Esse movimento defendia a criação do Estado Nacional de Israel
O Sionismo, movimento nacionalista judaico, foi uma associação de cunho político que teve origem na Europa. A conjuntura da época, que pregava o antissemitismo abertamente, foi um dos fatores que fizeram com que essa ideia se concretizasse.
O sionismo defendia o direito a criação do Estado Nacional de Israel. De acordo com Theodor Herzl, responsável pela teoria, os judeus já tinham um histórico de migração forçada muito grande.
Sempre fugindo de guerras e levados para cativeiros desde os tempos bíblicos, os judeus mereciam voltar para a sua terra sagrada. Local onde não só estariam seguros de conflitos políticos e econômicos, mas também um lugar de se reconectar culturalmente e voltar às práticas religiosas.
O grande problema era que esse lugar sagrado já estava sendo ocupado. A região que atualmente é denominada como “Palestina” era habitada pelos povos árabes, que também consideram o território sagrado.
Israelenses e Palestinos pertencem ao mesmo território, mas são de épocas diferentes. Os israelenses ou israelitas, são adeptos ao judaísmo e eles surgiram por volta de XI a.C. Os Palestinos que são árabes e adeptos do islã, surgem em VII d.C.
Mas com a volta dos judeus, como esse espaço seria dividido? Seria aquela localidade de fato sua propriedade ou agora deveriam pertencer aos palestinos? Para entender melhor essa história, é preciso voltar no tempo.
A Terra Prometida
Em um momento em que a terra de Canaã passava pela escassez de alimentos, Jacó e seus filhos foram para o Egito, e lá se estabeleceram.
Em segundo lugar porque era um povo que estava ficando cada vez mais forte. A ponto até de o Faraó temer uma rebelião. Por isso, ele decretou que os israelitas seriam seus escravos.

O muro das lamentações é o último resquício do segundo templo que foi construído no lugar do original. (Foto: Wikimedia)
Diáspora Judaica
De acordo com a Bíblia, se o povo de Israel fosse obediente a Deus eles sempre estariam seguros. Mas o convívio com outras culturas e outras religiões fizeram com que os israelitas se afastassem de Deus.
O nazismo foi um movimento político totalitário que entre os anos de 1933 e 1945 pregou a superioridade ariana. Muito influenciado pelo fascismo italiano, o nazismo era de origem Alemã e tinha como principal porta-voz, Adolf Hitler.
A prática desse governo era de exterminar as raças consideradas inferiores, através dos conflitos armados ou utilizando-os como trabalhadores nos campos de concentração, ao passo que ia dominando os territórios que invadia.
Hitler se aproveitou da derrota sofrida pela Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial para persuadir a população. Sua ideologia consistia em disseminar a superioridade ariana e perseguir os estrangeiros, principalmente os judeus (antissemitismo).
Ascensão do Sionismo
O sionismo foi um dos elementos mais importantes que culminaram na migração dos judeus para a região que hoje está dividida entre Israel e Palestina. Mas quando chegaram na “Terra Prometida”, cerca de 500 mil árabes já estavam ocupando a região. A criação do Estado de Israel dependia da expulsão dos palestinos do território. Foi assim que começaram os conflitos.
Conflito entre Israel e Palestina
Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a partilha entre judeus e palestinos. Os palestinos não aceitaram porque além de destinar para eles um território descontínuo, era menor que o dos judeus.
Nessa primeira guerra, os Israelitas saíram vitoriosos. O apoio militar fornecido pelos Estados Unidos foi fundamental. Além da vitória, eles conseguiram expandir o território.
Mais uma vez os Palestinos tentam atacar Israel, em um conflito que ficou conhecido como a Guerra dos seis dias (1967) e dessa vez com a ajuda de três países: Jordânia, Síria e Egito.
Colinas de Golã – Pertencia a Síria
Cisjordânia – Pertencia a Jordânia
Faixa de Gaza – Pertencia ao Egito
Península do Sinal – Pertencia ao Egito
Somente a Península do Sinai foi devolvida ao Egito, em troca eles tiveram que reconhecer Israel como país soberano e independente.