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CARREIRA

Bullying no trabalho afeta mais de 1/3 dos funcionários

Mais de 60% dos agressores são homens
Bullying no trabalho afeta mais de 1/3 dos funcionários

bullying é uma prática violenta que discrimina e humilha a vítima. Normalmente, sua ação está associada às escolas, mas de acordo com a organização Workplace Bullying Institute o bullying também está presente no ambiente de trabalho e afeta mais de um terço dos funcionários.


A prática do bullying é constituída por uma atitude negativa, repetitiva e com desequilíbrio de poder - que pode ser status social, força física ou acesso a informações constrangedoras. Dessa forma, o agressor usa táticas abusivas, humilhantes e intimidadoras para exercer controle sobre a outra pessoa.



Bullying no trabalho


Normalmente, o bullying no ambiente de trabalho está associado à manipulação e intimidação das pessoas com cargo de autoridade para obter ganhos pessoais. Tal atitude, considerada tóxica, cria um ambiente de trabalho hostil.


O bullying no trabalho também é conhecido como mobbing. Esse tipo de violência envolve, muitas vezes, atitudes agressivas, intencionais e repetidas contra um chefe e subordinado ou contra colegas de trabalho de um mesmo nível hierárquico. 


No contexto do bullying no trabalho, 62% dos agressores são homens e 58% dos alvos são mulheres, de acordo com uma pesquisa do instituto americano Workplace Bullying. As mulheres afirmam ter provocado outras mulheres em 80% dos casos.


As violências mais comuns feitas contra as vítimas foram: apelidamento (52,5%), intrigas e fofocas (47,5%), brincadeiras de mau gosto (37,5%), humilhações (32,5%) e desprezo e exclusão (32,5%).


O bullying no trabalho, assim como em qualquer outro ambiente, traz consequências sérias: no ambiente corporativo, pode prejudicar carreiras, causar dúvidas, insegurança, medo e uma perda de autoconfiança.


Leia também: Fazer amigos no trabalho diminui risco de burnout e impulsiona carreira, diz pesquisa



Tipos de bullying 


De acordo com a Lei 13.185/2015, que apresenta algumas categorizações que possibilitam identificar os tipos de bullying, são eles:

 

  • físico: todo e qualquer tipo de agressão física; 
  • material: esconder, roubar, furtar ou destruir os pertences da vítima; 
  • moral: prática de difamação e proliferação de rumores; 
  • psicológico: inclui a prática de chantagem, manipulação e intimidação; 
  • sexual: envolve o ato de assediar e cometer abusos; 
  • social: acontece quando o indivíduo é isolado ou excluído; 
  • verbal: inclui xingamentos, insultos e apelidos; 
  • virtual: também é chamado de ciberbullying. Acontece através do compartilhamento de ofensas e material fotográfico ou de vídeo por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. 



Como combater o bullying nas empresas?


Os casos de bullying na empresa devem chegar ao conhecimento dos empregadores, pois se não combatidos podem prejudicar o clima corporativo e causar impactos negativos na saúde mental e física dos colaboradores e, consequentemente, diminuir a produtividade e os resultados da organização.


Uma das formas de relatar o bullying pode ser através de documentação que comprove os atos, bem com relatar ao departamento de Recursos Humanos da empresa. Forneça detalhes específicos sobre o comportamento, incluindo datas e horários, se possível.


Além de sinalizar à empresa, é importante buscar atendimento psicológico dentro ou fora da organização, para ajudar a lidar com os prejuízos emocionais e desenvolver estratégias para se defender da situação.


Caso o colaborador não encontre suporte na empresa, o recomendado é solicitar a transferência para um departamento ou equipe diferente e buscar aconselhamento jurídico externo. 



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Fonte: Forbes, Catho e Guia Enem

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