Pesquisa divulgada no dia 18 de dezembro revela que 54% dos professores e 37% dos estudantes sofreram algum tipo de violência dentro das escolas do estado de São Paulo. O resultado revela o crescimento das agressões nas instituições de ensino em comparação aos anos anteriores. Em 2017, o percentual era de 51% entre os docentes e 37% entre os alunos.
Entre as ocorrências mais citadas estavam o bullying, agressão física, agressão verbal e vandalismo. Os casos de bullying foram os que os estudantes (62% deles) mais relataram. A agressão verbal foi a violência mais citada entre os professores (83%).
Os representantes da pesquisa afirmam que a violência em todas as suas formas frustra a vocação escolar e que é necessário investir em políticas públicas para prevenir e reduzir os índices nas escolas paulistas.
Percepção da violência
A percepção da violência nas escolas aumentou entre os professores. Em 2017, 61% dos docentes perceberam a violência nas instituições de ensinam. Neste ano, 71% deles observaram algum ato de agressão.
Entre a população geral de São Paulo, 79% teve conhecimento sobre algum ato recente de agressão em escolas públicas. Em outro ponto da pesquisa, 95% dos pesquisados afirmaram que deveria existir mais segurança nas escolas.
Campanhas de prevenção
A pesquisa também desejou saber sobre as campanhas de prevenção para enfrentar a violência nas escolas. Segundo o resultado, 57% dos estudantes afirmaram que a instituição em que estudavam realizaram campanhas em 2019. Em 2017, o índice foi de 78%. Entre os professores, 83% afirmaram que houve campanhas em 2019, contra 84% em 2017.
A pesquisa indicou ainda que 86% da população de São Paulo, 88% dos estudantes e 92% dos professores concordam com projetos e conversas sobre diversos assuntos nas escolas. Entretanto, um terço dos professores e estudantes afirmou já ter passado por constrangimento por expressar uma opinião.
Sobre a pesquisa
A pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e pelo sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo foi aplicada entre 5 de setembro e 1 de outubro. O levantamento ouviu mil estudantes da rede estadual de ensino, 701 professores de escola pública e 1.516 pessoas da região metropolitana e com mais de 18 anos.

