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CARREIRA

Salário de professor: veja quanto ganha em cada etapa da educação básica

O Ensino Médio apresenta a maior média, enquanto a Educação Infantil concentra valores mais baixos
Salário de professor: veja quanto ganha em cada etapa da educação básica

A remuneração dos professores voltou ao centro da discussão sobre os caminhos da educação brasileira. Uma pesquisa nacional divulgada em 3 de setembro de 2026 mostrou que melhorar os salários e as condições de trabalho dos docentes é a principal prioridade apontada pela população para os próximos anos.


O levantamento “O que a população pensa sobre a Educação | 2026” foi realizado pelo Instituto IDEIA ouviu cerca de 20 mil brasileiros, com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação.


Entre os entrevistados, 53% apontaram a melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores como uma das prioridades para a educação. 


Na sequência, aparecem a ampliação dos cursos técnicos para jovens no Ensino Médio, com 48%, e a garantia de alfabetização das crianças até os 8 anos, com 47%. A melhoria da formação docente foi citada por 37%.


Mas, afinal, quanto ganha um professor no Brasil? Os valores variam conforme a etapa de ensino e também de acordo com a disciplina. Dados apresentados pelo Instituto Semesp ajudam a dimensionar essas diferenças.


Qual é o salário médio de um professor no Brasil?


A remuneração média dos docentes muda de acordo com o nível de ensino em que o profissional atua. Entre as etapas analisadas, o Ensino Médio apresenta a maior média, enquanto a Educação Infantil concentra valores mais baixos. Confira os salários médios:


Etapa de ensino

Salário médio

Educação Infantil – 0 a 3 anos

R$ 5.105

Educação Infantil – 4 a 6 anos

R$ 5.307

Ensino Fundamental I

R$ 6.166

Ensino Fundamental II

R$ 5.426

Ensino Médio

R$ 6.574

Os números mostram que não existe um valor único para a profissão. A remuneração pode mudar conforme a etapa em que o professor trabalha e, dentro de algumas etapas, também de acordo com a área de formação.

No Ensino Médio, por exemplo, a média chega a R$ 6.574. Já entre professores que atuam com crianças de 0 a 3 anos, o valor médio apresentado no levantamento é de R$ 5.105.


Quanto ganha um professor do Ensino Fundamental II?


No Ensino Fundamental II, período que corresponde aos anos finais dessa etapa, os professores podem atuar em diferentes disciplinas. Por isso, a remuneração média também apresenta diferenças.


Segundo os dados do levantamento, professores de Língua Portuguesa aparecem com média de R$ 6.198, enquanto profissionais de Ciências Exatas e Naturais têm média de R$ 5.930.


Veja os valores:


Ciências Exatas e Naturais: R$ 5.930

Educação Artística: R$ 5.355

Educação Física: R$ 4.801

Geografia: R$ 4.801

História: R$ 5.179

Língua Estrangeira Moderna: R$ 4.964

Língua Portuguesa: R$ 6.198

Matemática: R$ 5.029


A diferença entre as médias reforça que a carreira docente reúne diferentes possibilidades profissionais. A disciplina lecionada é um dos fatores que aparecem associados às variações de remuneração observadas no levantamento.


Quanto ganha um professor do Ensino Médio?


No Ensino Médio, as diferenças entre as áreas também ficam evidentes. Entre os valores apresentados pelo Semesp, a maior média da relação é registrada entre professores de Disciplinas Pedagógicas, com R$ 7.294. Na outra ponta, professores de Filosofia aparecem com média de R$ 4.082.

Confira os valores:


Artes: R$ 4.994

Biologia: R$ 4.916

Disciplinas Pedagógicas: R$ 7.294

Educação Física: R$ 5.180

Filosofia: R$ 4.082

 Física: R$ 4.433

Geografia: R$ 5.718

História: R$ 5.661

Língua e Literatura Brasileira: R$ 4.941

Língua Estrangeira Moderna: R$ 5.545

Matemática: R$ 5.726

Química: R$ 4.470

Sociologia: R$ 4.695


Assim como no Ensino Fundamental II, os dados mostram que a remuneração não é uniforme entre os profissionais. A área de atuação pode representar uma diferença importante na média salarial.


Por que o salário dos professores está em debate?


A discussão sobre remuneração faz parte de um cenário mais amplo da carreira docente. Além do salário, questões como formação, condições de trabalho e valorização profissional aparecem entre as preocupações relacionadas ao futuro da educação. A pesquisa nacional realizada em 2026 mostra que a própria população coloca a valorização dos professores no centro das prioridades. 


Ao mesmo tempo em que 53% dos entrevistados apontaram salários e condições de trabalho como prioridade, 37% defenderam melhorias na formação dos docentes. O tema também ganha relevância diante dos desafios de renovação da carreira. 


Estudos recentes do Semesp apontam envelhecimento do quadro docente e redução na formação de novos professores, fatores que colocam a atração e a permanência de profissionais entre as questões discutidas para os próximos anos.


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Fonte: G1, CNN e Semesp Link

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