No dia 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, uma data instituída em dezembro de 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é reconhecer as contribuições das mulheres na ciência, incentivar novas gerações a seguirem carreiras científicas e promover a igualdade de gênero no setor, garantindo oportunidades justas para todos.
Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) indicam que a desigualdade de gênero ainda é uma realidade no campo científico. Em todo o mundo, apenas 33,3% dos pesquisadores são mulheres. Além disso, elas representam somente 35% dos estudantes nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), demonstrando a baixa representatividade feminina, principalmente em setores tradicionalmente dominados por homens.
Desafios na carreira científica para mulheres
A UNESCO destaca a igualdade de gênero como prioridade global, defendendo o acesso pleno de meninas e mulheres à ciência para o desenvolvimento sustentável. Esse compromisso se alinha ao ODS-5 da Agenda 2030 da ONU, que busca a equidade de gênero e o empoderamento feminino. No entanto, mesmo ao ingressar em carreiras científicas, as mulheres enfrentam desafios como menor publicação de artigos, salários mais baixos e menos oportunidades de progressão.
De acordo com o Instituto de Estatística da UNESCO (UIS), as cientistas publicam menos artigos, recebem salários inferiores e têm menos oportunidades de progressão na carreira em comparação aos homens. Além disso, a presença feminina ainda é limitada em áreas como engenharia e tecnologia, com altas taxas de evasão. Para mudar esse cenário, são essenciais políticas públicas, redes de apoio e incentivo à participação feminina desde a educação básica.
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