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ESCOLAS

Cresce o uso de internet e celulares entre crianças no Brasil

Estudo revelou que a posse de celular cresceu, especialmente entre crianças de 3 a 5 anos (de 6% para 20%) e de 6 a 8 anos (de 18% para 36%)
Cresce o uso de internet e celulares entre crianças no Brasil

Nos últimos dez anos, o uso de internet e a posse de celulares entre crianças brasileiras aumentaram significativamente, os dados são do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). 


Em 2015, 9% das crianças de 0 a 2 anos usavam a internet, enquanto em 2024 esse número subiu para 44%. Na faixa etária de 3 a 5 anos, o uso foi de 26% para 71%, e entre 6 e 8 anos, dobrou de 41% para 82%. A posse de celulares também cresceu, especialmente entre crianças de 3 a 5 anos (de 6% para 20%) e de 6 a 8 anos (de 18% para 36%). Por outro lado, o uso de computadores diminuiu, com quedas na faixa de 3 a 5 anos (de 26% para 17%) e de 6 a 8 anos (de 39% para 26%).


Proibição de celulares nas escolas: entenda as novas regras para 2025


Com a sanção do projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, a volta às aulas em 2025 trouxe novas mudanças e questionamentos para pais, alunos e educadores. A Lei 4.932/2024, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece que aparelhos eletrônicos devem ser banidos das escolas, tanto públicas quanto privadas, visando proteger a saúde mental e física dos estudantes.


No entanto, a lei prevê exceções para atividades pedagógicas que necessitem do uso de dispositivos eletrônicos. Nesses casos, alunos poderão usar celulares ou computadores, sempre sob a supervisão dos professores, como em aulas de programação, por exemplo, onde o uso de tecnologia é essencial para o aprendizado.


Uso de telas na primeira infância: desafios e recomendações


O uso de telas na primeira infância tem sido um tema cada vez mais debatido, especialmente com o aumento do acesso à tecnologia entre crianças pequenas. Estudos indicam que a exposição excessiva a dispositivos eletrônicos pode afetar negativamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e físico das crianças. O uso inadequado de telas pode interferir no aprendizado de habilidades sociais, na qualidade do sono e até no comportamento, com o aumento de problemas como hiperatividade.


No entanto, a tecnologia também pode ser uma ferramenta útil, desde que utilizada de forma equilibrada e supervisionada. É fundamental que pais e educadores estabeleçam limites para o tempo de tela, priorizando atividades que estimulem a interação social e o desenvolvimento motor. Além disso, é importante que as crianças tenham acesso a conteúdos educativos e que os dispositivos sejam utilizados como apoio a atividades pedagógicas, e não como substitutos de brincadeiras físicas e interação com o ambiente.


A recomendação de especialistas é que crianças com até dois anos tenham o mínimo possível de exposição a telas, e que crianças entre 2 e 5 anos não ultrapassem uma hora diária. A presença ativa dos adultos é essencial para orientar o uso, garantindo que a tecnologia seja aliada no desenvolvimento infantil e não um fator prejudicial.


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Fonte: Agência Brasil e CNN

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