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CARREIRA

Jovens priorizam estabilidade e 70% querem empreender

Pesquisa revela preocupação com segurança financeira e renda no futuro
Jovens priorizam estabilidade e 70% querem empreender

Os jovens brasileiros estão mudando a forma de enxergar carreira e futuro financeiro. Em um cenário de transformações no mercado de trabalho, estabilidade financeira e empreendedorismo ganham espaço entre as principais prioridades da nova geração. É o que mostra o relatório Next Generation Brasil, do British Council, com mais de 3 mil jovens de 16 a 35 anos em todo o país. 


Segundo o estudo, 66% têm receio de não conseguir um trabalho com segurança financeira no futuro. A pesquisa também aponta insatisfação com o mercado atual: 66% citam salários abaixo das expectativas, 56% relatam jornadas excessivas e 31% enfrentam ambientes de trabalho hostis. Outros 29% apontam poucas oportunidades de crescimento.


Segurança financeira vira prioridade


Em meio às incertezas econômicas, a estabilidade financeira aparece como principal prioridade para os jovens brasileiros. O estudo aponta que 62% consideram esse fator essencial para felicidade e qualidade de vida, embora 27% afirmem ter dificuldade frequente para pagar despesas básicas.


Ao mesmo tempo, cresce o interesse por capacitações rápidas e alinhadas às novas demandas do mercado. Entre os cursos mais procurados, 36% demonstram interesse em inteligência artificial, 35% em finanças pessoais e gestão de negócios e 34% em habilidades digitais. Os dados mostram a necessidade de ampliar oportunidades de formação e inclusão produtiva para os jovens.


Empreendedorismo ganha força


O levantamento mostra que empreender deixou de ser apenas uma alternativa e passou a fazer parte do planejamento profissional da juventude brasileira. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados pretendem abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos.


Além disso, 48% afirmam que desejam empreender no futuro, enquanto 32% preferem esse caminho em vez do emprego formal. Outros 27% já possuem alguma atividade informal ou renda extra. A principal motivação é a busca por independência financeira, citada por 56% dos jovens. 


O desejo de ter mais autonomia e flexibilidade aparece logo depois, mencionado por 49%. Apesar do interesse crescente, os desafios continuam presentes. A falta de capital inicial é apontada como principal obstáculo por 63% dos entrevistados. Já 52% afirmam sentir falta de conhecimento em gestão e finanças para começar um negócio.


Informalidade e desigualdade ainda impactam jovens


O estudo também evidencia diferenças importantes entre os perfis sociais e territoriais da juventude brasileira. Entre jovens que vivem em favelas, 48% estão em ocupações informais, número muito superior à média geral, de 11%.


Nesse grupo, 24% recebem menos de um salário mínimo e 62% são responsáveis pela principal renda da família. Outros 36% relatam dificuldade para fechar as contas no fim do mês.


A pesquisa aponta ainda diferença salarial significativa entre trabalhadores formais e informais. Enquanto profissionais com carteira assinada recebem, em média, R$ 3.835 por mês, trabalhadores informais têm renda média de R$ 2.808.


Geração mais conectada às mudanças do mercado


Outro ponto destacado pelo relatório é a preocupação dos jovens com ambientes de trabalho mais inclusivos e com igualdade de oportunidades. A maioria dos entrevistados acredita que ainda existem barreiras para o crescimento profissional de mulheres e para o acesso a cargos de liderança.


O estudo Next Generation Brasil foi conduzido pela SOS Education e contou com participação de 3.248 pessoas em todo o país, além de entrevistas individuais e grupos focais com jovens de grupos sub-representados e lideranças comunitárias.


Veja tambémInteligência emocional: a chave para o sucesso no empreendedorismo


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Fonte: Jornal Empresas & Negócios

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