O que você queria ser quando crescesse? Essa é uma das perguntas mais clássicas da infância e, para muitos adultos, uma lembrança nostálgica. Um novo levantamento do LinkedIn, realizado em 15 países e com mais de 8 mil entrevistados, mostra que poucos conseguiram transformar esse sonho em realidade: apenas 8,9% dos participantes afirmaram ter seguido exatamente a carreira que desejavam quando crianças.
Entre os que chegaram perto, 21% disseram trabalhar em uma área relacionada àquela que imaginavam. Já 70% mudaram de ideia ao longo da vida, sendo o principal motivo a descoberta de novos interesses com o passar do tempo, resposta citada por 43,5% dos entrevistados.
Engenheiro é a profissão dos sonhos mais citada
Se antes os sonhos giravam em torno de ser bailarina, astronauta ou bombeiro, o cenário mudou. A pesquisa global revelou que o engenheiro é a profissão mais desejada pelas crianças atualmente, com 7,7% das citações. Em seguida aparecem piloto de avião ou helicóptero (7%), médico ou enfermeira (6,7%), e cientista (6,2%).
O LinkedIn aponta que o resultado é influenciado pelo peso da Engenharia em países como a Índia, onde a carreira é altamente valorizada. Ainda assim, profissões ligadas à educação, saúde e comunicação continuam entre as mais sonhadas.
As 10 profissões dos sonhos ao redor do mundo
1. Engenheiro (7,7%)
2. Piloto de avião ou helicóptero (7%)
3. Médico, enfermeira (6,7%)
4. Cientista (6,2%)
5. Professor (5,8%)
6. Advogado (3,9%)
7. Escritor, jornalista (3,7%)
8. Astronauta (3,2%)
9. Veterinário (3%)
10. Atleta olímpico ou profissional / ator (2,7% cada)
No Brasil, 77% não seguiram o sonho de infância
No recorte brasileiro, o levantamento mostrou que 77% dos adultos não seguiram a profissão sonhada na infância. Ou seja, apenas 23% conseguiram transformar o desejo de criança em realidade.
Entre as carreiras mais mencionadas pelos brasileiros estão médico (26%), professor (17%), policial (15%), veterinário (13%), atleta (11%), artista ou ator/atriz (10%), jogador de futebol (9%), engenheiro (9%), advogado (8%), músico (8%), bombeiro (7%), piloto (6%) e cientista (6%).
O estudo também destacou que o apoio da família é um dos fatores mais decisivos para transformar um sonho de infância em carreira. 31% dos entrevistados que conseguiram seguir a profissão desejada afirmaram que o incentivo de familiares e amigos foi fundamental. Outros fatores citados incluem talento natural (18%), oportunidade de trabalhar cedo na área (16%) e acesso a recursos e formação (15%).
Quando o sonho vira realidade
A pesquisa mostra que, mesmo que a maioria não siga o plano traçado na infância, os sonhos de criança ajudam a moldar interesses e valores que acompanham a vida adulta. Para muitos, o encanto por determinadas áreas, como cuidar de pessoas, ensinar, criar ou resolver problemas, permanece, ainda que em novas formas profissionais.
Neste Dia das Crianças, a reflexão vai além da nostalgia: entender os sonhos dos pequenos é também enxergar os talentos e aspirações que podem se transformar no futuro profissional de uma nova geração.
Veja também: 5 atividades para trabalhar as profissões na Educação Infantil
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