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Argumentação

Postado por Esther Santana em 07/08/2019 e atualizado pela última vez em 25/03/2021

Apresentar ideias para comprovar uma afirmação


A argumentação pode ser conceituada como o ato de discutir, de apresentar propostas, pontos de vista. Conduzir o diálogo de forma organizada com o objetivo de persuadir ou influenciar. Dentro da língua portuguesa, esse recurso é utilizado na construção dos textos argumentativos, muito comuns nos vestibulares.


Quando esses exames solicitam que os participantes produzam um texto argumentativo, querem saber se a pessoa que escreve tem a capacidade de defender uma ideia de forma clara, objetiva e convincente. A argumentação não fica só no campo da linguagem, também passa por outras áreas do conhecimento, como as ciências humanas, exatas e da natureza. Sua empregabilidade no meio científico, por exemplo, é muito recorrente. 

Nos comerciais que assistimos na televisão, a argumentação também está inserida. Os publicitários pensam quais elementos favoráveis à sua marca podem ser exibidos para que o consumidor acredite que deve comprar o produto.


Quanto mais consistente for a argumentação, melhor, pois fica mais convincente. (Foto: Shutterstock)


Tipos de textos argumentativos


Na produção dos textos argumentativos, há uma estrutura de construção básica formada por: introdução, desenvolvimento e conclusão. Todos os tipos textuais que têm a argumentação como recurso obedecem a essa estrutura.

Texto dissertativo-argumentativo


O texto dissertativo – argumentativo é o mais comum nos concursos. Geralmente, essas provas apresentam o tema da redação, oferecem algumas informações e pedem que se desenvolva um texto. 


Esse texto obedece a regrinha estrutural formada por: 

• Introdução (tese) – Parte inicial do texto. Aqui se coloca a ideia chave, o assunto principal ou problema de pesquisa.
• Desenvolvimento (antítese) – Como o nome já diz, o texto é desenvolvido nesse parágrafo. No desenvolvimento são acrescentadas informações, geralmente para justificar as ideias expostas no começo do texto. 
• Conclusão (síntese) – Também chamadas de “considerações finais”. Apresentam resultados, oferecem perspectivas e trazem novas reflexões acerca do tema.


Crônica Argumentativa


A argumentação é a principal característica da crônica argumentativa. Esse gênero textual é muito utilizado pelos meios de comunicação, principalmente os jornais impressos e revistas. Elas podem ser críticas humorísticas ou sarcásticas. 

Para construir uma crônica argumentativa é preciso escolher um tema atual, como a guerra na Síria, o desemprego no Brasil, a inflação, etc. Faça sua pesquisa, leia sobre o tema, organize bem todos as informações e ideias, forme o seu ponto de vista e escolha os argumentos que sejam favoráveis a ele. A crônica argumentativa precisa estar bem embasada, dessa forma faz com que o leitor seja persuadido e reflita. 

Ensaio


Esse é um texto de caráter crítico, normalmente da área científica. O objetivo do ensaio é expor as ideias e reflexões do autor sob determinado ponto de vista. Produz um discurso que está baseado em reflexões e análises do tema.  

Deve ser bem articulado e apresentar conhecimentos e avaliações sobre o tema em questão.  O ensaio não exige que o escritor inclua evidências de suas afirmações no texto, mas é preciso ser construído com argumentações plausíveis. 

Editoriais

O editorial é um texto opinativo, crítico e, geralmente, expõe os argumentos que constroem o posicionamento do jornal ou da empresa jornalística. Em um texto editorial, o autor busca, através de argumentos, persuadir os leitores a concordar com o ponto de vista abordado no jornal.

Artigo de opinião

Também muito comuns nos jornais impressos e revistas. Com a convergência digital, os artigos de opinião já estão disponíveis nos portais de notícias. Constituem-se de textos reflexivos, pois o objetivo é trazer informação a partir dos argumentos escritos por especialistas. 


Elementos da argumentação


Um texto argumentativo precisa obedecer alguns critérios, a maioria deles estão presentes em diversos tipos de textos, mas vamos reforçar esses aspectos aqui também. 


Coesão e coerência 


A coesão textual e a coerência formam aquela dupla dinâmica que não se separa. Às vezes confundidas, as duas se responsabilizam por deixar o texto mais claro, bem organizado e compreensível. Vamos entender como trabalham.


A coesão cuida da ligação entre os elementos do texto. A coerência promove a harmonia, ordem lógica. 


Aplicando em frases


“A bolsa de Priscila está suja. A bolsa de Priscila está rasgada”.


Nós até que conseguimos entender a frase, mas não seria melhor se fosse usado um conectivo no lugar da repetição? 


“A bolsa de Priscila está suja e rasgada.” Pronto! Assim está bem melhor. 


Observe agora esta frase: “Junior caiu da bicicleta. Matheus também caiu da bicicleta.” 


Não seria mais simples escrever: “Junior caiu da bicicleta e Matheus também.”  Nessa frase utilizamos o recurso da substituição para impedir a repetição. As correlações verbais também são muito importantes. Utilizar o verbo conjugado no tempo certo faz toda a diferença. 


Observe a frase: “Se Thiago comprasse o misto eu vou comer” 


O primeiro verbo da frase “comprasse” está no pretérito imperfeito. Dessa forma, o verbo seguinte também deveria acompanhar esse tempo verbal. A frase correta seria: “Se Thiago comprasse o misto eu ia comer.”


Outros elementos também são importantes, como a reiteração e referência, que consiste em utilizar pronomes e outros recursos para se referir ao que foi dito no momento anterior. 


Por exemplo: Por que usar “Joana faz aniversário em agosto. Joana faz 24 anos.”? Quando eu posso usar: Joana faz aniversário em agosto, ela faz 24 anos. Esses textos também precisam seguir uma linha lógica de raciocínio, não pode haver contradição nos argumentos.


Exemplo: “Larissa está diabética por isso tomou dois litros de refrigerante.”


Se tomar essa quantidade de refrigerante não é bom para uma pessoa que está completamente saudável, imagina o que pode causar a uma pessoa que sofre com excesso de açúcar no sangue. É incoerente! 


Clareza Textual


A clareza depende da coesão e coerência. Um texto que não segue uma unidade sequencial, lógica, fica confuso. As dicas para escrever um texto com clareza são: 


• Pesquise o tema e domine o conteúdo;
• Escreva na ordem direta;
• Dê preferência a frases curtas;
• Não use palavras complicadas;
• Conheça o seu público alvo, mas tente escrever para todos os públicos.


Organize suas ideias


É muito difícil entender um texto com tópicos mal organizados. Se o leitor tem dificuldade de entender, como vai ser influenciado pela ideia?

No momento da escrita, divida seu texto por parágrafos, obedeça a sequência de ideias, partindo da introdução, passando pelo desenvolvimento, e chegando até a conclusão. Revise seu texto, observe a pontuação e as regras gramaticais. 


Boa argumentação


A argumentação é utilizada para debater os problemas que atingem toda a sociedade e, por isso, não pode estar embasada em experiências individuais. Procure por boas referências antes de construir seu texto ou ideia.



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