Último ciclo da Idade da Pedra
Revolução do Neolítico
O pastoreio (domesticação de bois, porcos, cavalos, etc) e o cultivo de sementes (trigo, batata, arroz, milho, etc.) possibilitou o avanço na qualidade de vida e, consequentemente, o crescimento das taxas populacionais.
Em virtude desses progressos, nasceram as primeiras vilas, aldeias e cidades. As pessoas passaram a morar próximas aos rios, utilizando suas águas para irrigação das plantas, consumo próprio e dos animais.
Com o controle da agricultura, os homens do neolítico passaram a armazenar alimentos visando os períodos de seca ou chuva. A produção dos objetos de cerâmica (cozimento da argila) favoreceu esse novo método de sobrevivência, pois os alimentos eram guardados dentro desses utensílios.
O avanço da produção e do armazenamento originou os excedentes – sobras de sementes, frutas ou verduras. Com isso os indivíduos começaram a trocar os excedentes entre as aldeias, surgindo assim um pequeno sistema de comércio e circulação de sementes.

Vista de Palmira, uma cidade neolítica no Oriente Médio (Foto:Wikipédia)
Apesar das descobertas, muitas comunidades desapareceram por causa das epidemias de doenças. O contato direto com os dejetos de animais era propício para a proliferação de varíola e outras enfermidades.
A Família no Neolítico
Com o surgimento das primeiras vilas, a divisão das funções tornou-se indispensáveis. No período Neolítico as mulheres assumiam as tarefas da casa, a educação dos filhos, o cuidado com a terra e preparo dos alimentos. Já os homens eram encarregados de caçar, pescar e garantir a segurança da aldeia.
As famílias já moravam na beira dos rios e começaram a construir habitações mais resistentes, com pedra, madeira e barro. As casas de madeira com telhado coberto por folhagens eram as mais comuns. Além da estrutura familiar, novos métodos de organização social e administração surgiram, inclusive as lideranças religiosas e políticas.
Nascimento do Estado
O abandono do nomadismo e o desenvolvimento da agricultura permitiram um novo arranjo político para as aldeias, a origem da aristocracia. Nessa categoria de governo a população deve obedecer as ordens de uma classe privilegiada. O domínio do poder fica com os nobres ou as pessoas de sua total confiança.
No domínio aristocrático, as leis eram criadas e a população tinha a obrigação de cumpri-las. Quem não fizesse estaria sujeito às sérias penalidades. Esse tipo de sistema social e político deu início ao Estado e a propriedade privada.
As vilas – que se dividiam de acordo com o parentesco sanguíneo, o idioma ou tradições – passaram a compor as sociedades regidas pelo poder soberano do Estado e seus governantes.
Neolítico: primeiras civilizações
Civilização Egípcia
As cidades egípcias nasceram e se expandiram através do plantio e circulação de sobras próximas ao rio Nilo. O Nilo favoreceu a agricultura e a produção de excedentes, possibilitando a criação de pequenos núcleos políticos – os nomos – gerenciados por monarcas. Esses centros acabaram separando-se em dois reinos distintos: Baixo Egito, ao norte do rio Nilo, e Alto Egito, ao sul do Nilo.
Os egípcios eram donos de um avançado complexo arquitetônico de casas com grandes blocos de barro e pedra. O seu calendário, que antevia as cheias do Nilo e ciclos da lua, contribuiu com a produção de excedentes em larga escala, e intensa comercialização e pastoreio.
Civilização Mesopotâmica
Localizada entre os rios Tigre e Eufrates, a Mesopotâmia foi habitada, primeiramente, pelos sumérios. Esses povos criaram grandes obras, como sistemas de drenagem das cheias dos rios e tubos de irrigação para as plantações em outros locais. Cada cidade-estado tinha seu próprio rei e conselheiros, com isso os procedimentos políticos e econômicos eram totalmente diferentes.
A invenção da escrita foi outro feito dos povos sumérios. Conhecida como cuneiforme, inicialmente era aplicada em transações comerciais. Baseava-se em símbolos, no qual a figura desenhada funcionava como se fosse ideias. Com o passar dos anos, essas simbologias viraram sílabas. Os registros eram feitos em blocos de argila e por um utensílio pontiagudo chamado de cunha, por isso a denominação cuneiforme.