No Brasil, 51% dos empreendedores são negros, mas embora sejam a maioria, os afroempreendedores enfrentam mais dificuldades para abrir e manter um negócio no país. Para se ter uma ideia, 64% dos negros altamente endividados tiveram o pagamento da dívida ultrapassando 30% dos custos mensais.
Entre os microempreendedores, o afroempreendedorismo sofre com maior queda no faturamento e com o número elevado de dívidas, além da dificuldade de se recuperar e de conseguir acesso a crédito.
Dificuldades do afroempreendedorismo
Empreender não é uma tarefa fácil e se torna ainda mais difícil quando não há incentivo e acesso a recursos. Nesse contexto, muitos afroempreendedores desistem do seu negócio por motivos como dificuldade para obter recursos e falta de conhecimento necessário sobre finanças, vendas e marketing.
Além disso, o afroempreendedorismo encontra obstáculos relacionados ao racismo e desigualdade social. Mesmo aqueles que persistem têm menor acesso a crédito e investimentos.
Como apoiar o afroempreendedorismo?
Diante das dificuldades encontradas na administração de um negócio, é preciso conscientizar afroempreendedores dos seus potenciais, bem como cobrar da sociedade iniciativas de inclusão como programas de capacitação empreendedora voltada para a população negra.
Apoiar e cobrar iniciativas são importantes assim como também é necessário intensificar a concessão de crédito para os afroempreendedores, visto que são os que menos têm acesso a esse recurso.
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*Com informações do jornal Estado de Minas

