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CARREIRA

Quais são as carreiras com o maior número de brasileiros com diploma?

De acordo com o levantamento do Censo 2022, a área que concentra o maior número de diplomados é a de negócios, administração e direito; saiba mais!
Quais são as carreiras com o maior número de brasileiros com diploma?

Os dados mais recentes do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, trazem informações relevantes sobre o panorama educacional do Brasil. De acordo com o levantamento, a área que concentra o maior número de diplomados é a de negócios, administração e direito, com impressionantes 8,4 milhões de graduados. Este é um reflexo do crescente interesse em carreiras voltadas para a gestão e o direito, que têm atraído muitos estudantes ao longo dos últimos anos.


O estudo também revelou que, entre os brasileiros com 25 anos ou mais, 18,4% concluíram o ensino superior, uma melhoria significativa quando comparado aos censos anteriores. Em 2000, apenas 6,8% dessa faixa etária tinha o diploma de graduação, e esse número saltou para 11,3% em 2010. Embora tenha havido progresso, os dados indicam que, ainda hoje, uma grande parte da população brasileira – aproximadamente 80% – não possui formação universitária.


Esses números indicam que, apesar dos avanços no acesso à educação superior ao longo dos anos, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para expandir a formação de sua população adulta. A inclusão educacional segue sendo uma questão crucial para garantir um futuro mais igualitário e preparado para os desafios econômicos e sociais.


Confira as carreiras com o maior número de diplomados no Brasil


Os dados do Censo 2022 revelam o ranking das áreas com maior número de diplomados no Brasil. Em primeiro lugar, a área de Gestão e Administração se destaca com 4.073.666 formados, seguida pela Formação de Professores sem áreas específicas, com 3.108.277 diplomados. O Direito ocupa a terceira posição, com 2.467.521 profissionais formados, enquanto a área de Promoção, Prevenção, Terapia e Reabilitação conta com 1.370.508 diplomados. A Contabilidade e Tributação soma 1.143.621 graduados, e a Enfermagem, com 898.464, figura na sexta posição.


Outras áreas importantes incluem Letras com 887.873 formados, Psicologia com 597.731, e Medicina com 553.538. Engenharia Civil e Construção tem 518.252 graduados, seguida por Marketing e Propaganda com 472.494 e Biologia com 411.516. Ciências Sociais e Políticas somam 408.498 diplomados, enquanto Serviço Social e Odontologia apresentam 389.182 e 379.095 formados, respectivamente.


Em posições mais abaixo, encontramos áreas como Veterinária com 190.942 diplomados, Tecnologia de Diagnóstico e Tratamento Médico com 165.956, e Finanças, Bancos e Seguros com 112.742 formados. O levantamento destaca também cursos como Arquitetura e Planejamento Urbano (330.748), Economia (322.813) e Engenharia Mecânica e Metalurgia (291.135), que, embora menos procurados, ainda têm relevância na formação profissional do Brasil.


O DF lidera em proporção de população com ensino superior completo


De acordo com os dados mais recentes do Censo 2022, o Distrito Federal se destaca como a unidade da Federação com a maior proporção de pessoas com ensino superior completo, alcançando 37%. Esse número coloca a região muito à frente de outros estados, como São Paulo, que ocupa o segundo lugar com 23,3%. Em contraste, o Maranhão apresenta a menor proporção de pessoas com ensino superior completo, com apenas 11,1%, refletindo a disparidade educacional entre as regiões do Brasil.


O Censo também revelou outras diferenças significativas entre os estados. O Piauí, por exemplo, apresenta a maior proporção de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, enquanto o Distrito Federal aparece como o estado com a menor taxa nesse quesito, com apenas 19,2% da população nessa condição. Esses dados reforçam as desigualdades educacionais no Brasil, evidenciando as disparidades regionais no acesso à educação e à qualificação profissional.


Desigualdades: disparidades de cor, raça e gênero entre os formados no Brasil


Os dados do Censo 2022 revelam desigualdades marcantes no ensino superior brasileiro, com diferenças evidentes tanto entre as raças quanto entre os gêneros. A disparidade racial é particularmente notável em algumas áreas, como em medicina, economia e odontologia, onde a grande maioria dos formados é composta por brancos. No caso da medicina, 75,5% dos formados são brancos, enquanto os negros (pretos e pardos) representam apenas 21,9%. Economia e odontologia mostram números semelhantes, com a predominância de formados brancos, destacando uma desigualdade no acesso a essas profissões de maior prestígio e remuneração.


Por outro lado, cursos como serviço social, religião e teologia, e formação de professores apresentam uma distribuição mais equilibrada entre brancos e negros. Em serviço social, por exemplo, 52% dos formados são negros, enquanto 47,2% são brancos. Esse equilíbrio se reflete em outras áreas também, sugerindo que algumas carreiras podem ter mais acessibilidade para diferentes grupos raciais.


Em relação ao sexo, os números também mostram padrões de desigualdade. Engenharia mecânica e metalurgia são dominadas por homens, com 92,6% de formados sendo do sexo masculino. No entanto, áreas como formação de professores e serviço social têm uma grande predominância de mulheres, representando 92,8% e 93%, respectivamente.


Curiosamente, alguns cursos estão mostrando uma tendência crescente de participação feminina. Em medicina, por exemplo, as mulheres agora representam quase metade da população de formados, com 49,9%. Entre médicos com até 29 anos, 60,2% são mulheres. O mesmo fenômeno é observado em áreas como direito e gestão e administração, onde a presença feminina tem aumentado, especialmente entre os formados mais jovens. 


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Cursos como medicina, odontologia e economia ainda apresentam uma predominância de formados brancos, enquanto áreas como serviço social e teologia têm uma participação mais equilibrada entre negros e brancos. Esse cenário reforça a importância de políticas públicas e programas como o Educa Mais Brasil, que facilita o acesso de mais pessoas ao ensino superior e ajuda a equilibrar as oportunidades educacionais no país.


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Fonte: IstoÉ Dinheiro e Agência Brasil

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