0

Sua mochila está vazia!

Templários

Postado por Victor Luiz em 26/07/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Cavaleiros tinham objetivo de proteger os cristãos e a Terra Santa


Os Templários, também conhecidos como Ordem do Templo ou Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, foram uma ordem militar de cavalaria que surgiram com o objetivo original de protegerem os peregrinos que viajaram para Jerusalém.

A Ordem existiu por dois séculos durante o período da Idade Média, de 1118-1312, após as Cruzadas, e seus cavaleiros ficaram conhecidos por conta de suas vestimentas, formadas por uma manta branca com o símbolo de uma cruz vermelha.

A origem dos Templários


A Ordem dos Templários foi fundada em 1118 após a Primeira Cruzada, pelo fidalgo francês Hugo de Payens, com apoio de mais oito cavaleiros.

Entre esses cavaleiros estava o rei Balduíno II de Jerusalém, que acolheu em seu castelo o primeiro grupo da Ordem. Por conta disso, ficaram conhecidos como os Pobres Cavaleiros de Cristo, que residiram o Templo de SalomãoCom isso eles ficaram conhecidos como Ordem do Templo, e os cavaleiros se chamaram Templários.

Os cavaleiros tinham como objetivo proteger os peregrinos que viajavam até Jerusalém, principalmente na região de Jafa a Cesareia, que poderiam ser vítimas de ladrões. Já na Terra Santa eles tinham objetivo de proteger os peregrinos dos ataques dos muçulmanos.

Quem participava da ordem tinha algumas obrigações chamadas de missão, sendo: voto de pobreza, obediência, castidade e devoção a Cristo.

Hugo de Payens e mais cinco fundadores viajaram até Roma, no outono do ano de 1127, com a finalidade de solicitar que Papa Honório II reconheça oficialmente a Ordem. Durante esta visita, eles não só conseguiram o reconhecimento do Papa como, no 13 de janeiro de 1128, durante o Concílio de Troyes, também conseguiram o apoio de Bernardo de Claraval.

Foi questão de tempo para a Ordem do Templo crescer e se tornar um dos exércitos mais temidos durante as Cruzadas. Seus membros que não combatiam eram qualificados para gerir uma grande infraestrutura econômica, inovando em técnicas financeiras, que seria o início do sistema bancário, e criando fortificações por todo território Europeu e na Terra Santa.

A Regra Templária


Os Templários também tiveram um livro de regras escrito por São Bernardo e se chamava Regra. Seu lema foi retirado do livro dos Salmos: "Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam" (Slm. 115:1 - Vulgata Latina) e tem como significado "Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome".

A Regra era repartida em 72 capítulos com sete seções, sendo elas: I- A regra primitiva; II- Os estatutos hierárquicos; III- Penitências; IV- Vida Monástica; V- Capítulos comuns; VI- Maiores detalhes de penitências e VII- Recepção na Ordem.

Eles possuíam regras comum a qualquer sociedade do feudalismo, algumas mais famosas foram: novos candidatos admitidos deveriam ser aprovados pelo bispo local; nas quarta-feira não poderia comer carne; e dois cavaleiros deveriam comer no mesmo prato.

Além disso, para ser aceito como cavaleiro, o candidato deveria ser cristão, conhecer a Regra Templária e jurar viver em pobreza, castidade e ser obediente ao Mestre do Templo (maior hierarquia da Ordem).

Crescimento e perda da missão


Com o tempo a Ordem foi acumulando bens, terras e ficando cada vez mais rica. Eles recebiam diversas doações de terras pelos países da Europa, inclusive do rei Afonso I de Aragão, que deixou todos os seus bens como herança para as ordens de cavalaria, por não possuir filho homem.

Fora as doações, os Templários também receberam diversos benefícios da Igreja Católica, concedidos através do Papa. Alguns deles foram: o reconhecimento oficial como uma ordem e a proteção da Igreja; incentivo aos cristãos a fazerem doações para a Ordem; autonomia dos Templários junto à Igreja; a Ordem poderia usufruir completamente dos impostos coletados; e a isenção do pagamento do dízimo referente a defesa da Terra Santa.

Os Templários também utilizavam as terras que recebiam de doações para plantar cevada, trigo e criar animais. Com isso eles vendiam trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo, girando a economia da Ordem e mantendo os cavaleiros.

Com o crescimento e enriquecimento da Ordem, algumas das missões foram se perdendo, como a não necessidade de ser cristão para ser admitido. Isso separou os cavaleiros em dois grupos: 

Militia: cavaleiros cristãos comprometidos com a missão original da Ordem;
Malitia: cavaleiros que ingressaram na Ordem atrás de poder e reconhecimento.


Cavaleiros vestiam manta branca com marca de cruz vermelha


O fim dos Templários


Com o acúmulo de poder e riquezas pelos Templários, nobres e reis importantes se sentiram incomodados. Um deles foi o rei da França Felipe IV, que devia dinheiro à Ordem do Templo.

Sem conseguir pagar, Felipe IV resolveu enfrentá-la. Ele iniciou uma perseguição aos Templários, com ordens de prisão e confiscando seus bens.

A perseguição passou a se espalhar por outras regiões da Europa e os cavaleiros passaram a ser acusados de blasfêmia e heresia, além de corrupção, homossexualidade e aliança com o Islã.

Foram cerca de 138 cavaleiros interrogados em Paris entre 19 de outubro e 24 de novembro de 1307. Neste mesmo ano, em 27 de outubro de 1307, uma carta de Felipe IV ao Papa Clemente V deixa a entender que as confissões eram retiradas dos cavaleiros por meio dos interrogatórios.

Com a pressão do rei francês, o Papa Clemente V determinou que a ordem fosse dissolvida em 1312. Antes disso, diversos cavaleiros foram torturados e mortos em fogueiras em praça pública, principalmente na França.

Em 1314 o último Mestre do Templo Jacques De Molay foi condenado a fogueira, marcando o fim oficial dos Templários.

Curiosidades


• Uma lenda do século XIV insinua que Jacques De Molay teria amaldiçoado o Papa Clemente V e o rei Felipe IV. Na maldição eles iriam para o julgamento celestial no ano seguinte a sua morte. Curiosamente, ambos morreram em 1315;
• Apesar da fama, foi somente em 1147 que os Templários passaram a utilizar a cruz vermelha nas suas roupas. Antes era apenas uma manta branca;
• Diversos europeus acreditavam que os cavaleiros que sobreviveram tinham poderes sobrenaturais ligados a bruxaria e tesouros escondidos pelo mundo;
• Outros acreditavam que este tesouro escondido financiou a descoberta da América e do Brasil pelos portugueses;
• Alguns grupos, como a maçonaria, reivindicam ser herdeiros dos cavaleiros da Ordem do Templo e de seus segredos.

Artigos Relacionados

A Crise dos Mísseis foi provocada pela descoberta de projeteis soviéticos em solo cubano. O evento aflorou o medo de uma guerra nuclear.

A crise do feudalismo tem suas causas no renascimento comercial, influenciado pelas Cruzadas e pelo crescimento da circulação de moedas.

Cortina de Ferro é uma metáfora que foi popularizada pelo britânico Winston Churchill, durante o discurso que incentivou o início da Guerra Fria.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar