União das Repúblicas Socialista Soviéticas também conhecida como União Soviética
As repúblicas Armênia, Azerbaijão, Bielo-Rússia, Cazaquistão, Estônia, Geórgia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão, formaram a URSS (União da Repúblicas Socialistas Soviéticas) entre 30 de dezembro de 1922 a 26 de dezembro de 1991.
Durante a sua existência, a URSS, também conhecida como União Soviética, foi considerado o segundo maior país do mundo. E no período de maior ascensão, foi considerada a segunda maior potência mundial.
As repúblicas que formaram a União Soviética eram originais da Europa Oriental e um terço do Norte do Continente Asiático.

Mapa da União Soviética. (Foto: Wikipédia)
Surgimento da URSS
No início do século XX, a Rússia sofria uma grave crise econômica e social. Esse foi um dos principais fatos que levaram à origem da URSS.
Os russos pertencentes às classes mais pobres do país (como os soldados, operários e camponeses) foram severamente impactados com o retardamento no desenvolvimento da nação, que estava quase estagnada, comparada aos outros países no mundo.
É importante lembrar que a Rússia ainda era um Império e esse modelo de governo também fazia parte das insatisfações dos russos.
O início da Revolução Russa de 1917 e da Guerra Civil Russa foi uma resposta dos civis sobre o descontentamento geral com o país. Os movimentos foram liderados pelo Partido Bolchevique, controlado por Lenin.
Como a Rússia ainda era governada por um imperador (czar) chamado Nicolau II, Lenin ordenou junto aos movimentos da revolução e da guerra, a morte desse imperador.
Com Nicolau morto e com a derrubada do seu governo, Vladimir Lenin conseguiu finalmente estabelecer a formação da a República Socialista Federativa Soviética Russa.
Em 21 de janeiro de 1924, Lenin morreu e a então república passou a ser comandada por Stalin.
URSS controlada por Stalin
Dois pilares principais marcaram o comando do comunista Josef Stalin sobre a URSS. São eles: o fortalecimento econômico do país e o modelo de ditadura.
Stalin passou a chefiar a União Soviética com a promessa de mudar o quadro de desenvolvimento do país. Para obter os resultados que o povo esperava, ele investiu pesado na industrialização e coletivização do lugar, baseando as suas ações na ideologia estatal marxista.
Criou uma comissão especial que foi responsável por desenvolver táticas diretas, para impulsionar a economia soviética – a Gosplan e adotou as principais estratégias aconselhadas por essa comissão.
Em dez anos os resultados foram surgindo e vários setores da URSS começaram a se desenvolver, como os campos de geração de energia e automóveis. A educação e a saúde da união também deram um salto importante.
É necessário lembrar que o governo de Stalin trouxe importantes resultados econômicos para o país, mas em contrapartida trouxe também uma ditadura de esquerda marcada por uma enorme repressão e violência.
Stalin foi um ditador bastante severo, não media esforços nas punições contra seus inimigos políticos e contra quem discordasse dele. O seu governo ficou conhecido também por ser um dos períodos mais violentos da história.
A participação da URSS na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria
A URSS teve uma atuação importante em dois grandes acontecimentos da história do mundo. Na Segunda Guerra Mundial, ela esteve ao lado do grupo dos Aliados que venceram a guerra e derrotaram a Alemanha Nazista de Hitler.
No final da Segunda Guerra, o mundo foi dividido novamente em dois blocos que representavam ideologias políticas diferentes, resultando na Guerra Fria. Isso porque os Estados Unidos e a URSS participaram juntos no mesmo grupo dos Aliados, mas claramente não concordavam politicamente.
Assim, deu-se o início da Guerra Fria com os EUA de um lado representando o capitalismo e a União Soviética do outro, representando o comunismo.
Os países que venceram a Segunda Guerra começaram a ocupar os territórios das nações derrotadas e Berlim, na Alemanha, foi dividida em quatro partes. Uma dessas partes ficou com os soviéticos e outra ficou com os EUA.
Logo depois, a Alemanha foi dividida entre Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental, representando o comunismo soviético de um lado e o capitalismo americano de outro, respectivamente.
O muro de Berlim foi construído em 1961 como símbolo dessa divisão desses entre esses dois polos e com a função de barrar a emigração dos civis, misturando assim os povos dessas duas nações recém-criadas. E isso, claro, só acirrou ainda mais os conflitos entre os Estados Unidos e a União Soviética.
URSS sem Stalin
Stalin morreu em 1955, em um período em que a URSS já começava a sofrer com o seu modelo autoritário de governo e seu isolamento econômico.
Até a sua morte, o ditador havia se tornado mais repressor e tirano, tomando decisões duras e arbitrárias que afetaram diretamente os resultados que ele tinha conseguido no início do governo.
Com a morte de Stalin, Nikita Kruschev tomou a frente da União Soviética e assumiu o comando do Partido Bolchevique. Na tentativa que consertar os danos do isolamento econômico de Stalin, ele começa a tentar uma proximidade com os países na busca de apoio e suporte. Kruschev começou também uma reforma no partido socialista.
Além disso, Kruschev tomou uma medida de transparência importante e divulgou algumas das atrocidades cometidas por Stalin, assim como prisões arbitrárias e torturas.
As medidas de Nikita Kruschev não apresentavam os resultados esperados e esse período foi marcado pela decadência econômica do país.
Depois de Nikita, Mikhail Gorbatchev assumiu o governo, mas também não conseguiu grandes resultados.
Umas das suas ações mais conhecidas foi a implementação dos dois programas Perestroika (Reconstrução) e o Glasnost (Transparência), que tinham como foco a abertura com outros países e a clareza nas ações do governo, para a população.
A redução dos gastos militares do governo e a libertação dos presos políticos de Stalin foram também medidas importantes de Gorbatchev.
A queda da URSS
As tentativas para reerguer a URSS feitas por Gorbatchev não deram os resultados necessários. Na verdade, a nação já se encontrava em um estado de enfraquecimento muito estabelecido e que já estava espalhada em todos os setores.
Enquanto isso, a população soviética perdia cada vez mais a esperança em um possível fortalecimento do país. Além disso, estava sofrendo diretamente com a crise instalada.
Após a queda do Muro de Berlin, a União Soviética se viu ainda mais enfraquecida politicamente e a partir daí diferentes repúblicas foram iniciando movimentos de independência, o que gerou uma maior desestruturação do país.
Gorbatchev cedeu à autonomia das repúblicas que lutavam por sua indecência no início do ano de 1991. No final deste mesmo ano, o parlamento soviético votou pela dissolução completa da União das Repúblicas Socialistas, que foi oficialmente extinta em dezembro.