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Império Romano

Postado por Andréa Araújo em 10/06/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Antiga civilização da Península Itálica que durou cinco séculos


O Império Romano foi uma grande civilização antiga dividida em Alto império (27 a.C. - 305 d.C.) e em Baixo Império (305-476 d. C.). A sua capital, de onde partiam as decisões imperiais,  era a Roma Antiga


O chamado Alto império foi um período de muitas riquezas e expansão territorial, abrangendo os governos de Otávio Augusto até Diocleciano. Já o Baixo Império, que começa nos anos finais do governo de Diocleciano até o fim do Império Romano no Ocidente, foi o momento em que a política interna entrava em colapso e as invasões dos povos bárbaros disseminaram o poder romano. 

É importante destacar que ao longo dos cinco séculos de existência houve uma importante política de paz entre os romanos e os povos agregados em seus domínios, pois,  o primeiro imperador romano, Otávio Augusto, para administrar a imensidão de territórios dominados ordenou que o exército protegesse as fronteiras e mantivesse os povos dominados sob total controle.

A decisão política de Otávio Augusto era garantir a prioridade na proteção interna do Império Romano em detrimento de conquistar novos territórios. Consequentemente, os soldados interromperam os ataques aos povos inimigos e houve 250 anos da chamada Pax Romana

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Império Romano: pacificação, cultura e desenvolvimento arquitetônico


Em 27 a. C., o imperador Otávio Augusto assumiu a política romana com o título de “o venerável”. De forma contrária ao seu antecessor, Júlio César, que era um ditador, governou conjuntamente com o Senado e o serviço militar. 

Um dos principais destaques do Império Romano no momento de auge foram as expansões territoriais, uma vez que após as Guerras Púnicas, de 264 a 241 a. C, os soldados conseguiram destruir a civilização de Cartago, região de origem fenícia, e conquistar toda rota marítima do mar Mediterrâneo. 

O Império alcançou uma imensidão territorial de aproximadamente sete milhões de metros quadrados. Entre os territórios conquistados destacam-se a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. Foi justamente pensando na administração que Otávio Augusto criou a política da Pax Romana.



 No auge do Império ocorreram muitas conquistas territoriais, entre elas a rota do mar Mediterrâneo. (Foto: Wikipédia)

Destaca-se ainda nesse período de auge o desenvolvimento da literatura arquitetura romanaNo universo das letras latinas surgiu o maior poeta romano – Virgílio Marão. Nas suas obras poéticas “Eneida”, “Geórgicas” e “Bucólicas” buscou a valorização da expansão romana

É na narrativa poética da Eneida que encontra-se a mitologia obre o grande herói “Eneida”, que deixa a cidade de Troia, segue para a Península Itálica e seus descendentes fundam a cidade de Roma.

As riquezas imperiais romanas proporcionam o desenvolvimento da arquitetura. Esta é marcada pelo arco de volta plena ou perfeita e as cúpulas dos tetos são construídas em forma de abóbada, semelhante uma meia bola. Outra característica foi a funcionalidade. Assim, os grandes espaços do poder público eram amplos e propícios para circulação de pessoas. 

As grandes estátuas e esculturas da arte romana também são do Alto império. A famosa Coluna de Trajano, um monumento vertical bastante alto, buscava demostrar as qualidades cívicas e morais dos grandes nomes da política. 

Instabilidade política e invasões bárbaras


As conquistas territoriais traziam lucros para os soldados romanos, uma vez que ao invadir os territórios eles saqueavam os bens dos povos subjugados.  Dessa forma, a ideia de proteger as fronteiras e manter o controle dos povos ao invés de novas conquistas territoriais e riquezas indignou a classe militar.

Com isso, logo começaram as revoltas militares para a tomada do poder, o que provocou uma grave instabilidade na política interna de Roma. A indisciplina militar foi o ponto inicial da crise do Império Romano. É nesse momento que que os estudos da História Geral chama de Baixo Império (final do século III).

Em vista disso, as fronteiras ficaram desprotegidas e, aproveitando-se dessa fragilidade, os povos bárbaros, principalmente os que viam do norte da Europa de origem germânica, começaram a invadir as regiões romanas. Entre os bárbaros estavam os visigodos que invadiram a Península Ibérica,  e os francos, que se fixaram na Gália. 

É importante destacar que no exército muitos soldados eram de origem germânica, o que fragilizou ainda mais o poder romano porque eles se aliaram aos hunos, povos oriundos da região da Rússia, e passaram a comandar muitos territórios romanos.


As invasões bárbaras em várias partes agravaram ainda mais a crise do Império Romano. (Foto: Wikipédia)

Diante disso, na medida que as invasões bárbaras aumentaram em várias regiões do Império Romano, provocava uma forte instabilidade social nas cidades, principalmente em Roma.

Crise econômica e social

O comércio romano entrou em uma terrível crise econômica. Ocorreu ainda a escassez da mão de obra escrava e forte crise da produção agrícola. De modo geral, os problemas geraram o desabastecimento e, consequentemente, as arrecadações tributárias caíram drasticamente.

O exército também entrou em colapso porque não tinha recursos para manutenção. Já as cidades ficaram à mercê de saqueadores e de frequentes ataques. Diante de tantos problemas econômicos e sociais aconteceu o processo de ruralização da economia romana. 

As populações deixaram as cidades em busca de alimento e proteção. A maioria partiu em direção as áreas rurais no chamado êxodo urbano. É justamente esse fenômeno histórico que dá origem ao feudalismo

Fim do Império Romano


Alguns imperadores tentaram salvar o Império Romano, como Teodósio, Diocleciano e Constantino. Em 395 d. C., a primeira iniciativa do imperador Teodósio foi dividir o império em duas regiões - Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente.

Outra iniciativa foi de Diocleciano. Ele propôs a separação do Império em quatro partes chamadas de Tetrarquia, que seriam de domínio militar. Entretanto, as disputas internas entre os quatros comandantes provocaram uma crise ainda maior. 

Em seguida, Constantino aprovou a Lei do Colonato, que substituiu a mão de obra escrava pela mão de obra servil. Os romanos que não possuíam terras ofereciam sua força de trabalho aos grandes latifundiários e, em troca, ganhavam um pedaço de terra para sua subsistência e proteção. 

A partir desse tipo de relação trabalhista surgiu o colonato romano, que constituiu-se como base da servidão feudal na Idade Média.

Roma, a nova capital do Império Romano do Ocidente, foi a região que mais sofreu com as invasões dos povos bárbaros e decadência econômica. Já a Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, manteve uma atividade comercial forte e com estrutura escravista. 

Em 476 d. C., depois de muitos ataques, a capital romana foi tomada por Odoacro, o rei dos Eros. É dessa forma que termina o glorioso Império Romano do Ocidente. O então sobrevivente, o Império Romano do Oriente,  se transforma em Império Bizantino.

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