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Roma Antiga

Postado por Jessica Alves em 07/02/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Um dos maiores impérios


A Roma Antiga corresponde a uma Civilização Itálica que teve origem no século VIII a. C. Essa região que no inicio era uma pequena aldeia tornou-se um dos maiores impérios no mundo antigo.

A origem da Roma Antiga


A História Antiga abrange o contexto de Roma. A origem da cidade também está baseada na mitologia. De acordo com a lenda o que levou a fundação foi quando Eneias, chefe troiano, fugiu dos gregos após eles invadirem Troia. Eneias foi para a Itália e no local ele casou com a filha de um rei latino. 

Com base na mitologia, os descendentes de Eneias, os gêmeos Rômulo e Remo foram atirados no rio Tibre, por Amúlio, o rei da cidade. No entanto, eles foram salvos por uma loba que os amamentaram e, após isso, camponeses criaram as crianças. Na fase adulta Rômulo e Remo voltaram para Alba Longa e tiram Amúlio do trono. Com isso, fundaram Roma em 753 a.C.

O período da Monarquia


O período da Monarquia vai desde 753 a 509 a. C. Nessa época a sociedade da Roma Antiga era constituída por quatro grupos: patrícios, plebeus, clientes e os escravos.

Os grandes grupos sociais da Roma Antiga

Como citado na fase da monarquia já havia a divisão entre patrícios, plebeus, clientes e os escravos. Os primeiros eram aquele que faziam parte da classe nobre e eram proprietários de terras. Eles eram cidadãos romanos e a menor classe que formavam a sociedade romana. Eles eram os únicos a usufruírem de benefícios políticos. 

Outra classe que formavam a Roma Antiga era a dos plebeus. Esses, por sua vez, eram comerciantes, camponeses e artesãos. Os plebeus eram povos oriundos de cidades conquistadas pelos romanos. Embora fossem pessoas livre, eles não tinham direitos de cidadãos como os plebeus.


O coliseu de Roma construído no em 72 d.C. (Foto: Pixabay)


os clientes, dizem respeito, aos prestadores de serviços. Por sua vez, os escravos eram aqueles que realizavam trabalhos e não tinham quase nenhum direito, apenas os seus donos. Era comum pessoas que perdessem guerras ou tivessem com dívidas tornarem-se escavas. No entanto, quem crianças que tinham mães escravas, também era convertida à escravidão.

Obs.: é importante mencionar que na Roma antiga a escravidão não era baseada em cor. 

A era da República


A República na Roma Antiga iniciou em 509 a. C., após o rei Tarquínio ser expulso da cidade pelos plebeus e patrícios. 

As instituições sociais e econômicas durante a Roma Antiga fortaleceram-se e a cidade expandiu o território. A Roma Antiga nessa época passou a ser uma das civilizações mais poderosas do mudo antigo e o Senado começou a governar. 

Era tarefa dos magistrados, ou seja, os responsáveis pelas decisões do Senado, exercerem atividades como: a cobrança de impostos, julgar crimes, como também vigiar os costumes públicos. Os patrícios eram quem conduziam as decisões políticas e também constituíam parte do Senado. Eles ainda organizavam as pautas públicas de maneira que desfrutassem ao máximo de privilégios.
 
Os plebeus, por outro lado, não tinham o direito de intervir nas decisões do Senado. Contudo, eram essenciais para o exército de Roma. Conscientes disso, eles passaram a lutar pelos direitos e conseguiram alguns, como: os tribunos da Plebe, a Lei das Doze Tábuas e as eleições dos magistrados.

Um das conquistas: os tributos da Plebe

Os tribunos da plebe chamado também como tribuno plebeu ou de tribuno do povo foi uma conquista que viabilizou o primeiro cargo para o plebeus. Por meio desse estabelecimento, os magistrados poderiam vetar qualquer decisão que prejudicasse a classe. 

Outro fato era que os plebeus tinham o direito de reivindicar as medidas do Senado, assim como incluir seus direitos nas leis de Roma. A história aponta que em 493 a. C., foi instaurado o primeiro tributo. 

O que era a Lei das Doze Tábuas

Não apenas os tribunos da Plebe, mas outra importante conquista dos plebeus foi a Lei das Doze Tábuas. Ela diz respeito a normas escritas válidas para patrícios e os plebeus. Antes da Lei das Doze Tábuas representantes dos patrícios e os pontífices mantinham as normas em segredo, no intuito de se beneficiarem. Além disso, antes as leis romanas eram contra a plebe e, por conta disso, em 462 a.C., o plebeu Terentílio exigiu que fosse publicado um código oficial e legal.

Em síntese, com a Lei das Doze Tábuas os plebeus conseguiram ter conhecimento das leis escritas de modo que impedissem prejuízos à classe. Por outro lado, os patrícios no início resistiram a medida, contudo as novas normas foram estabelecidas e colocadas no Fórum Romano. 

Outra conquista: as eleições dos magistrados

Outra conquista dos plebeus foi a eleição dos magistrados em 362 a. C. Esse episódio estabeleceu a eleição do primeiro cônsul dos plebeus. 

A crise da República

A Roma Antiga na era da República foi marcado por muitos conflitos sociais e pela instabilidade política. Não existe uma data que marque quando começou, assim como o principal fator que motivou a crise na República romana. Contudo, violências contra os escravos, reformas agrárias e guerras internas e externas contribuíram com o processo. 

Para organizar a política administrativa generais do exército fracionaram o poder de Roma, foram eles: Júlio César, Pompeu, o Grande e Marco Licínio Crasso, os três formaram o Primeiro Triunvirato (60 a.C a 53 a. C.).

Depois que Júlio César foi assassinado criou-se o Segundo Triunvirato (43 a.C a 33 a.C.) composto por Marco Antônio, Otávio e Lépido.

O início do Império Romano 


O Império Romano foi formado quando Otávio Augusto (27 a.C. a 14 d.C) foi posto no poder, tornando-se o primeiro César. Após a morte dele, quatro dinastias de imperadores assumiram o poder da Roma Antiga, em um período conhecido como Alto império (27 a. C. a 235 d.C)

O quadro abaixo mostra as quatro dinastias e os nomes de quem fazia parte delas.

Primeira

Segunda

Terceira

Quarta

Dinastia Júlio-Claudiana

Dinastia Flaviana

Dinastia dos Antoninos

Dinastia dos Severos

Tibério;

Calígula;

Nero;

Cláudio.

Vespasiano;

Tito;

Domiciano.

Nerva;

Trajano;

Adriano;

Marco Aurélio;

Cómodo;

Sétimo Severo;

Caracala;

Macrino;

Heliogábalo;

Severo Alexandre.



A queda do Império Romano

Roma possuía uma vasta extensão territorial, no entanto, a administração pública não foi capaz de organizar a civilização de forma ordenada, pois realizaram algumas ações como o abuso de autoridade e poder.

Em razão da ruim administração política, O Império Romano chegou ao fim, principalmente por motivos como: a falta de escravos, o aumento de impostos e, principalmente, pela invasão dos povos bárbaros a Roma Antiga.

O Império Romano sofreu divisão após a morte do imperador Teodósio em 395. Os filhos dele, Honório e Arcádio assumiram cada uma região. O primeiro ficou com Império Romano do Ocidente e o segundo com Império Romano do Oriente.

A capital do Império Romano era Constantinopla. A região foi invadida pelos turcos que a conquistaram em 1453. Esse momento é marcado na história como o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.

Em razão de ataques de bárbaros assim como falta de organização política, Império romano caiu. O último a administrá-la foi Rômulo Augusto.

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