouro e diamantes; • Busca de matérias-primas para os produtos manufaturados; • Utilização da mão de obra escrava, a maioria africana. | • Os países imperialistas exportaram excedentes de capital nos territórios colônias; • Exploração e domínio dos mercados produtores de matérias-primas para as indústrias; • Expansão de novos mercados consumidores; • A corrida expansionista buscou pontos geográficos estratégicos no processo de divisão territorial. |
| Principal agente | O Estado moderno | Classe da burguesia |
O imperialismo tem dois aspectos distintos que perpassam pela dominação. E são eles:
• Imperialismo formal: foi uma dominação direta dos países capitalistas, ou seja, o processo de ocupação territorial e exploração nas nações dominadas como ocorreu na África e na Ásia.
• Imperialismo informal: a dominação ocorreu de forma indireta, através de empréstimos e financiamentos para diversas construções, como as de estradas de ferro e abertura de empresas estatais nos territórios subjugados.
Ideologias imperialistas
Sob a argumentação de deixar o conforto do seu lar e da sua família, além de melhorar as condições de vida dos povos primitivos, a ação imperialista mascarou seu verdadeiro objetivo.
O entendimento de processo civilizatório das nações brancas e dos europeus originou em ideologias imperialistas apenas para justificar a dominação etnológica. As argumentações eram as seguintes:
• etnocentrismo: os capitalistas disseminavam a ideia de que existiam povos superiores em relação a outros e, nesse caso, eram as nações europeias as mais soberanas;
• racismo: os imperialistas fizeram a adaptação no âmbito social da teria da evolução das espécies com a seleção natural, de Charles Darwin, o darwinismo social, para justificar a concepção de que somente os países de população branca, europeia e instruída eram capazes de civilizar o continente africano e asiático.

Teoria da evolução de Charles Darwin foi utilizada para explicar a dominação de territórios africanos e asiáticos. (Foto: Wikipedia)
Resumo sobre Imperialismo
Imperialismo foi uma política de dominação exploratório de países, envolvendo aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais das nações de mais poder entre os países da Europa.
Essa nações invadiram e ocuparam diversos territórios com o objetivo de expandir suas economias industriais.
A expansão territorialista se deu nos países da Ásia, África e América.