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Mitologia Nórdica

Postado por Andréa Araújo em 16/05/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Conjunto de crenças politeístas dos povos escandinavos antigos


A mitologia nórdica é um conjunto de crenças oriundas dos países escandinavos, na Europa Setentrional, e se relaciona com a cultura dos povos nórdicos durante da Era Viking (de 793 a 1066 d.C).

A mitologia nórdica tem duas fontes documentais que serviram de pesquisas, são elas: a Edda em prosa e a Edda poética.

A Edda em prosa também pode ser chamada de Edda jovem ou Edda de Snori, e corresponde a um compêndio de orientações sobre as crenças nórdicas, escrita no século XIII, aproximadamente no período da Idade Média, pelo poeta, historiador e político islandês Snorri SturlusonPossivelmente, o objetivo de Snorri Sturluson foi auxiliar os poetas jovens quanto aos aspectos principais acerca da mitologia nórdica. 

Embora a região da Islândia já sofresse a influência do Cristianismo, a narrativa do historiador islandês apresentou em quatro capítulos a percepção mitológica que perpassava na visão dos povos escandinavos antigos. 

Prova disso são os tipos de informações contidas nesse compêndio, por exemplo a respeito dos deuses nórdicos. Leia abaixo o escrito na Edda em prosa sobre o principal deus da mitologia nórdica - Odin: 
Gangleri começou então seu interrogatório: “Quem é o mais importante, ou mais antigo, de todos os deuses?
Hárr respondeu: “Ele é chamado Pai de Todos em nossa língua, mas na antiga Asgard ele tinha doze nomes: o primeiro nome é Odin […].
Em seguida, perguntou Gangleri: “Onde está esse deus, ou qual o seu poder, ou o que ele já fez, que é um ato glorioso?
Hárr deu a resposta: Ele vive em todas as épocas e governa todo o seu reino, e dirige todas as coisas, grandes e pequenas.
Então lhe disse Jafnhárr: Ele criou os Céus e a terra e o ar, e todas as coisas que há neles.

O deus Odin sentado em seu trono com seus dois corvos “Hugin” e Munin”. (Foto: Wikimedia Commons)


A Edda poética tratava-se, especificamente, de uma série de poemas escritos no idioma nórdico antigo e de autoria desconhecida. Esse poemas foram agrupados no manuscrito medieval da Islândia chamado de Codex Regius

É muito importante destacar o que hoje entendemos como mitologia nórdica, ou seja, ideias infundadas ou mitos para aqueles povos viking eram concebidas como religião ou fé. E uma fé politeísta.

Cada deus da mitologia nórdica tem seu nome e sua designação. As crenças desses povos ainda eram “criativas”, porque não deixaram de fora as figuras mitológicas como os gigantes, serpentes, lobos e anões. 

Ficou curioso ou curiosa? Continue lendo esse artigo e mergulhe no mitológico mundo nórdico junto com o Educa Mais Brasil.

Divindades da mitologia nórdica


Já vimos que o principal deus do universo da crença nórdica era Odin. A ele é atribuído o título de “Pai de todo”, é o governante do reino e criado de todo universo. Imagina só o superpoder que o deus Odin tem?

Agora vamos conhecer as outras divindades da mitologia nórdica e seus atributos característicos:

Thor: deus dos raios e dos relâmpagos e primeiro filho do deus Odin. A principal arma de batalha do deus Thor era um martelo chamado de Mjölnnir. Ao usá-lo fazia um barulho semelhante a de um trovão. Entre todos os deuses era o mais adorado pelos povos nórdicos;

Balder: deus apaixonado pela da justiça e amável com as pessoas. Ele era irmão de Thor e filho do deus Odin com a deusa Frigga. A personalidade amável do deus Balder atraiu a inveja do deus Loki, e por esta razão foi morto com uma flechada no coração em uma armadilha de arremessos de flechas;

Loki: deus do mal e que sempre se envolvia em muitas confusões. O deus Loki fez um ritual de sangue para torna-se irmão do deus Odin e conseguiu privilégios no panteão dos deuses nórdicos. Mas, ainda assim não deixou para trás sua natureza perversa a ponto de comer o coração do gigante Angerboda depois de assassiná-lo;

Frigga: deusa do amor e da fertilidade. Essa deusa tinha relacionamentos amorosos com o deus Odin e os irmão dele - Vile e Ve. Da relação amorosa com Odin nasceram três filhos chamados de Balder, Hermod e Hoder;

Freya: deusa da sensualidade, do prazer sexual e amante do luxo. Era característico de Freya ostentar belas joias, andava em uma carruagem puxada por gatinhos brancos e estava sempre vestida com um lindo casaco de tecido de pele de gavião. Seu conhecimento com a magia nórdica a fazia voar em busca de prazeres sexuais para satisfazê-la;


 Freya era uma bela deusa sensual. (Foto:Wikipédia) 

Frey: deus da fertilidade. A principal característica de Frey era o seu pênis que tinha um tamanho além do normal, a ponto de escandalizar os moradores cristãos novatos da região da Escandinávia. Ao ver pela primeira vez a giganta Gerd apaixonou-se por ela, e entregou sua espada real aos gigantes em troca de casa-se com ela. 

Hel: deusa das treva e da morte que tinha uma aparência física nada agradável. Pois, a metade do seu rosto era totalmente reconfigurado. Hel era filha do deus Loki e da giganta Angrboda e cabia a ela o julgamento das almas que chegavam ao submundo dos mortos, que tinha exatamente seu nome “Hel”. Todos os seres mitológicos que morriam fora das batalhas iam para o terrível “Hel”. Já os que morriam nelas iam para uma espécie de paraíso chamado de “Valhalla”, ou seja, considerado o lar dos heróis;

Sif: a deusa Sif era belíssima e estava ligada as plantações de trigo e ao seio familiar. Seus lindos longos e sedosos cabelos loiros encantavam a todos. Sif era esposa do deus Thor e tinha um filho, Ullr, de paternidade desconhecida;

Tyr: deus das batalhas e da guerra. Tyr era filho do deus Odin com a deusa Frigga. Graças ao deus Tyr que lutou contra o lobo Fenir, ameaçador dos mundos nórdicos, conseguiu prendê-lo. Depois da luta o o lobo Fenir foi lançado no Asgard, reino dos deuses. 

Seres sobrenaturais da mitologia nórdica


Pensa que os povos nórdicos acreditavam apenas nas inúmeras divindades mitológicas? Nesse conjunto de crenças ainda existiam os seres sobrenaturais. Leia abaixo sobre eles:

Anões: seres horrendos, ruins, não necessariamente de pequena estatura física e tinham inteligência sobrenatural;
Heróis: seres com realizações magníficas e tinham poderes mágicos;
Valquírias: moças com poderes especiais, servas do deus Odin e eram encarregadas de levar os guerreiros mortos nas batalhas para o “Valhalla”.

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