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Keynesianismo

Postado por Amanda Maria Azevedo em 18/07/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Doutrina econômica que defende a ação do Estado na economia


O keynesianismo é uma teoria econômica formulada pelo economista John Maynard Keynes (1883 - 1946), que defende que deve haver a plena ação do Estado nas políticas econômicas de um país para atingir o pleno emprego e o equilíbrio econômico. Essa teoria foi criada com a proposta de ser uma opção contrária ao liberalismo

Também chamado de Teoria Keynesiana, ela foi apresentada oficialmente ao mundo em 1936 na publicação chamada “Teoria Geral de Emprego, do Juro e da Moeda” (General Theory of Employment Interest and Money). O livro é bastante estudado até os dias de hoje. 

John Maynard Keynes foi um importante economista britânico considerado o pai do keynesianismo e grande divulgador da macro economia. (Foto: Wikimedia Commons)


Como surgiu o keynesianismo


Essencialmente, a Teoria Keynesiana foi criada com a intenção de ser uma teoria oposta ao liberalismo, que defende que o Estado não deve intervir em nenhum processo, ou deve intervir o mínimo possível. Além disso, o keynesianismo também foi criado como uma resposta à Crise de 29.

O economista Keynes começou a pensar nessa teoria no século XX, durante a famosa Quebra da Bolsa de 1929 em Nova York. Nesta época, a sociedade acreditava que o princípio Laissez-faire era a única forma de recuperação de uma recessão. Esse princípio defende que a economia deve se recuperar sozinha em um período de crise, da forma clássica, sem nenhum tipo de intervenção. 

A quebra da bolsa aconteceu de forma devastadora e afetou não só os EUA, como também vários outros países do mundo. A questão central da crise foi o baixo poder de consumo das pessoas. Muitos trabalhadores foram demitidos ou tiveram seus salários diminuídos, o que afetou o poder de compra dessas pessoas, fazendo com que a economia entrasse em colapso, uma vez que a produção continuava a mesma, mas o consumo caiu drasticamente. 

Foi então que Keynes começou a refletir sobre os desdobramentos da Crise de 29 e concluiu que o liberalismo e o livre mercado não seriam capazes de resolver o problema e reerguer a economia norte-americana.

Depois de alguns estudos, Keynes passou a defender a ideia de que os Estados Unidos só conseguiria reestruturar sua economia quando criasse novas despesas do governo com o intuito de gerar novos empregos, ativando assim o consumo e expandindo a economia. 

Essa ação faria com que o governo passasse a ter um papel mais ativo na academia, já que a geração de emprego estaria ligada à intervenção do Estado e ao aumento dos gastos do governo. A ação também tiraria os EUA da crise e diminuiria os riscos de uma recessão.

Como funciona a Teoria Keynesiana


Como já vimos, a teoria Keynesiana defende que o governo deve interferir e controlar a economia. Essa teoria é baseada também no conceito do Produto Interno Bruto (PIB). Entende-se que o PIB está em pleno equilíbrio quando está com a Oferta Agregada (Y) igual a Procura Agregada (PA) ou Despesa Agregada

O consumo da população (C), a procura de créditos para investimentos (I), os gastos do governo (G), as exportações (X) e as importações (Q), são os cincos elementos que formam o conceito de Procura Agregada

O país está em crise quando a procura por produtos e serviços está consideravelmente menor que a oferta, o que quer dizer que a Procura Agregada é menor que a Oferta Agregada. A crise acontece porque as empresas continuam produzindo em larga escala, enquanto as pessoas não podem consumir. 

Essa falta de consumo faz com que economia entre em colapso, já que os produtos ficam nas prateleiras sem que as pessoas possam comprar. Keynes passou a defender que para mudar esse cenário, seria necessário que o Estado aumentasse seus gastos (despesas) com a intenção de se tornar o principal agente ativo da economia. 

Essa proposta tinha como principal ponto positivo a geração de empregos, que estava ligada à criação de novas empresas. A proposta também visa ativar o elemento da Procura Agregada, já que as pessoas voltariam a ter poder de consumo. 

O keynesianismo foi usado para estruturar o acordo New Deal, proposto pelo presidente Franklin Delano Roosevelt para reerguer a economia norte-americana. 

Características Principais


O keynesianismo defende que para a economia de um pais se desenvolver, é preciso que o governo seja o principal agente da força econômica e política, controlando todo o mercado. 

Confira na lista abaixo as outras características defendidas pela Teoria Keynesiana: 

• A intervenção do governo por meio do cumprimento de uma determinada política fiscal, com o objetivo de evitar o crescimento e controle da inflação;
• Desenvolvimento de ações políticas com o intuito de proteger a economia;
• Garantia do emprego pleno a todos os cidadãos;
• Desenvolvimento de intervenções econômicas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar;
• Redução nas taxas de juros;
• Macroeconomia;
• Produção de benefícios sociais para a população, como seguro desemprego, salário mínimo, seguro saúde, entre outros.

Keynesianismo, Liberalismo e Neoliberalismo


O liberalismo econômico e o neoliberalismo defendem propostas de políticas econômicas totalmente diferentes do keynesianismo. A Teoria Keynesiana acredita na intervenção estatal, enquanto as outras duas teorias pregam exatamente o contrário. 

O liberalismo econômico é uma teoria criada por Adam Smith, um famoso economista e filósofo escocês, que diz que o mercado deve ser regido em um sistema livre, que todo cidadão deve ter direito ao voto e que principalmente, o Estado não deve ter interferência na economia de uma nação. 

O neoliberalismo é uma espécie de versão renovada do liberalismo e defende a privatização de empresas estatais e a abertura econômica de forma que haja uma livre circulação de capitais internacionais. 

Assim, essas duas teorias são completamente opostas à teoria Keynesiana que acredita que a intervenção do estado na economia é uma das principais forças de uma nação e não por acaso, foi criada como uma alternativa ao liberalismo econômico praticado no Estados Unidos no período que antecedeu à Grande Cise

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