É o uso incorreto de uma palavra
O barbarismo ocorre de diferentes formas na língua portuguesa. Essa é a classificação usada para falar sobre os erros referentes à pronúncia, prosódia, ortografia, dentre outros.
O barbarismo pode ser proposital ou acidental. O barbarismo proposital é visto como uma figura de linguagem. Contudo, o barbarismo acidental é visto como um vício de linguagem, pois não está de acordo com as normas da gramática.
Os vícios de linguagem podem ocorrer por falta de conhecimento ou descuido, dependendo do erro eles podem interferir na comunicação.
Casos de barbarismo
A palavra barbarismo foi originada do termo bárbaro. O bárbaro é conhecido por ser aquele que não obedece a regras. Utilizamos essa figura de linguagem sem perceber, pois o barbarismo ocorre quando não seguimos a norma padrão da algumas palavras ou expressões.
Confira a seguir alguns casos de barbarismo:
Barbarismo ortoépico
O barbarismo ortoépico ocorre quando as palavras são pronunciadas de forma errada em relação ao seu acento.
Exemplos:
• Trocar pneu por peneu;
• Trocar rubrica por rubríca;
• Trocar gratuito por gratuíto.
Barbarismo prosódico
Nesse tipo de barbarismo é feita a pronuncia incorreta das palavras.
Exemplos:
• Gratuíto ao invés de gratuito;
• Rúbrica ao invés de rubrica.
Barbarismo gráfico
Aqui ocorre erros relacionados à escrita das palavras.
Exemplos:
• Adevogado ao invés de advogado;
• Geito ao invés de jeito.
Barbarismo morfológico
Esse tipo ocorre quando existe erro em relação a forma das palavras.
Exemplos:
• Cidadões no lugar de cidadãos;
• Mamãos no lugar de mamões.
Barbarismo gramatical
Esse tipo é caracterizado pela troca de palavras.
Exemplos:
• "Meio" no lugar de "meia";
• "Vir" no lugar de "ver".
Estrangeirismo
O estrangeirismo ocorre quando utilizados palavras de outros idiomas em nossa língua. O estrangeirismo também pode ser classificado como gíria.
Exemplos:
• "Menu" no lugar de "cardápio";
• "Show" no lugar de espetáculo.
Vícios de linguagem
Os vícios de linguagem são muito comuns na linguagem coloquial. Vício de linguagem nada mais é que palavras e expressões que não obedecem à norma padrão da língua. Esses vícios podem ocorrer por falta de atenção ou falta de conhecimento do falante.
Solecismo
No solecismo ocorrem erros relacionados à concordância, regência nominal, regência verbal e colocação pronominal.
Erros de concordância
• Nós vai (correto = nós vamos)
• Fazem um dias (correto = faz um dia)
• Haviam muitas cadeiras (correto = havia muitas cadeiras)
Erros de regência
• Chegamos na faculdade (correto = chegamos à faculdade)
• Sempre obedeci meu tio (correto = sempre obedeci ao meu tio)
• Vamos no teatro (correto = vamos ao teatro)
Erro de colocação pronominal:
• Não enganei-me (correto = não me enganei)
• Foi ela que ligou-me (correto = foi ela que me ligou)
• Compraremos-te um celular (correto = comprar-te-emos um celular)
Pleonasmo
No pleonasmo ocorre a repetição de palavras desnecessárias para o entendimento da mensagem.
Exemplos:
• Ele deve entrar para dentro.
• Ele vai adiar para depois.
• Ele vai encarar de frente.
Ambiguidade
É feito o emprego de palavras com duplo sentido.
Exemplos:
• A diretora levou o formando para sua sala. (de quem é a sala?)
• Luana conversou com Raquel sobre seu trabalho. (de quem é o trabalho?)
• A cachorra da sua irmã é mal-humorada. (a prima é uma cachorra ou tem uma cachorra?)
Cacofonia
A cacofonia é marcada pelo som desagradável que a combinação de algumas palavras pode reproduzir.
Exemplos:
• Eu beijei a boca dela.
• Eu não vi ela.
• Me dá uma mão.

Os vícios de linguagem são muito utilizados na linguagem informal. (Foto: Dreamstime)
Eco
Palavras com a mesma terminação provocam dissonâncias chamadas de eco.
Exemplos:
• Tem gente que, por mais que tente, não consegue ser diferente.
• Nesta cidade não há honestidade, apenas vaidade.
Hiato
O hiato é caracterizado pela sequência de vogais parecidas.
Exemplos:
• Ana a ama muito.
• Ou eu ou ele estaremos lá.
Colisão
A colisão é provocada pela repetição de consoantes semelhantes.
Exemplo:
• Essa saia suja é da Sara.
• Fazendo fiado fico freguês.
Vulgarismo
O é o uso de expressões que não fazem parte da norma padrão da língua.
Vulgarismo fonético:
• Vamo brincá? (correto = Vamos brincar?)
• Brincadera boba! (correto = Brincadeira boba!)
• Põe mais sau, por favor. (correto = Põe mais sal, por favor.)
Vulgarismo morfológico e sintático:
• Custa dois real! (correto = Custa dois reais!)
• Os menina vem aí. (correto = As meninas vêm aí.)
• Eu vi ele na rua. (correto = Eu vi-o na rua.)
Neologismo
É o emprego de novas palavras em diversos contextos. Na maioria das vezes ocorre de forma exagerada.
Exemplos:
• Preciso tuitar mais.
• Deleta essa informação, por favor.
• Manjo bem esse assunto.
Preciosismo
O preciosismo ou prolixidade é caracterizado pelo uso exagerado de palavras para passar mensagens simples, essa prática pode prejudicar o entendimento da mensagem.
Exemplos:
• Minha progenitora, transtornada com meu insubmisso agir, procrastinou nossa viagem intercontinental por longos anos.
• Estivesse eu rejubilante e álacre em vez de apreensiva e inconformada com as vicissitudes de meu viver.
Arcaísmo
É o uso de palavras ou expressões que não são mais usadas na língua.
Exemplos:
• Venha, menina, asinha!
• Vosmecê precisa de mim?