Em 7 de abril é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data visa chamar a atenção para a problemática que vem acontecendo em inúmeras escolas pelo país entre os jovens. O bullying pode ser praticado de diferentes formas como física, verbal ou social, mas sempre com o mesmo objetivo: fazer com que uma pessoa se sinta humilhada.
O Brasil tem maiores índices de violência escolar, sobretudo pelo bullying, que é uma atitude negativa, repetitiva e com desequilíbrio de poder - que pode ser status social, força física ou acesso a informações constrangedoras.
De acordo com o Instituto Abrace – Programas Preventivos, 86% dos pais e responsáveis por jovens em idade escolar disseram que seus filhos já sofreram bullying alguma vez. Apenas 46% acham que a escola de seus filhos leva o bullying a sério e 61% dizem que seus filhos se preocupam com o bullying. Em pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% dos estudantes adolescentes admitiram já ter sofrido com bullying.
Diante da necessidade de atuar para prevenir a violência nas escolas, educadores, famílias e toda a comunidade escolar devem se envolver em atividades de observação, mediação, conversas e iniciativas para promover a cooperação entre os alunos. Para isso, veja a seguir algumas dicas para prevenir a violência escolar.
Confira 7 dicas para prevenir a violência na escola
1. Criar grupos de ajuda formados por estudantes
Nem sempre o bullying acontece na frente do professor ou de um adulto, geralmente ocorre em momentos de intervalos, dentro dos banheiros e em outros locais onde os educadores não têm acesso. Por isso, os próprios alunos são os mais aptos a identificar o problema entre os colegas. Assim, criar grupos de alunos para identificar casos de bullying pode contribuir para a prevenção de violências nas escolas.
2. Possibilitar a gestão democrática
Quanto maior é o envolvimento dos alunos no ambiente escolar maior é o sentimento de pertencimento ao local. Estudos mostram que as escolas menos violentas são aquelas onde há maior interação dos estudantes com a dinâmica escolar. A participação dos alunos melhora os relacionamentos entre professores, gestão, alunos e funcionários. Assim, a ideia é permitir que os alunos participem mais da rotina escolar.
3. Incentivar que alunos não sejam indiferentes ao bullying
Infelizmente, cerca de 85% dos alunos que presenciam atitudes de bullying e outros tipos de violência na escola apresentam comportamento de indiferença, fingindo não ver a situação. Por isso, é importante estimular a empatia e conscientizar os alunos para intervir caso presenciem alguma violência.
4. Ensinar a Comunicação Não-Violenta (CNV)
Uma boa comunicação é essencial para haver entendimento e evitar situações de conflitos. Por isso, é interessante ensinar aos alunos sobre Comunicação Não-Violenta. Isso contribui para a construção de relacionamentos saudáveis a partir da empatia ao tentar entender o universo de cada pessoa.
5. Mediação de conflitos
Embora os alunos possam cooperar, a atuação do professor e de outros profissionais da escola é importante para combater a violência na escola. Nesse quesito, o educador deve fazer a mediação de conflitos, coordenar reuniões conjuntas ou separadas com os envolvidos e buscar construir um diálogo com os alunos, lembrando de se manter imparcial e não julgá-los.
6. Inventar jogos cooperativos
Há casos de bullying que acontecem durante as aulas de educação física. Por isso, é importante utilizar esse momento para realizar jogos cooperativos onde os jogadores são instruídos a cooperar e ajudar uns aos outros para atingir um objetivo comum. Isso ajuda a promover a cooperação, integração, inclusão, aceitação, parcerias, respeito às diferenças e o desenvolvimento de vínculos afetivos e sociais.
7. Buscar orientações da Defensoria Pública
A comunidade escolar tem à disposição o manual gratuito “Defensoria Pública: cumprindo seu papel na Educação – Dialogando sobre prevenção e conflitos na escola”. O material foi preparado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro e contém informações com linguagem simples, em forma de perguntas e respostas, visando a esclarecer algumas dúvidas comuns sobre diferentes situações de agressões, abusos e maus tratos envolvendo crianças e adolescentes.
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