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Revolução Cubana

Postado por Joseane Rosa em 31/05/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Movimento responsável por derrubar o governo de Batista


A Revolução Cubana foi um movimento político-popular de caráter socialista realizada em Cuba no ano de 1959. O processo foi conduzido por Fidel Castro, seu irmão Raul Castro e por Ernesto Che Guevara. O objetivo desses líderes era derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista e libertar o país do domínio econômico dos Estados Unidos. 

Após a revolução, os Estados Unidos rompeu com o governo cubano e a ilha acabou por ficar isolada economicamente. Após 49 anos no comando, Fidel passou o poder para o irmão Raul Castro, que ficou no cargo até 2018. 

Contexto histórico


Cuba foi colônia da Espanha até o século XIX. Conquistou independência em 1898 com ajuda dos Estados Unidos, que tinha interesses econômicos na ilha. Assim, o país passou ao domínio dos EUA, que o obrigou a incorporar a Emenda Platt em sua constituição. Pelo tratado, o país caribenho aceitava a intervenção americana e a instalação de bases militares na região.

Em março de 1952, Fulgêncio Batista (que já tinha governado o país) aplicou um golpe contra o governo de Carlos Prío Socarrás e tornou-se presidente. A partir de então,  começou a implantar uma dura ditadura no país, perseguir opositores, além de ampliar e a atender ainda mais os interesses dos EUA. 

Com o passar dos anos a população cubana começou a demonstrar um sentimento nacionalista, a se revoltar contra as interferências dos EUA e se desinteressar pela política de Batista. As lideranças revolucionárias surgem nesse contexto e em 1953 acontece o primeiro momento da revolução cubana. 


Marcha da revolução cubana realizada em 1960. (Imagem: Wikipédia)

A revolução cubana


Todo o processo de tomada de poder por Fidel Castro teve duração de cinco anos. O ato inicial aconteceu com o ataque ao  Quartel de Moncada em junho de 1953. Liderados por Fidel e Raul Castro, revoltosos realizaram um assalto no quartel, parte em que ficava guardado uma grande quantidade de armamentos. A tentativa, entretanto, foi frustrada e os dois irmãos foram presos e condenados a 15 anos de detenção.

Dois anos após a prisão, os irmãos Castro realizaram acordo com o governo cubano e tornaram-se exilados no México. Mesmo isolados, os dois ainda idealizavam derrubar o governo de Batista e começaram a organizar uma nova investida. Durante esse período os dois conhecem Che Guevara e este decide participar da luta. 

Um novo movimento passa a ser organizado com o objetivo de retornar à Ilha e realizar novos ataques. Em 26 de Julho (mesmo data do ataque ao quartel), os rebeldes voltam a Cuba e, após reação do exército, se refugiam estrategicamente em Sierra Maestra

Depois de sucessivos ataques ao governo, o movimento conquista diversas cidades cubanas e ganha o apoio da população. Depois de tomar Santa Clara (cidade mais próxima da capital), os rebeldes da revolução cubana tomam o poder e derrubam o governo em 1 de janeiro de 1959. Batista então foge e se exila em Portugal. 

Ataque à Baía dos Porcos


Com a dissolução do governo anterior, Fidel Castro e seguidores da revolução cubana começam a instalar novas políticas, como a nacionalização das empresas abrigadas no país, promoção de reforma agrária e tentativa de instalação de indústrias. Essas ações provocaram os Estados Unidos que, em 1962, retira Cuba da OEA (Organização dos Estados Americanos). 

Em 1961, Os EUA tenta desestabilizar o novo governo cubano enviando uma tropa treinada pela CIA, formada por dissidentes cubanos e americanos fugidos, para invadir e atacar a Baía dos Porcos. A investida, no entanto, foi impedida pelo exército cubano que cercaram os invasores e os impediram de executar o plano.

Crise dos mísseis


Além da retirada de Cuba da OEA e da tentativa de retomada do poder, os Estados Unidos passaram a realizar e incentivar bloqueios econômicos à Ilha. Como resposta, a União Soviética passa a promover o apoio financeiro e instala uma base militar com mísseis apontados para os EUA. 

Como neste período o mundo também estava passando pela Guerra Fria (período de disputas e conflitos indiretos entre Estados Unidos e União Soviética), os ânimos começaram a esquentar e o país americano exigiu a remoção do arsenal da ilha.  Após intensas negociações, a União Soviética aceitou a retirada e, em troca, também pediu a retirada dos mísseis instalados pelos Estados Unidos na Turquia. 

Consequências da Revolução Cubana


Após a expropriação dos bens dos cidadãos americanos que deixaram a ilha depois da revolução cubana e do bloqueio econômico realizado pelos Estados Unidos, Cuba começou a viver um período de transição. Em 1965, Fidel funda o Partido Comunista Cubano (PPC) e inicia-se o longo período da república socialista. 

Após o final da Guerra Fria, em 1991, a União Soviética deixa de existir e o país perde apoio financeiro que tinha. Esta situação forçou o racionamento alimentício e a iniciara uma abertura da economia ao capital estrangeiro. 


Fidel Castro foi o líder da revolução cubana. (Imagem: Pixabay)

Fidel Castro 


Um dos líderes da revolução cubana, Fidel Castro esteve no comando da Presidência do Conselho de Estado da República de Cuba por 49 anos. Em 1959, foi nomeado ministro da república cubana e, em 1977, passa a ocupar o cargo de Presidente dos Conselhos de Estado e Ministros. 

Após um grave problema intestinal, Fidel entrega o cargo provisoriamente a Raul Castro em 2006. Dois anos depois, anuncia que não se candidataria novamente a presidência e entrega definitivamente o cargo ao irmão. Em 25 de novembro de 2016 foi anunciada a sua morte. 

Curiosidades sobre Cuba


Mesmo com as restrições econômicas implantadas após a revolução cubana, o país conseguiu se desenvolver, principalmente, através do turismo. Algumas áreas sociais tiveram grandes avanços, no entanto, existem diversas restrições em Cuba. 

Conheça abaixo algumas curiosidades atuais da ilha: 

• A taxa de mortalidade infantil na ilha é uma das mais baixas das Américas;
• Cuba é um dos países com maiores números de idosos com mais de 100 anos;
• A liberdade de imprensa não é permitida pelo sistema;
• O sistema alfandegário é rígido no país e existe limite para entrada de objetos;
• A entrada da coca-cola só foi liberada em 2015;
• A maioria da população é formada por católicos;
• O governo controla a renda e a mobilidade da população. 

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