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Sionismo

Postado por Esther Santana em 29/07/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Esse movimento defendia a criação do Estado Nacional de Israel


O Sionismo, movimento nacionalista judaico, foi uma associação de cunho político que teve origem na Europa. A conjuntura da época, que pregava o antissemitismo abertamente, foi um dos fatores que fizeram com que essa ideia se concretizasse. 

 
O sionismo defendia o direito a criação do Estado Nacional de Israel. De acordo com Theodor Herzl, responsável pela teoria, os judeus já tinham um histórico de migração forçada muito grande. 


Sempre fugindo de guerras e levados para cativeiros desde os tempos bíblicos, os judeus mereciam voltar para a sua terra sagrada. Local onde não só estariam seguros de conflitos políticos e econômicos, mas também um lugar de se reconectar culturalmente e voltar às práticas religiosas.


O grande problema era que esse lugar sagrado já estava sendo ocupado. A região que atualmente é denominada como “Palestina” era habitada pelos povos árabes, que também consideram o território sagrado. 


Israelenses e Palestinos pertencem ao mesmo território, mas são de épocas diferentes. Os israelenses ou israelitas, são adeptos ao judaísmo e eles surgiram por volta de XI a.C. Os Palestinos que são árabes e adeptos do islã, surgem em VII d.C. 


Mas com a volta dos judeus, como esse espaço seria dividido? Seria aquela localidade de fato sua propriedade ou agora deveriam pertencer aos palestinos? Para entender melhor essa história, é preciso voltar no tempo. 


A Terra Prometida


Essa história começa há cerca de 4.000 anos quando um homem chamado Abraão recebe a missão de ir para a terra de Canaã (atual território israelense) e povoá-la. Segundo os escritos bíblicos, seus descendentes se multiplicariam e dominariam a região para sempre. 

Foi somente através de seu neto, Jacó, que essa profecia começou a ser cumprida. Jacó, que depois teve seu nome mudado para Israel, teve doze filhos, dando origem às doze tribos de Israel

Em um momento em que a terra de Canaã passava pela escassez de alimentos, Jacó e seus filhos foram para o Egito, e lá se estabeleceram.

O tempo foi passando e os israelitas continuaram crescendo no meio dos egípcios. Aos poucos os conflitos entre esses povos se intensificavam. Primeiro porque os egípcios eram politeístas, ao contrário dos israelitas que adoravam a um só Deus. 

Em segundo lugar porque era um povo que estava ficando cada vez mais forte. A ponto até de o Faraó temer uma rebelião. Por isso, ele decretou que os israelitas seriam seus escravos. 

Passaram-se 400 anos até que surgiu um “libertador”. Foi através da liderança de Moisés, que os israelitas enfim retornavam à sua casa.


O muro das lamentações é o último resquício do segundo templo que foi construído no lugar do original. (Foto: Wikimedia)


Diáspora Judaica


De acordo com a Bíblia, se o povo de Israel fosse obediente a Deus eles sempre estariam seguros. Mas o convívio com outras culturas e outras religiões fizeram com que os israelitas se afastassem de Deus. 


É aí que começa uma sucessiva trajetória de idas e vindas. Vários reis já haviam governado o povo de Israel e poucos conseguiram dar continuidade. Divididos entre tribos do Norte (Israel, com capital em Samaria) e tribos do Sul (Judá com capital em Jerusalém) os reinos não conseguem resistir aos ataques de outras nações. 


A primeira delas é a Assíria. Os assírios invadem Jerusalém e levam o povo do norte para o cativeiro. Em seguida, Nabucodonosor, imperador da Babilônia, invade Judá e leva as tribos do sul para a Mesopotâmia. 

Os judeus conseguem retornar a sua terra natal, mas logo são dominados pelos romanos. Quando Jerusalém é totalmente destruída, eles se dispersam para os continentes da África, Ásia e Europa. Quando o judaísmo começa a se estabelecer nessas regiões, outra ideologia também está em ascensão, o nazismo


O nazismo foi um movimento político totalitário que entre os anos de 1933 e 1945 pregou a superioridade ariana. Muito influenciado pelo fascismo italiano, o nazismo era de origem Alemã e tinha como principal porta-voz, Adolf Hitler. 


A prática desse governo era de exterminar as raças consideradas inferiores, através dos conflitos armados ou utilizando-os como trabalhadores nos campos de concentração, ao passo que ia dominando os territórios que invadia. 


Hitler se aproveitou da derrota sofrida pela Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial para persuadir a população. Sua ideologia consistia em disseminar a superioridade ariana e perseguir os estrangeiros, principalmente os judeus (antissemitismo).

Ascensão do Sionismo


Enquanto o nazismo ainda estava se fortificando em alguns países da Europa, o sionismo, também buscava se consolidar. Theodor Herzl foi o grande responsável por essa ideia. Em sua teoria, o escrito e jornalista defendia que o povo de Israel estava em constante deslocamento. Tanto as guerras quanto às migrações forçadas faziam com que os israelitas estivessem sempre em fuga. 

Construir novos arranjos fora daquele território se tornava cada vez mais difícil. Primeiro porque eles sempre foram um povo numeroso, e em segundo lugar porque os costumes e tradições do judaísmo são muito próprias. Um dos receios sempre foi de que a mistura com outras nações podia afetar sua maneira de viver. 

Com o antissemitismo se espalhando pela Europa, o sionismo foi ficando cada vez mais forte. A ideia de criar uma nação independente e soberana para Israel ficava próxima da realidade. Foi no primeiro encontro sionista, em 1897, que ficou definido que os judeus retornariam à Terra Santa. 

O sionismo foi um dos elementos mais importantes que culminaram na migração dos judeus para a região que hoje está dividida entre Israel e Palestina. Mas quando chegaram na “Terra Prometida”, cerca de 500 mil árabes já estavam ocupando a região. A criação do Estado de Israel dependia da expulsão dos palestinos do território. Foi assim que começaram os conflitos. 


Conflito entre Israel e Palestina


Até o final do século XIX, boa parte dos judeus vivia na Europa. O sionismo, já era um movimento ativo porque percebia como a movimentação política estava se estruturando com base no nacionalismo, fascismo e outros ideias totalitários.

Com o domínio da Alemanha nazista de Adolf Hitler, que causou a morte de mais de 6 milhões de judeus, a ideia de um país para os Israelitas ficou mais forte. Muitos deles começaram a retornar, mas tiveram que encarar os árabes que ocupavam a região. 

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a partilha entre judeus e palestinos. Os palestinos não aceitaram porque além de destinar para eles um território descontínuo, era menor que o dos judeus. 

Mesmo assim, a ONU determinou a criação do Estado de Israel em 1948. Seria o primeiro país judeu naquela região do oriente. Foi nesse mesmo ano que aconteceu a primeira guerra entre esses povos. A Palestina, juntamente com cinco países (Líbano, Síria, Egito, Iraque e Jordânia) entrou em conflito com Israel. 

Nessa primeira guerra, os Israelitas saíram vitoriosos. O apoio militar fornecido pelos Estados Unidos foi fundamental. Além da vitória, eles conseguiram expandir o território.

Mais uma vez os Palestinos tentam atacar Israel, em um conflito que ficou conhecido como a Guerra dos seis dias (1967) e dessa vez com a ajuda de três países: Jordânia, Síria e Egito. 

Outra vez Israel vence a guerra e conquista quatro territórios:

Colinas de Golã – Pertencia a Síria
Cisjordânia – Pertencia a Jordânia
Faixa de Gaza – Pertencia ao Egito
Península do Sinal – Pertencia ao Egito

Somente a Península do Sinai foi devolvida ao Egito, em troca eles tiveram que reconhecer Israel como país soberano e independente. 

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