Aprenda a identificar quando um verbo é considerado transitivo direto, indireto ou intransitivo
O verbo transitivo direto é aquele que transita diretamente para o complemento, ou seja, o verbo está ligado de modo direto ao objeto. Para indicar quem está sofrendo a ação, o objeto direto faz duas perguntas:
• o quê?
• quem?
Observe exemplos de verbo transitivo direto
• Fazer
• Querer
• Quebrar
• Ter
• Causar
• Comprar
• Derrubar
• Começar
• Atropelar
• A jovem comprou a blusa. – Verbo “comprar”
• A princesa tem a tiara. – Verbo “ter”
• A empreiteira derrubou o casarão – Verbo “derrubar”
• Ele começou a reforma? – Verbo “começar”
• Lucas fez uma boa prova. - Verbo “causar”
Como identificar o verbo transitivo direto nas frases?
Quebrou o que?: A mesa
“O aluno”: (sujeito da ação)
“quebrou”: (verbo transitivo direto)
“a mesa”: (objeto direto)
O verbo “quebrou” transita, ou seja, caminha para o seu objeto.
• A princesa tem.
Tem o que? A tiara.
“A princesa”: (sujeito da ação)
“tem”: (verbo transitivo direto)
“a tiara”: (objeto direto)
Quem tem, tem alguma coisa.
• A empreiteira derrubou.
Derrubou o que? O casarão.
“A empreiteira”: (sujeito da ação)
“derrubou”: (verbo transitivo direto)
“o casarão” : (objeto direto)
Quem derruba, derruba algo (o quê) ou alguém (quem).
• Ele começou.
Começou o que? A reforma.
“Ele”: (sujeito da ação)
“começou”: (verbo transitivo direto)
“a reforma”: (objeto direto).
Quem começa, começa algo (o quê).
• Lucas fez.
O que? Uma boa prova.
“Lucas”: (sujeito da ação)
“fez” (verbo transitivo direto)
“uma boa prova” (objeto direto).

Os verbos transitivos diretos precisam de complementos (objeto direto). (Foto: AdobeStock)
Conheça o verbo transitivo indireto
O objeto indireto responde às perguntas:
• de quê?
• para quê?
• de quem? para quem?
• e em quem?
Veja alguns exemplos de verbo transitivo indireto:
• consistir
• obedecer
• desobedecer
• responder
• precisar
• gostar
• duvidar
• conversar
• simpatizar
• suceder
• lembrar
• antipatizar
• ingressar
• comparecer
• concordar
A frase é composta pelo sujeito + verbo transitivo + preposição “a” + objeto indireto. Sempre que a preposição aparecer, temos um verbo transitivo indireto.
• O estudante obedeceu.
A Quem? ou A Que?
Quem obedece, obedece a alguém (quem) ou algo (o quê).
“O estudante obedeceu às normas escolares” (a preposição aparece novamente para dar sentido a frase que mais uma vez fica formada por: sujeito + verbo transitivo + preposição a + objeto indireto).
• A atendente respondeu.
A Quem? A Que? Para quem?
Quem responde, responde a/para alguém (quem) ou algo (o quê)
“A atendente respondeu ao chefe”. (mais uma vez a preposição aparece para dar a resposta do verbo transitivo. Temos: sujeito + verbo transitivo + preposição a + objeto indireto.)
Verbos intransitivos: como eles se apresentam?
O nome dele já diz tudo. O verbo intransitivo não transita. Ele é um "lobo solitário". Não precisa de complemento, de objeto direto.
Autossuficiente, o verbo intransitivo pode ficar sozinho que não vai sentir falta de ninguém.
Vamos conhecê-los?
• Verbo “brincar”
• Verbo “deitar”
• Verbo “chegar”
• Verbo “agradecer”
• Verbo “viver
• Verbo “cair”
• Verbo “levantar”
• Verbo “nascer”
• Verbo “morrer”
• Verbo “sentar”
Observe algumas frases com o verbo intransitivo
• “Joana caiu”.
• “Felipe está brincando”.
• “Só quero agradecer”.
Nem sempre o verbo intransitivo está sozinho, geralmente o adjunto adverbial gosta de acompanhá-lo. Não há necessidade, pois o adjunto é só um "acessório".
E o que é que ele faz? Demonstra a circunstância, o contexto e a intensidade das coisas.
Observe alguns exemplos de adjuntos adverbiais:
• De afirmação: sim, com certeza, sem dúvida, certamente, realmente;
• De negação: não, jamais, em hipótese alguma, nunca;
• De modo: melhor, pior, mal, bem, educadamente, carinhosamente, depressa, em silêncio;
• De tempo: em breve, hoje, amanhã, de vez em quando;
• De causa: porque, por causa de, pois;
• De lugar: aqui, lá, embaixo, em cima, acolá;
• De Intensidade: muito, pouco, demais, intensamente, bastante;
• De dúvida: talvez, se possível, provavelmente, quem sabe;
• De concessão: contudo, muito embora, ainda que;
• De meio: pelo correio, de moto, de avião;
• De condição: se, caso não;
• De direção: para cima, para baixo;
• De frequência: diariamente, semanalmente
• De conformidade: conforme o combinado;
• De finalidade: a fim de, para que;
• De instrumento: com uma tesoura, com a caneta;
• De companhia: na companhia de, junto com;
• De exclusão: exceto, com exceção de.
Aplicando nas frases temos:
“Lucas vai à academia todos os dias.”
Se excluirmos a parte “todos os dias” (adjunto adverbial de frequência), a frase perderia sentido? Não. O adjunto é dispensável.
Vamos ver: “Lucas vai à academia.”
Das duas vezes entendemos que Lucas vai à academia, só que a primeira frase indica a frequência.
“Márcia saiu de casa cedo”
Se excluirmos o adjunto adverbial “cedo” o enunciado ficaria incoerente? Não. Mais uma vez ele não é necessário.
Conferindo: “Márcia saiu de casa”.
Nesse caso, o adjunto só serve para situar o momento em que o sujeito executou a ação, mas ele pode ser dispensado.