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Gramática

Postado por Lohana Ribeiro em 19/12/2018 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Padroniza a fala e a escrita por meio do estudo dos elementos da comunicação


A gramática é o estudo dos elementos que compõem a língua de um país. É de responsabilidade da gramática estabelecer um conjunto de regras para padronizar a comunicação. Essas regras podem ser classificadas como: fonética, etimologia, estilística, literatura, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. A gramática é dividida em tipos: 

•    Formal 
•    Funcional 
•    Reflexiva
•    Contrastiva 
•    Implícita
•    Universal 
•    Transformacional 
•    Gerativa 
•    Descritiva 
•    Histórica 
•    Comparativa 
•    Normativa


A gramática estuda os elementos e processos de formação que conferem as características de cada idioma.
(Foto: Pixabay)


Funções de linguagem


Uma parte importante da gramática é a utilização da linguagem – que é responsável pela construção do texto e diz qual a sua intenção. Os elementos que compõem a linguagem é o Emissor - A pessoa que transmite a mensagem; Receptor – Para quem será transmitida a mensagem; Mensagem - O que será transmitido; Referente ou Contexto – Assunto da mensagem; Canal ou Contato – O veículo da mensagem e o Código - sistema de linguagem. 


Na gramática a função da linguagem é estabelecer a intenção de quem se comunica. São elas: 

• Função Referencial — Leva a informação de forma objetiva. Ex.: Textos jornalísticos.
• Função Emotiva — Leva a informação com foco nas emoções do emissor. Ex.: O diário.
• Função Poética — Preocupa-se com estrutura estética da mensagem. Ex.: O poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade.
• Função Conativa ou Apelativa — Dar foco ao receptor na intenção de convencê-lo. Ex.: Texto publicitário.
• Função Fática — Dar foco ao canal – é o ruído durante uma comunicação que fixa a atenção. Ex.: Ei psiu!
• Função Metalinguística — É utilizada para dar ênfase ao código, ou seja, o código fala sobre ele mesmo. Ex.: Um ator que representa ele mesmo no teatro


Figuras de linguagem


Para uma utilização correta da gramática é fundamental entender as figuras de linguagem, que também podem ser chamadas de figuras de estilo ou retórica – É utilizada pelo escritor para dar sentido a uma expressão. As figuras de linguagem podem ser dividas em:

Semânticas/ Pensamento: alegoria, alusão, ambiguidade, antífrase, antítese, antonomásia ou perífrase, apóstrofe, cacofonia, catacrese, comparação por símile, comparação simples, disfemismo, eufemismo, enumeração, gradação, hipálage, hipérbato, hipérbole, ironia, litotes, metáfora, metalepse, metonímia, sarcasmo, sinédoque, onomatopeia, oximoro, paradoxo, personificação (ou prosopopeia) e sinestesia.

Construção: aliteração, anacoluto, anadiplose, anáfora, analepse, anástrofe, assíndeto, assonância, circunlóquio, clímax, diácope, elipse, epizêuxis, inversão ou hipérbato, pleonasmo, polissíndeto, prolepse, sínquise, silepse, zeugma e zoomorfização (ou animalização).

Temos como principais figuras de linguagem da gramática: 


•    Paradoxo - São ideias contrárias com o mesmo sentido. Ex.: Quando mais se dar, mais se recebe. 
•    Metáfora – Dá sentido figurado, algo incomum. Ex.: Ele é um “gato”. 
•    Hipérbole – Exagero. Ex.: Sorri litros.
•    Metonímia – É a substituição de uma palavra por outra no mesmo contexto. Ex.: Quero ganhar um labutam. Substituímos a palavra sapato, pelo fabricante dos sapatos.
•    Personificação ou Prosopopeia – Dá característica humana a elementos não humanos. Ex.: O cravo brigou com a rosa.
•    Sarcasmo – Quando é feita uma afirmação no sentido oposto. Ex.: Você precisa de um cirurgião plástico e não de um médico.
•    Eufemismo – é utilizada para substituir uma palavra desagradável por outra mais amena. Ex.: Haverá um reajuste na taxa do condomínio. Ao invés de aumento.
•    Pleonasmo – Redundância. Ex.: Uma tristeza bem triste.
•    Onomatopeia – É a reprodução de um som através da escrita. Ex.: Toc toc.
•    Neologismo – Quando uma palavra é criada para um determinado contexto. Ex.: "Como querer caetanear o que há de bom".


Ortografia


Ortografia é a parte da gramática normativa que explica a forma correta de escrever as palavras. Umas das dúvidas mais comuns na escrita da língua portuguesa é a localização correta das palavras.

S/ Z 

O "s" tem som de "z" quando o "s" está entre duas vogais. Ele só terá a emissão de “s” quando tiver “ss”.


Utiliza-se S:

• Na gramática formal, todas as palavras que indicam nacionalidade, origem ou permanência. Ex.: Francês
• Nas palavras que indicam o gênero feminino. Ex.: Profetisa.
• Verbos derivados de palavras que tem “s” na última sílaba. Ex.: Analise – Analisar.
•Após o uso do ditongo (encontro de duas vogais). Ex.: Faisão.
• Diante do verbo querer e pôr. Ex.: Se eu quiser.

Utiliza-se Z:

• Quando transforma um adjetivo em um substantivo abstrato. Ex.: Belo (adjetivo) – Beleza (substantivo).
• Quando o verbo não possui “s” na sua última sílaba. Ex.: Canal – Canalizar.

J/G

Utiliza-se J:

• Quando o verbo tem “J” os seus derivados devem manter o “J”. Ex.: Loja – Lojista.
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.

Utiliza-se G:

• Palavras terminadas com ágio, égio, ígio, ógio e úgio. Ex.: Colégio.
• Palavras terminadas com agem, igem e ugem, exceto palavras de origem indígenas. Ex.: Ferrugem.

X/CH

Utiliza-se o X:

• Depois dos ditongos. Ex.: Caixa.
• Depois da sílaba de “me”. Ex.: Mexer.
• Palavras de origem indígena ou africana: Xingar.
• Palavras começadas com “en”. Ex.: Enxoval.

Utiliza-se CH:

• O verbo encher e os seus derivados devem ser escritos com “ch”.


Novo Acordo Ortográfico


Criado em 1990, o novo acordo ortográfico veio para substituir o Formulário Ortográfico de 1943 e também para facilitar o uso da gramática. O objetivo da reformulação do novo acordo é unificar a escrita de todos os países que falam o português. As novas regras entraram em vigor no Brasil em 2009, mas só começaram a valer em 2016. 

Principais mudanças: 

Acentuação

• Foi abolido o acento agudo dos ditongos “oi” e “ei” das palavras paroxítonas. Ex.: Ideia. Nas palavras oxítonas esses ditongos continuam acentuados.
• Foi abolido o acento circunflexo dos ditongos “oo” e “ee” das palavras paroxítonas. Ex.: Voo.
• Foi abolido a acentuação da vogal “i” e “u” antes dos ditongos. Ex.: Feiura.

Trema 

• Foi abolido de todas as palavras da língua portuguesas, exceto palavras derivadas de nomes estrangeiros. Ex.: Müller – Palavras como: Consequência, perderam a trema.


Hífen

• O hífen é utilizado para separar duas letras iguais de palavras diferentes ou quando a segunda palavra inicia com “h”. Nas demais situações, o prefixo é escrito junto à segunda palavra. 

• Quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com as consoantes r ou s, ocorre duplicação dessas consoantes. Ex.: Micro-ondas, sobre-humano. Palavras como: autoestima e antirrugas perdem o hífen. 

• Nas palavras compostas o hífen será mantido no caso das palavras em que a sua união formem o mesmo significado. Ex.: Sexta-feira e meia-lua. Dentre as palavras compostas, que não utilizam mais o hífen, podemos citar: Paraquedas.

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A flexão dos adjetivos indica três diferentes maneiras de caracterizar ou qualificar um substantivo: em gênero, número ou grau.

As figuras de som estão atreladas à sonoridade das palavras. Classificam-se em: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia.

As figuras de palavras são classificadas em: metáfora, metonímia, comparação, perífrase, sinestesia, sinédoque, alegoria e catacrese.

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