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Lei de Murphy

Postado por Ana Cláudia Oliveira em 02/05/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Se alguma coisa tiver de dar errado, com certeza dará


A Lei de Murphy é baseada em premissas que explicam os fatos cotidianos do ponto de vista pessimista, ou seja, a espera de resultados negativos a partir de diversos eventos. Ela foi criada pelo engenheiro americano Edward A. Murphy, no ano de 1949.

As ideias da Lei de Murphy são baseadas em eventos físicos e matemáticos acerca de probabilidades negativas. Além da máxima sobre algo dar errado, existem outras como "o pão sempre vai cair com o lado da manteiga para baixo" e "não importa quantas vezes uma mentira seja contada, alguém sempre vai acreditar que é uma verdade".

Não existe embasamento científico para as teorias do americano, uma vez que todas as leis foram confrontadas e desacreditadas pelos estudos da probabilidade. Conheça a seguir um pouco mais dessa lista do pessimismo:



Para Murphy, a fila ao lado sempre anda mais rápido que a nossa. (Fonte: Pixabay)


"Se algo pode dar errado, dará"


O errado ou lado ruim é sempre o que prevalece dentro da Lei de Murphy.


Essa lei baseia-se nestas duas outras frases: “qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível" ou “se houver duas ou mais maneiras de fazer algo e uma delas pode resultar em uma catástrofe, alguém se decidirá por esta”.


"O pão sempre cai com o lado da manteiga para baixo"


Assim como a frase acima, essa premissa diz que se algo ruim está para acontecer, vai acontecer. O pão que cair, segundo Murphy, vai cair com o lado da manteiga para baixo. Ou seja, se uma pessoa for comer um pão e passar manteiga, geleia ou qualquer coisa do tipo nele e por descuido deixar caí-lo, o pior prevalecerá. Portanto, além de perder o pão, o chão ou qualquer outra superfície onde o pão caiu ficará sujo e a pessoa levará o tempo de limpar e preparar outra coisa para comer. Dessa forma, o pior aconteceu.


"A fila ao lado sempre anda mais rápido"


Diariamente as pessoas enfrentam filas. Tendo isso em vista, a Lei de Murphy acredita que se determinada pessoa está no caixa nove de um mercado, as filas dos caixas oito e dez irão andar mais rápido. O mesmo vale para o trânsito. Em um extenso engarrafamento ou em um fluxo grande de carros, as faixais laterais parecem sempre estar andando mais rápido.


Mapas


Nem mesmo os mapas escaparam do pessimismo de Murphy. Para ele, as informações mais importantes sempre estariam na legenda ou comprometidas pelo vínculo de uma dobra.  Mais uma vez prevalece o lado ruim das circunstâncias. Exemplo: uma pessoa sai atrasada de casa e precisa andar mais rápido, todas as faixas de trânsito que ela pegar serão as mais lentas.


O guarda-chuva que impede a chuva


É comum antes de sair de casa muita pessoas olharem a previsão do tempo. Quando os sites e aplicativos dizem que há grande possibilidade de chuva, é normal que as pessoas saiam com guarda-chuva.

De acordo com a Lei de Murphy, se a previsão é de chuva e determinado indivíduo sai com uma sombrinha, por exemplo, certamente a chuva não cai. Logo, sair de casa com esse objeto a mais, muitas vezes fazendo um grande volume nas mãos, terá sido em vão. Mais uma vez o que poderia dar errado aconteceu.


Refutações e confirmações à Lei de Murphy 


De um modo geral, cada lei dessa expressa uma forma negativa de encarar os fatos cotidianos. Mas todas têm exceções que são ignoradas por Murphy. Dentro dos conceitos de probabilidade sempre haverá margem para acontecimentos contrários, ainda que sejam em baixa porcentagem. Isto é, nem sempre a fila do lado vai andar mais rápido.

Por exemplo, a lei sobre o pão com manteiga. O britânico Robert Matthews confrontou essa teoria verificando que as possibilidades do pão cair com o lado da manteiga para baixo são de 50%, ou seja, pode ser o que o pior não aconteça.

Para chegar a essa conclusão, o britânico fez um estudo empírico: analisou 9.821 quedas. O resultado foi que em 6.101 vezes o pão com a manteiga caiu para baixo. Então, nem todas as quedas levaram tiveram o pior resultado que poderia ter acontecido.

Matemáticos também conseguem refutar a lei acerca do mapa. As informações podem cair em vínculos de dobras e nas legendas, quem sabe até serem comprometidas por um erro de impressão, mas isso vai variar. O tamanho e formato do mapa contam muito. Essa Lei de Murphy pode acontecer entre 30% e 40% dos casos, sendo um mapa quadrado.


Teoria do caos


Existem pessoas que confundem a Lei de Murphy com a Teoria do Caos, entretanto, as teorias são diferentes e abordam coisas distintas, apesar de ter pontos específicos de semelhança. 

A Lei de Murphy trabalha dentro dos aspectos negativos que as ações do cotidiano podem ter. Já a Teoria do Caos acredita que um evento desencadeia diversos resultados. A premissa da Lei de Murphy é o erro, da Teoria do Caos são as infinitas possibilidades da vida, incluindo as ações erradas e negativas. 

Um exemplo sobre essa teoria, que foi também a que a revelou para o mundo, é o efeito borboleta: “o bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo”. Essa ideia nasceu do teórico Edward Lorenz. 

A teoria do caos não se restringe a efeitos negativos ou a probabilidades pessimistas, e nem afirma o resultado de determinadas ações. Essa teoria visa entender que existe probabilidade para tudo e que os reflexos de uma simples ação gera grandes efeitos, a exemplo do efeito borboleta.


Efeito Borboleta


Efeito Borboleta foi um filme dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber e lançado em 2004. Ele trata um pouco do conceito da Teoria do Caos, explicando de uma forma ficcional que tudo dentro do espaço e tempo tem uma consequência, ainda que seja por uma simples causa. 

Um casal vive um relacionamento estável. Porém, os dois tiveram grandes conflitos na infância, individualmente. No decorrer do filme o rapaz sente-se capaz de voltar no tempo e também consegue reviver o passado. Mas isso só é concretizado quando ele perde sua amada. O homem volta no tempo para refazer as coisas de modo que ela não morra.

Porém, ele não conta que com essa volta ao passado e com essa mudança de história novas coisas irão surgir como reflexo das novas causas criadas. Ou seja, é como a teoria diz: “o bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo.”

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