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Presidentes do Brasil

Postado por Camila Mendonça em 29/11/2018 e atualizado pela última vez em 06/03/2023

Conheça as personalidades que chefiaram o país


A lista dos presidentes do Brasil soma 38 nomes que marcaram a história política do País. De 1889 (ano da Proclamação da República) até os dias de hoje, a forma de eleger um representante para assumir o Poder mudou consideravelmente e ao longo desses anos o Brasil já foi comandado por militares e generais, assim como enfrentou reforma administrativa, alta inflação, mudança da moeda e até impeachment. Para ajudá-lo nos estudos, o Guia Enem listou as personalidades que já chefiaram o País e pontuou algumas ações dos respectivos Governos.

Marechal Deodoro da Fonseca (1889- 1891)


Deodoro da Fonseca assumiu o poder após invadir a Praça da Aclamação no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1889 e proclamar a república. Em seu governo, promoveu a implantação de um sistema político, separando Estado e Igreja, e realizou a convocação de eleições para a formação da Assembleia Constituinte, que futuramente iria resultar na primeira Constituição Republicana do Brasil.

Marechal Floriano Peixoto (1891-1894) 


Floriano Peixoto era vice-presidente de Deodoro da Fonseca. Assim como o presidente anterior, ele não foi eleito diretamente pelo povo. Entretanto, ficou conhecido pela adoção de medidas populares como a suspensão do “estado de sítio”. Além disso, Peixoto reabriu o Congresso Nacional.

Prudente de Moraes (1894-1898)


Prudente de Morais foi o primeiro da lista de presidentes do Brasil eleito diretamente pelo povo. O seu governo foi marcado pela influência marcante de fazendeiros da cidade de São Paulo e Minas Gerais. No ambiente econômico, Prudente de Morais enfrentou a crise e a inflação elevada, mesmo com a adoção de políticas para estimular a indústria, pois a população estava insatisfeita com os baixos salários.

Manuel Ferraz de Campos Salles (1898-1902)


Campos Sales encarou uma grande dívida do Brasil com outros países. Para combater esse problema, ele propôs um acordo financeiro conhecido como “Funding Loan”, durante o período em que o café alcançava uma superprodução interna, porém com baixos preços no mercado mundial.

Rodrigues Alves (1902-1906)


Rodrigues Alves foi um dos presidentes do Brasil que teve a sua gestão marcada por rebeliões. Entre elas, a Revolta da Vacina, movimento organizado pela população do Rio de Janeiro insatisfeita com as agressões sofridas durante o ato obrigatório de se vacinar contra a varíola. Nesse período, a falta de informação e a atitude agressiva do governo provocou grande agitação na cidade, além de conflitos com a polícia. O resultado de toda essa agitação foi um cenário trágico com mortes, diversas pessoas feridas, detidas e até deportadas.

Afonso Augusto Moreira Pena (1906-1909)

 
Afonso Pena tentou estabelecer a economia do país, adotando algumas medidas drásticas como a superprodução cafeeira, retirando milhares de sacas de café do mercado à espera de uma valorização do produto.

Nilo Procópio Peçanha(1909-1910)


Nilo Peçanha foi um dos presidentes do Brasil que teve o mandato curto. Ele governou o país por apenas 1 ano e 5 meses, mas durante esse período incentivou a criação do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) e ainda apoiou a formação do ensino técnico no Brasil, com a criação da Escola de Aprendizes Artífices.

Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914)


Marechal Hermes da Fonseca era sobrinho de Deodoro da Fonseca. Ele tentou restaurar a influência militar na política durante o seu mandato. A sua gestão foi marcada pela Revolução da Chibata, movimento que teve início com a insatisfação dos marinheiros devido aos maus tratos recebidos.

Wenceslau Braz (1914-1918) 


No seu mandato, Venceslau Brás enfrentou movimentos políticos, entre eles um grande marco da história, que foi a Primeira Guerra Mundial. Nesse período, os problemas encontrados em importar produtos da Europa ajudou a desencadear um grande desenvolvimento industrial, já que crescia significadamente o número de operários dentro do país. 

Delfim Moreira da Costa Ribeiro (1918-1919)


Delfim Moreira assumiu a presidência do país em substituição a Rodrigues Alves, que não conseguiu se reeleger por motivos de saúde. Mesmo com a curta duração de mandato, Moreira promoveu algumas alterações no código civil, sancionado por Venceslau Brás no governo anterior.

Epitácio Pessoa (1919-1922)


Epitácio Pessoa solucionou as manifestações causadas por imigrantes europeus insatisfeitos com a situação do trabalho na indústria, por meio da lei de Repressão ao Anarquismo em 1921. O presidente ficou reconhecido por implantar grandes melhorias na região do Nordeste.

Arthur Bernardes (1922-1926) 


Arthur Bernardes foi um dos presidentes do Brasil conhecido por adotar medidas mais repressivas, visando combater os focos de revoltas pelo país. Em sua gestão, ele restringiu a liberdade de imprensa e enfrentou movimentos tenentistas.

Washington Luís (1926-1930)


Washington Luís marcou o fim do governo de presidentes do Brasil durante o período conhecido como República Velha. Em seu mandato, ele propôs uma reforma econômica em todo país. Ainda como presidente, enfrentou a crise de 1929 e o início da Revolução de 1930.

Getúlio Vargas (1930- 1945)


Getúlio Vargas foi o único, entre todos os presidentes do Brasil, que governou por mais tempo, permanecendo na presidência durante 15 anos. Ele chegou ao cargo através de um golpe. O movimento ficou conhecido como a Revolução de 1930 e foi organizado por partidos insatisfeitos com a maneira como as eleições vinham sendo conduzidas no país.



Getúlio Vargas foi um dos presidentes mais populares do Brasil (Foto:Wikepedia)

José Linhares (1945-1946)


José Linhares assumiu o poder após o período conhecido como a “Era de Vargas”, momento em que Getúlio Vargas comandava a presidência do país. Após esse período, o Brasil enfrentava uma grande divisão de poderes e se esforçava para estabelecer a economia. No seu governo, Linhares lutou para implantar um nova Constituição no país e reduzir os efeitos da inflação.

Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)


Eurico Dutra elaborou a criação da Constituição de 1946 e nela foram previstas acontecimentos importantes, como: a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, liberdade de associação com fins permitidos pelas leis e a liberdade de manifestação do pensamento.

Getúlio Vargas (1951-1954)


Após comandar a presidência do país por 15 anos, Getúlio Vargas voltou ao poder e governou por mais quatro anos. Em sua nova gestão, criou a Petrobrás e ampliou os direitos dos trabalhadores. No entanto, a carreira de Vargas teve um fim trágico, quando ele cometeu suicídio prestes a renunciar ao cargo. 

João Fernandes Café Filho (1954 – 1955)


Café Filho era vice-presidente de Getúlio Vargas e assumiu o poder para dar continuidade à gestão de Vargas. Em um ano de mandato ele montou um governo conciliador com a participação de militares no poder, adotando uma política de caráter liberal.Confira abaixo um breve resumo de todos os presidente do Brasil.


Carlos Luz (1955)


Carlos Luz assumiu o governo do país em substituição a Café filho, que precisou se afastar do cargo por motivos de saúde. Luz permaneceu apenas dois dia no cargo de presidente, pois ele também ficou doente.

Nereu Ramos (1955-1956)


Nereu Ramos assumiu interinamente a presidência do Brasil em substituição a Carlos Luz, que também precisou se afastar do cargo por motivos de saúde. Ele governou por apenas um ano, mas tornou-se ministro da justiça no mandato de Juscelino Kubitschek.

Juscelino Kubitschek (1955 – 1961)


O principal objetivo do governo de Juscelino Kubitschek era tornar o Brasil uma potência subdesenvolvida da época, chegando ao desenvolvimento de cinquenta anos em apenas cinco de governo. O seu famoso “Plano de Metas” consistia em investir nas áreas de maior importância para o desenvolvimento econômico do país. Com isso, o seu mandato foi marcado por grandes avanços na indústria, principalmente no setor automobilístico.

Jânio quadros (1961) 


Jânio Quadros cobriu o fim do mandato de Juscelino Kubitschek, permanecendo por sete meses no poder. Com o objetivo de reestruturar a economia fragilizada, Quadros realizou algumas medidas que colaboraram para sua impopularidade: congelou salários, desvalorizou a moeda nacional e restringiu o acesso aos fundos de crédito.



Ranieri Mazzilli (1961 e 1964)


Ranieri Mazzili foi um dos presidentes do Brasil que governou interinamente entre a renúncia de Jânio Quadros e a volta do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em uma missão na China. Ele governou o país em dois momentos: o primeiro, em 1961, e o segundo, em 1964. Em ambos, atuou pelo período de 13 dias, por isso teve pouca influência política.

João Goulart (1961 – 1964)


João Goulart diminuiu a participação de empresas estrangeiras em setores importantes e defendia a realização de uma série de reformas com o objetivo de promover a distribuição de renda, a exemplo da reforma tributária.

Castello Branco (1964-1967)


Castello Branco foi um dos presidentes que assumiu o poder durante a Ditadura Militar no Brasil. Em sua gestão foi implantada toda a estrutura de repressão que deu origem ao período conhecido como “anos de chumbo”.

Costa e Silva (1967 -1969)


Costa e Silva implantou uma reforma administrativa em seu governo, priorizando uma política voltada para o combate da inflação e a expansão do comércio exterior. A sua gestão, foi marcada pela instituição de um cruel Ato Institucional(AI-5). Entre as medidas repressivas desse ato estava a pena de morte para crimes políticos. 

Junta Governativa Provisória (1969)


Os ministros militares da marinha (Augusto Rademaker), da aeronáutica (Aurélio de Lyra Tavares), e do exército (Márcio de Souza e Mello), apesar de terem governado o país provisoriamente, integram a lista de presidentes do Brasil. Eles assumiram o poder após o afastamento de Costa e Silva.

Emílio Garrastazu Médici (1969 -1974)


Durante o governo de Emílio Médici o país alcançou a instabilidade política. A indústria e o setor de exportação agrícola aumentavam de forma significativa. Isso gerou milhões de novos empregos, de modo que alguns setores industriais disputavam entre si a contratação de novos trabalhadores.

Ernesto Geisel (1974-1979) 


O mandato de Ernesto Geisel enfrentou um avanço significativo na inflação. Com isso, ele sugeriu a implantação de um Plano Nacional de Desenvolvimento, que não obteve muito sucesso, já que a crise do petróleo estava instalada no país. Geisel conseguiu ainda revogar a “AI-5” instituída no governo anterior.

João Baptista Figueiredo (1979-1985)


O governo de João Baptista Figueiredo foi o último do regime militar. Durante sua atuação, ele promulgou a lei da anistia e instituiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de disponibilizar créditos às empresas brasileiras para financiar obras públicas.

José Sarney (1985-1990) 


A candidatura de José Sarney marca o início de uma Nova República. Em sua gestão foi criada uma nova Constituição, prevendo o fim da atuação das forças armadas, a independência dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e as eleições diretas para presidente. Com a inflação em alta, o governo de Sarney foi marcado pela elevação dos produtos nos supermercados.



Fernando Collor de Melo (1990-1992)


Fernando Collor iniciou o seu mandato com vestígios da alta inflação advindos do governo anterior. Com intuito de combater tal situação, ele apresentou o “Plano Collor”. Entre as propostas, o plano previa o corte de despesas públicas, o congelamento de preços e o aumento das taxas de juros. No entanto, o mandato do presidente terminou em 1992, quando sofreu um impeachment, acusado por desviar dinheiro público.


Itamar Franco (1992-1995)


O governo de Itamar Franco foi marcado pela criação do Plano Real. O objetivo era garantir o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação. A população gostou da iniciativa e com isso Itamar Franco ajudou na candidatura de Fernando Henrique Cardoso, antes Ministro da Fazenda do seu governo.

Fernando Henrique Cardoso (1995- 2003)


O governo de Fernando Henrique Cardoso teve destaque para as privatizações de empresas estatais. Ele pretendia manter a mínima participação do Estado na economia, porém isso trouxe um aumento do índice de desemprego, já que muitas empresas começaram a fechar com a alta dos juros.

Luís Inácio Lula da Silva (2003-2006) e (2007 - 2011)


Lula foi considerado um dos mais populares presidentes do Brasil. Eleito em 2003, a sua forma de governar ganhou a simpatia do público brasileiro, pois o presidente incluiu em seu mandato ações voltadas à inclusão social. Com isso, Lula conseguiu diminuir a pobreza e aumentou os investimentos na economia. Ele foi reeleito e continuou na presidência do país até 2011.



 Em 2010, Lula foi considerado um dos líderes mais influentes do mundo pela revista “Time” (Foto:Flickr)


Dilma Rousseff (2011-2016)


Dilma Rousseff deu continuidade aos programas de governo do seu antecessor, Lula. Sendo a primeira presidente mulher do país, enquanto esteve no poder, Dilma sancionou algumas leis, entre elas, a Lei de Acesso à Informação. Essa lei obriga órgãos públicos a prestarem informações sobre suas atividades e disponibilizá-las para o público. No entanto, Dilma Rousself não deu continuidade ao seu mandando. Sendo acusada por crime de responsabilidade, sofreu o impeachment em agosto de 2016.

Michel Elias Temer (2016 – 2018)


Michel Temer foi vice-presidente de Dilma Rousseff e assumiu o poder após a cassação do mandato da presidenta, em 2016. Entre as suas propostas de governo, destacaram-se as mais polêmicas: Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. O presidente manteve-se no poder até dezembro de 2018, quando passou o cargo para o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro.

Jair Messias Bolsonaro (2019 - 2022)


Antes de ser eleito para a presidência, Jair Messias Bolsonaro foi deputado federal por 7 vezes, no período de 1991 a 2018. O candidato do Partido Social Liberal (PSL) venceu a última eleição para presidente, em outubro de 2018, contra o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad. Ele assumiu o poder junto ao seu vice-presidente general Hamilton Mourão, em janeiro de 2019.

Luís Inácio Lula da Silva (2023 -2026)


Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se candidatou novamente e venceu o segundo turno das Eleições de 2022 e foi eleito presidente do Brasil no período entre 2023 e 2026, após receber 59.563.912 votos (50,83% dos votos válidos), contra 57.675.427 votos (49,17% dos votos válidos) de Jair Messias Bolsonaro (PL).

Esse será o terceiro mandato do candidato eleito, que já governou o nosso País de 2003 até 2006, e de 2007 até 2011. Para o novo período de seu governo, Lula terá Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Lula e Alckmin assumiram os cargos de presidente e vice-presidente no dia 1º de janeiro de 2023. Sua diplomação, no entanto, aconteceu um pouco antes, no dia 19 de dezembro de 2022. Esse ato é um atestado oferecido pela Justiça Eleitoral, garantindo que o candidato foi eleito pelo povo e está apto para tomar posse. Os diplomas são assinados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A pasta da educação do novo governo do presidente Lula é umas das que chamam atenção para o planejamento traçado para os próximos 4 anos.

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