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Pré-História

Postado por Thamires Santos em 05/12/2018 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Momento da História sem a presença da escrita


A Pré-História é definida como o ciclo anterior ao surgimento da escrita pelos povos sumérios, por volta de 3.500 a.C. Apenas no século XIX foi que o termo Pré-História começou a ser utilizado pelos estudiosos, momento que ainda cultivava-se a ideia de que os vestígios históricos das civilizações poderiam ser feitos apenas por documentos escritos, ignorando as tradições orais e culturais.

Apesar disso, o período é de grande importância para a história da evolução humana. Com o passar dos tempos, o homem desenvolveu saídas para os problemas que impediam a sobrevivência (casas, objetos, roupas, ferramentas, etc.).


Divisão da Pré-História 


A Pré-História se separa em três fases: Paleolítico (Idade da Pedra Lascada), Neolítico (Idade da Pedra Polida) e Idade dos Metais.

Paleolítico

Período tido como o mais longo da Pré-História, do aparecimento da humanidade até 8000 a.C. Na Idade da Pedra Lascada, os homens eram nômades, ou seja, viviam em grupos deslocando-se constantemente para locais mais seguros e com possibilidade de caça, pesca, e coleta de frutos e raízes.

Na época de frio, chuvas ou até mesmo para fugir de animais, habitavam cavernas, tendas de pele animal ou cabanas feitas com galhos. Inicialmente, as ferramentas produzidas eram de madeira, ossos e dentes, depois, de pedras lascadas e marfim.

Os indivíduos se comunicavam com uma linguagem primitiva, baseada em baixa quantidade de sons e nenhuma elaboração de palavras e frases. A principal forma de comunicação era através das pinturas rupestres, quando expressavam nas paredes os sentimentos e as descobertas do cotidiano.

O domínio do fogo foi uma das maiores conquistas do homem paleolítico. A princípio era feito pela queda de raios, porém, com o passar dos tempos, a humanidade aprendeu a provocar o fogo pelo atrito entre as pedras ou madeiras.

A sobrevivência humana não foi mais a mesma após o controle do fogo: conseguiam se proteger do frio, esquentavam os alimentos e de sobra espantavam animais ferozes.

O planeta, por volta de 18000 a.C, encarou inúmeras mudanças climáticas e geográficas. Essas alterações mudaram drasticamente a maneira de convívio entre o homem e a natureza, começando assim a Idade da Pedra Polida.


Neolítico

Neste segundo ciclo da Pré-História, o homem alcançou um importante grau de estabilidade. Com o sedentarismo, houve a possibilidade do cultivo de alimentos e domesticação de animais.




Representação de uma vila neolítica (Foto: Pixabay) 

A agricultura (plantação de trigo, milho, mandioca, etc.) e o pastoreio (criação de porcos, cavalos, carneiros, etc.) foram essenciais no processo de fabricação de excedentes, garantindo os meios de alimentação nos períodos de seca e inundações.

Por causa dos significativos avanços, a época é reconhecida pelos historiadores como “Revolução do Neolítico” ou Revolução Agrícola e Pastoril”.

O controle do sistema de polimento (esfregar as pedras no chão ou na areia) tornou as ferramentas mais elaboradas, facilitando a fabricação de facas, machados e enxadas.

Além disso, outras novidades surgiram na Idade da Pedra Polida:


• Casas de madeira, barro, pedra e argila
• Substituição das roupas de pele animal por causa das técnicas de fiação e tecelagem
• Manejo do cobre e ouro
• Início das viagens pelo mar e terra

No final da fase neolítica a fabricação de cobre, ferro e bronze começa a se intensificar, substituindo os objetos em pedra. Esse desenvolvimento possibilitou a invenção de ferramentas mais resistentes e de variadas utilidades.

As comunidades primitivas, que eram formadas de acordo com ao laços sanguíneos ou costumes, passaram a se organizar em forma de Estado e divididas por categorias sociais.


Idade dos Metais 


Considerado como o ciclo final do período Neolítico, a Idade dos Metais se desdobra até o nascimento da escrita, por volta de 4000 a.C. Esse período proporcionou um expressivo avanço na metalurgia e nas técnicas de fundição. Ao poucos os metais foram substituindo o uso das pedras e madeiras, possibilitando a criação de novos utensílios.

O primeiro metal a ser manuseado foi o cobre, seguido do estanho. Mais tarde o homem descobriu que a mistura entre os dois daria origem ao bronze, metal mais resistente usado como matéria-prima para construção de armas e ferramentas de plantio.

Os povos asiáticos foram os primeiros a aprender a manejar o ferro, por isso, conquistaram certa soberania em relação aos demais, já que a produção de armamentos e instrumentos voltados para a agricultura eram mais avançados.

Nessa etapa final da Pré-História, as vilas de agricultores tornaram-se centros urbanos, dominadas por um líder político. As cidades começaram a nascer no Oriente Médio e com elas modernas estruturas sociais e econômicas são elaboradas.

 

Arte na Pré-História 


A arte na Pré-História servia como meio de comunicação e registro das descobertas diárias. Os desenhos eram produzidos com restos de carvão e minérios de cores vermelhas, marrons e amarelas. A tinta era feita do pó de minerais, sangue de animais e claras de ovo.

No período Paleolítico, as pinturas eram feitas dentro e fora das cavernas e grutas (arte parietal e arte rupestre). As imagens eram quase sempre abstratas ou de animais e homens.

Além das marcas nas paredes, nessa fase surgiram as primeiras ferramentas de pedra, madeira ou ossos de animais: facas, machados, lanças e flechas.

Na fase do Neolítico, as técnicas de polimento e fio de corte impulsionaram o desenvolvimento das construções arquitetônicas – casas feitas de pedras e tijolos. Além da questão arquitetônica, descobriu-se a cerâmica, através do cozimento do barro, e a tecelagem, substituindo assim as roupas de pele animal.

Já na Idade dos Metais, a arte é voltada para a criação de utensílios metálicos com variadas utilidades, como objetos artísticos, ferramentas para agricultura e cozinha, além de armas.


Pré-História no Brasil


A Pré-História brasileira é caracterizada pelo período antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500. De acordo com vestígios arqueológicos, a passagem humana pelo território nacional começou há 12 mil anos. As primeiras descobertas foram feitas em Minas Gerais, na cidade de Lagoa Santa, e em Caatinga de Moura, na Bahia.


Os primeiros habitantes do país eram caçadores e agricultores. Eles moravam em cavernas e na própria floresta, e manuseavam arcos e flechas feitos de pedra. Além disso, alimentavam-se de peixes, animais e frutos. Os povos que viviam na costa brasileira também alimentavam-se de vários frutos do mar. No nordeste, os Tupi-Guaranis, já conheciam a cerâmica e construíam casas subterrâneas. 


Curiosidades


•  O fóssil humano mais antigo da América do Sul, o de Luzia, foi encontrado no Brasil, especificamente em Minas Gerais. 
•  Um rocha com marcas de tintas é a obra de arte mais antiga feita pelo homem, antes mesmo das pinturas da Pré-História
•  Cientistas descobriram ( em uma caverna siberiana) uma garota pré-histórica que teve pais de espécies diferentes, metade de DNA Neandertal e outro Denisova (hominídeo que viveu na Sibéria). 
• Os povos pré-históricos, especialmente da Turquia, há 8 mil anos já usavam um tipo de material que se assemelhava a um espelho. O utensílio era feito da pedra vulcânica conhecida como obsidiana. 
• Os homens da Pré-História já gostavam de música. Na China, por exemplo, foi encontrado uma flauta de 9 mil anos. Ela foi feita com ossos de aves.

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