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Plano Marshall

Postado por Camila Mendonça em 31/01/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Plano econômico que sustentou os países europeus após a II Guerra Mundial


O Plano Marshall foi um plano econômico elaborado pelos Estados Unidos e países aliados com o objetivo de auxiliar economicamente a Europa Ocidental durante os anos seguintes à Segunda Guerra Mundial

O plano disponibilizou um empréstimo financeiro para ajudar na recuperação dos países devastados durante a guerra. Além disso, foi também uma estratégia de combate aos avanços socialistas defendidos pela União Soviética no início da Guerra Fria

Plano Marshall


O Plano Marshall foi uma espécie de auxílio econômico internacional desenvolvido pelas nações vencedoras (Estados Unidos e União Soviética) da II Guerra Mundial para ajudar países que foram devastados pelo confronto a se reestruturarem economicamente. Pois, sem um plano urgente, isso seria quase impossível.

Pensando nisso, em julho de 1947, alguns países envolvidos no confronto e as superpotências resolveram se unir para desenvolver o Plano Marshall ou Programa de Recuperação Europeia, como também era chamado. 

O plano foi lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Henry Truman, com o objetivo de oferecer empréstimos a juros baixos e investimentos aos países devastados pela Segunda Guerra Mundial, de modo que eles pudessem se recuperar economicamente. 

A escolha do nome para o Plano Marshall foi uma homenagem ao Secretário de Estado dos EUA, durante o mandato do presidente, o general e Nobel da Paz, George Catlett Marshall (1880-1959).


Retrato de George Catlett Marshall. (Foto: Wikipedia)


No início, o Plano Marshall foi desenvolvido com a intenção de conquistar alguns países de influência soviética a ficarem do lado do EUA (Capitalismo), disponibilizando bilhões de dólares para isso. Contudo, essa ideia deixou a União Soviética preocupada, temendo que seus países realmente pudessem migrar para o lado norte-americano, colocando em risco até a própria segurança nacional. 

A União Soviética, inclusive, recebeu o convite para participar das linhas de atuação do programa. Mas, O líder Stálin se recusou a participar da reunião e do programa, pois ele acreditava que o plano não seria nada, além de mais uma armadilha capitalista. 

Desdobramentos

Com a intenção de administrar a distribuição dos fundos do Plano Marshall, foi criada, em 1948, a Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECE).

Com a implantação do Plano Marshall, os países da Europa Ocidental puderam ampliar suas economias através dos investimentos estadunidenses e reformar seus sistemas financeiros. Pois, eles serviram para recuperar a produção industrial e elevar o nível de consumo.

Entre 1950 e 1960, já era possível perceber alguns sinais de recuperação entre os países que sofreram com a Segunda Guerra, no entanto, os Estados Unidos continuou sendo o maior beneficiado.

Isso porque o país teve a oportunidade de expandir seus ideais capitalistas, criou barreiras no Comunismo da Europa, criou países dependentes financeiramente e aumentou as exportações norte-americanas para a Europa Ocidental.

Ao todo, foram investidos aproximadamente 13 milhões de dólares para os países que aceitaram o Plano Marshall. Entre os que receberam maior ajuda, é possível listar: Reino Unido (3,2 bilhões), França (2,7 bilhões), Itália (1,5 bilhão) e Alemanha (1,4 bilhão).

Além da reconstrução das cidades, o auxílio disposto pelo plano foi também realizado com o envio de combustíveis, alimentos, veículos, maquinarias para fábricas e outros. Dessa forma, o plano se estendeu até o ano de 1951.

Otan 

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi uma estratégia desenvolvida durante o Plano Marshall. Ela configurou uma aliança militar, criada com o objetivo de integrar e consolidar militarmente a estrutura dos estados europeus financiados pelo plano, protegendo-os contra ataques exteriores.

Além disso, a aliança, que surgiu em abril de 1949, tinha o objetivo de conter a expansão do Socialismo, representado pela URSS. Por conta disso, os países membros da OTAN reservaram-se ao pacto que dizia que a agressão dirigida contra uma nação seria a agressão imposta a todas as nações.

As nações participantes da organização não podiam assumir outro compromisso internacional, pois poderiam conflitar com os termos internos da Otan. Entre as propostas da organização, é possível destacar:

•Fornecimento de assistência militar mútua;
•Conservação da liberdade e segurança de seus membros;
•Unificação e padronização das estratégias militares;
•Sistemas de armamentos do comando integrado das Forças Armadas do Atlântico Norte.

Plano Comecon

Em resposta às conquistas alcançadas com o Plano Marshall, com medo de que os seus países pudessem migrar para os interesses norte-americanos, a União Soviética elaborou o Plano COMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua), que atuaria na política externa soviética como forma de bloquear a influência ideológica americana.

Embora a ideia inicial do conselho tenha sido de cooperação entre os países aliados, a União Soviética exercia uma grande controle sobre eles, já que ela comandava grande parte do poder econômico, político e militar, possuindo mais de 90 % de terra e de recursos enérgicos. Ao todo, o Comecon conseguiu unir 450 milhões de pessoas, de 10 estados e 3 continentes. Essa grande disputa social entre União Soviética e Estados Unidos formou um base para o início da Guerra Fria e sua consequente polarização no mundo. 

Guerra Fria


A Guerra Fria foi considerada um movimento indireto que surgiu a partir da divergência de interesses sociais entre os dois países vencedores da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas (URSS).

Os Estados Unidos defendia a economia capitalista, pregando que o sistema era a representação da democracia e da liberdade, já a União Soviética pregava o Socialismo, argumentando em defesa do proletariado e lutando pela solução dos problemas sociais. 

Diante disso, durante a Guerra Fria, o mundo esteve dividido em dois blocos, cada lado representando as duas grandes potências, que defendiam respectivamente o Capitalismo e o Socialismo. 

A divisão de interesses sociais e filosóficos existente entre as duas nações fizeram com que os Estados Unidos e a União Soviética se envolvessem em vários conflitos regionais, buscando o maior número de países aliados. 

Nesse contexto, além de influenciar os lados opostos do confronto, disputando influência política, os países aproveitavam para mostrar o seu poder e reforçar as alianças regionais.

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