Entrar no mercado de trabalho pode ser especialmente difícil para quem ainda está construindo experiência profissional. Para parte da geração Z, formada por jovens que estão chegando à vida adulta e iniciando a carreira, o desafio não está apenas na disputa por vagas ou na remuneração. A dificuldade para criar e manter uma rede de contatos também pode limitar o acesso a oportunidades.
Uma pesquisa da MindMiners mostra que 59% dos jovens
brasileiros entre 18 e 28 anos consideram o mercado de trabalho pouco ou nada
favorável. O resultado indica uma percepção de cenário competitivo, no qual a
qualificação, por si só, nem sempre parece suficiente para garantir uma
colocação.
Nesse contexto, o networking ganha importância. Ter contato
com professores, colegas, profissionais da área e empresas pode facilitar o
conhecimento sobre vagas, processos seletivos, eventos e possibilidades de
desenvolvimento que nem sempre chegam aos canais tradicionais de recrutamento.
Por que o networking é importante no início da carreira?
Networking não significa apenas conhecer pessoas ou manter
uma lista extensa de contatos profissionais. Na prática, trata-se de construir
relacionamentos ao longo da trajetória e trocar experiências com pessoas que
atuam em áreas de interesse.
Para quem busca o primeiro emprego, essa rede pode ser
particularmente relevante. Um colega pode indicar uma vaga, um professor pode
apresentar uma oportunidade de estágio ou um profissional conhecido em um
evento pode compartilhar informações sobre determinada empresa.
Geração Z encontra um mercado considerado desafiador
A percepção negativa sobre o mercado aparece em um momento
de preocupação dos jovens com a própria estabilidade financeira. Segundo
levantamento do Infojobs, o salário e a segurança financeira são fatores
prioritários para 70% dos jovens na escolha de uma carreira.
A questão financeira ajuda a explicar por que a entrada no
mercado pode ser acompanhada de tanta pressão. Para quem ainda não possui
experiência, conquistar uma primeira oportunidade pode significar o início da
construção de um currículo e também da independência financeira.
Ao mesmo tempo, a concorrência faz com que o candidato precise apresentar mais do que um diploma. Experiências práticas, domínio de ferramentas, participação em projetos e capacidade de relacionamento podem contribuir para diferenciar um profissional em processos seletivos.
Falta de contatos pode dificultar acesso a oportunidades
Um dos problemas enfrentados por parte dos jovens é justamente a construção dessa rede profissional. Quem ainda não teve estágio, emprego ou contato frequente com empresas pode ter menos oportunidades de conhecer pessoas do setor em que pretende trabalhar.
A situação pode criar um ciclo: o jovem precisa de
experiência para ampliar sua rede, mas também depende de oportunidades e
contatos para conseguir essa primeira experiência.
Por isso, a construção do networking pode começar antes mesmo da conclusão da faculdade ou de um curso profissionalizante. Participar de eventos, palestras, projetos acadêmicos, grupos de estudo, feiras de profissões e atividades extracurriculares são algumas formas de ampliar os relacionamentos.
Faculdade pode ser espaço para começar a construir uma rede profissional
O ambiente educacional oferece oportunidades que vão além do
conteúdo aprendido em sala de aula. A convivência com professores e outros
estudantes, por exemplo, permite conhecer pessoas com interesses profissionais
semelhantes ou que já possuem experiência no mercado.
Projetos práticos também podem aproximar o estudante da
realidade das empresas. Trabalhos em grupo, iniciativas de extensão,
competições, pesquisas e atividades relacionadas à profissão ajudam a
desenvolver competências e podem gerar novos contatos.
Tecnologia e economia criativa estão entre as áreas de interesse
A escolha da área profissional também aparece na pesquisa da
MindMiners. Tecnologia é considerada o setor com melhores oportunidades por
41% dos jovens entrevistados.
A economia criativa aparece na sequência, com 28%, reunindo interesses relacionados a segmentos como games, produção de conteúdo e design.Essas áreas também apresentam uma característica importante para quem está começando: a possibilidade de construir um portfólio.
Projetos pessoais, trabalhos acadêmicos e produções independentes podem demonstrar habilidades mesmo quando o candidato ainda possui pouca experiência formal.
Isso não elimina a necessidade de qualificação. Pelo
contrário, quanto mais específica for a área escolhida, maior pode ser a
importância de desenvolver conhecimentos técnicos e acompanhar as mudanças do
mercado.
Como começar a fazer networking sem experiência profissional?
O networking pode começar de maneira simples e sem a
necessidade de participar de grandes eventos. O estudante ou recém-formado
pode, por exemplo, manter contato com colegas de curso, conversar com
professores sobre a área de interesse e acompanhar profissionais e empresas nas
redes profissionais.
Também é possível participar de eventos gratuitos,
palestras, workshops e comunidades relacionadas à profissão. Nesses ambientes,
o objetivo não deve ser apenas pedir emprego, mas conhecer pessoas, trocar
informações e demonstrar interesse genuíno pela área.
Outra estratégia é manter um perfil profissional atualizado
e apresentar projetos, cursos e experiências relevantes. Com o tempo, esses
contatos podem se transformar em relacionamentos profissionais mais sólidos.
Qualificação também é importante para quem busca oportunidades
Construir uma rede de contatos é apenas uma parte da
preparação para o mercado. A formação continua sendo fundamental para
desenvolver os conhecimentos necessários para exercer uma profissão.
Para quem ainda está escolhendo uma carreira ou deseja se
preparar para uma área com boas possibilidades de emprego, pesquisar cursos e
instituições pode ser um primeiro passo.
Bolsas de estudo podem ajudar na formação profissional
O Educa Mais Brasil reúne bolsas de estudo em
diferentes áreas de formação, permitindo que estudantes encontrem opções com
descontos nas mensalidades. As oportunidades incluem graduação, cursos
técnicos, profissionalizantes e outras modalidades de ensino.
Para jovens que estão começando a carreira, investir em
qualificação pode ajudar a desenvolver conhecimentos técnicos e, ao mesmo
tempo, ampliar a convivência com professores, colegas e profissionais da área.
Além de procurar oportunidades de networking, portanto, o estudante pode aproveitar o período de formação para construir experiência, desenvolver habilidades e criar uma rede de contatos que acompanhe sua trajetória profissional.

