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CARREIRA

6 livros de autores da literatura indígena para ler no Dia do Escritor

Obras potentes para ampliar horizontes e mergulhar na sabedoria dos povos originários
6 livros de autores da literatura indígena para ler no Dia do Escritor

Celebrado em 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor foi criado em 1960 por iniciativa do então ministro da Educação e Cultura, Pedro Paulo Penido, para marcar o I Festival do Escritor Brasileiro. Desde então, a data homenageia escritoras e escritores do país e promove o incentivo à leitura em escolas, bibliotecas e espaços culturais.


Mais do que uma comemoração, o dia é um convite à reflexão: quem são os autores que lemos? Quais vozes ocupam espaço? Quais ainda seguem à margem? É nesse cenário que a literatura indígena contemporânea ganha destaque. Com raízes na oralidade, na ancestralidade e na resistência, esses autores transformam a palavra escrita em território de memória, luta e pertencimento. 


Filhos das histórias contadas nas aldeias, eles ampliam a visão sobre o Brasil e mostram a força da diversidade dos modos de vida indígenas. Incluir obras de autoras e autores indígenas na estante e, principalmente, nas salas de aula, é abrir espaço para outras formas de saber, sentir e viver. É um gesto político de valorização da cultura brasileira. 


Para celebrar a data e ampliar horizontes, selecionamos 6 livros de autoras e autores indígenas que trazem à tona vivências e urgências dos povos originários. Confira:


Coração na aldeia, pés no mundo — Auritha Tabajara


Primeira mulher indígena a publicar um livro em formato de cordel no Brasil, Auritha Tabajara narra sua história dividida em três tempos: identidade como mulher indígena, vivência nas grandes cidades e a luta contra a violência, trazendo ainda reflexões sobre sua identidade LGBTQIA+. A obra é um manifesto em poesia e resistência, com raízes fincadas na ancestralidade e olhos voltados ao futuro.


Tekoá: uma arte milenar indígena para o Bem Viver — Kaká Werá


Neste livro, publicado em 2024, o escritor e educador Kaká Werá compartilha os ensinamentos guarani sobre o "Bem Viver", uma filosofia ancestral baseada em relações harmônicas com a natureza e com o próprio corpo. A obra é um convite à reconexão com a terra e com os saberes originários, propondo uma visão alternativa ao individualismo da sociedade moderna.


O filho da ditadura — Cacique Juvenal Payayá


A partir de experiências pessoais e da memória coletiva de seu povo, o autor denuncia as violências sofridas por indígenas durante o período militar no Brasil. A obra revela histórias silenciadas, abordando temas como racismo, abandono, repressão e a invisibilidade dos indígenas nas narrativas oficiais do país.


Eu sou Macuxi e outras histórias — Julie Dorrico (Trudruá Dorrico)


Neste livro sensível e poético, Julie Dorrico compartilha histórias de retorno às raízes e aceitação da identidade indígena. Suas narrativas oferecem uma jornada de autoconhecimento e pertencimento, convidando o leitor a olhar para a ancestralidade como força vital e transformadora.


Pertencimento — Daniel Munduruku


Com a perspectiva plural de crianças de diversas etnias indígenas, Daniel Munduruku convida o leitor a enxergar o mundo por meio dos olhos da infância indígena. A obra é rica em ensinamentos sobre equilíbrio, coletividade e a profunda conexão entre seres humanos e natureza. Uma leitura delicada e poderosa, voltada para leitores de todas as idades.


Questão indígena brasileira: visto minha própria pele sem medo — Eliane Potiguara


Escritora pioneira e ativista, Eliane Potiguara reúne neste livro reflexões sobre espiritualidade, ancestralidade, genocídio indígena, pedagogia da natureza e literatura como resistência. É uma obra fundamental para quem busca compreender, com base científica e emocional, a realidade histórica e política dos povos originários no Brasil.


Leia tambémCresce o número de indígenas no ensino superior


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Fonte: Vida Simples e Tag Livros

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