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CARREIRA

Graduação e salário: pesquisa aponta aumento de 110% na renda

5ª Pesquisa de Empregabilidade mostra diferenças na remuneração, atuação profissional e continuidade dos estudos entre egressos
Graduação e salário: pesquisa aponta aumento de 110% na renda

Concluir uma graduação pode marcar uma mudança significativa na trajetória profissional. É o que aponta a 5ª Pesquisa de Empregabilidade, realizada pelo Semesp em parceria com a Workalove Edtech, empresa que integra o ecossistema Pravaler. O levantamento analisou a relação entre a formação superior, a inserção no mercado de trabalho e a evolução da renda dos profissionais.


De acordo com o estudo, o rendimento médio dos participantes passou de R$ 2,7 mil antes da graduação para R$ 5,8 mil após a conclusão do curso. A diferença representa um crescimento de 110%.


O resultado também mostra uma mudança em relação à edição anterior da pesquisa. Em 2024, os valores registrados eram de R$ 2,4 mil antes da graduação e R$ 4,6 mil depois do diploma, o que correspondia a uma diferença de 90%.


O estudo integra uma série de levantamentos do Instituto Semesp voltados à compreensão da trajetória de estudantes e egressos do ensino superior brasileiro. A pesquisa de 2026 considera aspectos como inserção profissional, renda, desenvolvimento de competências e educação continuada.


Mercado de trabalho ainda apresenta desafios para os formados


Apesar dos avanços observados na renda, conseguir uma oportunidade profissional continua sendo uma dificuldade para parte dos egressos. A falta de experiência foi apontada por 42,8% dos participantes como um dos principais obstáculos para conseguir uma atividade remunerada.


Na amostra, 77,1% dos entrevistados estavam inseridos no mercado de trabalho. Outros 22,9% não estavam atuando na área de formação. A modalidade da graduação também aparece no levantamento quando o assunto é trabalhar na profissão escolhida.


Entre os egressos que tinham uma atividade remunerada, 81,3% dos que fizeram graduação presencial trabalhavam na área em que se formaram. No semipresencial, o percentual foi de 75%. Já entre aqueles que estudaram na modalidade EAD, o índice chegou a 58,4%.


Os números mostram que a transição entre faculdade e mercado de trabalho envolve diferentes fatores, especialmente experiência profissional e aproximação entre o ambiente acadêmico e as empresas.



Proporção de profissionais trabalhando na área de formação 


A pesquisa do Semesp mostra que a proporção de profissionais trabalhando na área de formação varia bastante entre os cursos. Medicina lidera o levantamento, com 95,7% dos egressos atuando na própria área. Entre os maiores percentuais estão:


Medicina: 95,7%

Odontologia: 84,5%

Engenharia Elétrica: 80%

Sistemas de Informação: 79,2%

Farmácia: 77,4%

Fisioterapia: 77,1%

Educação Física: 75%

Pedagogia: 74,8%

Medicina Veterinária: 70,4%

Psicologia: 69,4%


Já entre os profissionais que trabalham fora da área de formação, os maiores percentuais foram registrados em:


Gestão de Pessoas/RH: 42,2%

Marketing: 32,1%

Engenharia Civil: 31%

Análise e Desenvolvimento de Sistemas: 30%


No recorte de egressos sem atividade remunerada, Biomedicina e Marketing aparecem com 34% cada, seguidos por Ciência da Computação (32,5%) e Gestão de Pessoas/RH (32,2%).


Pós-graduação aparece relacionada a salários maiores


A diferença de renda também se amplia conforme aumenta o nível de escolaridade. Entre os profissionais que têm a graduação como maior nível de formação, a renda média mensal registrada foi de R$ 4.630.


Para quem possui uma pós-graduação lato sensu, como especialização ou MBA, o valor sobe para R$ 6.684. Já entre os profissionais com formação stricto sensu, que inclui mestrado, doutorado e pós-doutorado, a média chega a R$ 9.262.


A distribuição por faixa salarial acompanha essa diferença. Entre os graduados, 73,2% recebem até R$ 5 mil. O percentual cai para 49,8% entre aqueles com especialização ou MBA e chega a 26,9% entre os profissionais com formação stricto sensu.


A continuidade da formação também é comum entre os participantes. Depois da graduação, 50,6% fizeram cursos online, 49,6% realizaram cursos livres, 42,1% buscaram certificações profissionais e 36,6% fizeram especialização. Apenas 15,4% afirmaram não ter realizado nenhuma formação adicional.


Estágio e aproximação com empresas estão entre as demandas


Para os participantes da pesquisa, a formação acadêmica pode avançar na conexão com as necessidades do mercado. Entre as sugestões apresentadas estão mais parcerias entre instituições de ensino e empresas, programas de primeiro emprego, aumento da oferta de estágios remunerados e divulgação de oportunidades.


Também aparecem entre as demandas orientação de carreira, preparação para processos seletivos, atividades práticas e participação em projetos que reproduzam situações encontradas no ambiente profissional.


A atualização dos currículos diante das transformações tecnológicas também foi mencionada. O uso de inteligência artificial, novas tecnologias, empreendedorismo e trabalho autônomo estão entre os temas apontados pelos egressos.


A discussão reforça que a relação entre ensino superior e carreira não termina com a entrega do diploma. Para o próprio Semesp, acompanhar a trajetória dos egressos é uma forma de compreender os resultados da formação e a conexão entre instituições de ensino e mercado de trabalho.


Graduação e pós-graduação: encontre bolsas de estudo


Os dados da 5ª Pesquisa de Empregabilidade do Semesp ajudam a mostrar como a formação continuada faz parte da trajetória profissional de muitos trabalhadores. 


Para quem pretende iniciar uma graduação ou avançar para uma pós-graduação, pesquisar diferentes instituições, cursos, modalidades e condições de acesso pode ser um primeiro passo.


O Educa Mais Brasil reúne oportunidades de bolsas de estudo para cursos de graduação e pós-graduação, permitindo que o estudante encontre opções de formação de acordo com seus objetivos profissionais e acadêmicos.


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Fonte: G1, Flávya Pereira e Semesp

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