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CARREIRA

60% dos executivos pensam em mudar de carreira, revela estudo

Levantamento identifica queda no engajamento e alerta para crise na liderança
60% dos executivos pensam em mudar de carreira, revela estudo

Durante muito tempo, alcançar um cargo de liderança foi considerado o ápice da carreira profissional. Salários mais altos, estabilidade e poder de decisão eram vistos como sinais de sucesso. No entanto, uma nova pesquisa mostra que essa realidade já não garante satisfação no trabalho.


O Índice de Competitividade de Talentos (ICT) 2026, desenvolvido pela consultoria LHH, revela que 60% dos executivos brasileiros pretendem mudar de carreira, mesmo ocupando posições estratégicas nas empresas. O levantamento, realizado com mais de 4.600 líderes, reforça uma transformação no mercado de trabalho, em que fatores como propósito, qualidade de vida e desenvolvimento profissional ganham cada vez mais importância.


Esse cenário acompanha outro alerta feito pela Gallup. Em uma pesquisa com 141 mil trabalhadores de mais de 140 países, a consultoria identificou uma queda significativa no engajamento dos gestores desde 2022, indicando que a pressão sobre as lideranças pode estar impactando diretamente o desempenho das organizações.


Crise de propósito também atinge quem está no topo


A ideia de que o sucesso profissional elimina dúvidas sobre a carreira já não corresponde à realidade de muitos líderes. Segundo o estudo da LHH, executivos experientes têm questionado se a trajetória construída ao longo dos anos ainda faz sentido diante das novas prioridades pessoais e das transformações no mundo do trabalho.


Entre os principais motivos que levam esses profissionais a pensar em uma mudança de carreira estão:


Remuneração mais atrativa (38%); 

Melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho (36%); 

Oportunidade de desenvolver novas competências (30%). 


Flexibilidade deixa de ser benefício e vira estratégia


Outro destaque do levantamento é a mudança na percepção dos profissionais sobre os modelos de trabalho. A flexibilidade deixou de ser vista como um diferencial e passou a representar um indicador da maturidade da cultura organizacional.


Empresas que oferecem modelos flexíveis de forma consistente tendem a conquistar vantagem competitiva na atração e retenção de talentos. Mais do que definir onde o trabalho será realizado, esse modelo transmite confiança, autonomia e qualidade na gestão das equipes.


Por outro lado, organizações com estruturas rígidas enfrentam maiores dificuldades para manter profissionais qualificados, especialmente em um cenário de escassez de competências ligadas à transformação digital, inovação, inteligência artificial e liderança.


Mercado valoriza competências acima dos cargos


O ICT 2026 aponta que o mercado está migrando para uma economia baseada em competências, na qual habilidades técnicas e comportamentais têm mais peso do que o cargo ocupado. Além disso, empresas que investem no desenvolvimento dos colaboradores e agilizam os processos seletivos ganham vantagem na atração e retenção de talentos.


Liderança e cultura organizacional ganham papel estratégico


Os resultados do estudo mostram que a gestão de talentos deixou de ser responsabilidade exclusiva das áreas de Recursos Humanos. Cada vez mais, líderes, CEOs e conselhos administrativos desempenham papel decisivo na construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter profissionais.


Mais do que oferecer salários competitivos, as empresas precisam alinhar cultura organizacional, oportunidades de crescimento, qualidade da liderança e flexibilidade para atender às novas expectativas dos trabalhadores.


Com seis em cada dez executivos cogitando uma mudança de carreira, o levantamento reforça que investir no bem-estar, no desenvolvimento de competências e em uma liderança mais humanizada pode ser decisivo para enfrentar os desafios do mercado de trabalho nos próximos anos.


Como uma especialização pode fortalecer a carreira


Em um mercado em constante transformação, investir em uma especialização pode ampliar competências, fortalecer a liderança e preparar profissionais para novas oportunidades. Cursos de pós-graduação e MBAs ajudam a desenvolver habilidades estratégicas e aumentar a competitividade na carreira.


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Como conseguir bolsa de estudo para pós-graduação?


Para quem deseja continuar investindo na carreira, o Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo para cursos de pós-graduação em diversas áreas. A oportunidade permite que profissionais ampliem sua qualificação e desenvolvam competências de liderança pagando mensalidades com desconto.


A combinação entre cursos de atualização, como os oferecidos pelo LinkedIn, e uma pós-graduação pode ser um diferencial importante para quem deseja se destacar no mercado e conquistar posições de liderança.


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Fonte: Exame, InfoMoney e Mundo RH

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