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ESCOLAS

Dicas de livros para falar sobre capacitismo com as crianças

Confira 4 obras infantis que quebram estereótipos sobre pessoas com deficiência
Dicas de livros para falar sobre capacitismo com as crianças

Você sabe o significado da palavra capacitismo? De acordo com a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) n° 13.146/2015, ‘’o capacitismo é definido como a discriminação contra pessoas com deficiência e prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa para quem praticar esse crime.’’


Segundo levantamento realizado pelo IBGE, cerca de 18,6 milhões de brasileiros com 2 anos ou mais têm algum tipo de deficiência. A pesquisa evidenciou também desigualdades no âmbito educacional. A taxa de analfabetismo é cinco vezes maior entre pessoas com deficiência. Apenas 25% tinham concluído pelo menos o ensino médio. Pessoas sem deficiência, 57%.


O grande obstáculo para uma educação mais inclusiva é o capacitismo, por isso, ele precisa ser combatido. Mas como falar sobre esse assunto com as crianças? A escola precisa e deve proporcionar educação inclusiva voltada à diversidade. É imprescindível que as crianças aprendam a respeitar e conviver com as diferenças, e saber que o capacitismo é um ato inaceitável que não deve ser praticado de forma alguma.


A literatura pode ser uma grande aliada para promover a mudança. Ao fornecer representações positivas de pessoas com deficiência, os livros podem ajudar a criar uma sociedade mais inclusiva e justa para todos. Confira abaixo dicas de livros sobre capacitismo que toda criança deveria ler. 


Quais são os livros infantis que falam sobre capacitismo?


Conheça alguns livros infantis para ler junto com seu filho. São obras maravilhosas que de forma lúdica e muito sensível abordam as diferenças e contribui para estimular o acolhimento e a empatia.


Pássaro Amarelo


Livro de Olga de Díos, recomendado para crianças de 0 a 2 anos, a obra revela uma história de esperança e superação. Ela mostra que, mesmo que tenhamos limitações, podemos alcançar nossos objetivos se tivermos determinação e apoio de nossos amigos.


Quer Ler um Livro Comigo?


Livro de Lawrence Schimel, indicado para crianças de 3 a 5 anos. O enredo deste livro ajuda a quebrar estereótipos em relação a pessoas com deficiência visual. É uma linda dica de livro para conversar sobre capacitismo com as crianças. A história pode ajudar as crianças a entender que as pessoas com deficiência visual são iguais a elas, e que elas devem ser tratadas com respeito e igualdade.


Gigante Pouco a Pouco


Obra de Pablo Albo, ideal para crianças com faixa etária entre 6 a 8 anos. O livro como um todo pede que paremos para pensar e refletir sobre quem somos, o que nos diferencia dos demais e, sobretudo, como tratamos aqueles que são diferentes.


Assim eu Vejo 


O livro "Assim eu vejo" de Romana Romanyshyn e Andriy Lesiv é um livro infantil indicado para crianças de 9 a 12 anos, explora a visão através dos olhos de uma criança com deficiência visual. Essa obra maravilhosa é uma ótima ferramenta para ajudar as crianças a entender como as pessoas com deficiência visual percebem o mundo ao seu redor e como elas podem viver suas vidas plenamente. O livro é escrito em verso e as ilustrações são em preto e branco, o que permite que as crianças com deficiência visual também possam apreciar a história.


Quais são as expressões capacitistas que devemos tirar do vocabulário?


1. "Você tá surdo?"

Geralmente essa frase é usada como hipérbole. Contudo, ela é ofensiva para as pessoas que de fato possuem deficiência auditiva. Falar perto da pessoa ou mais alto já resolve. 


2. "Você tá cego?"

Mais um caso de hipérbole que pode ser substituído por “Preste atenção”, ou “Fique atento”. 


3. "você é retardado?"

Essa frase é extremamente ofensiva e pode ser alterada por ‘’não gostei da atitude ” 



Educação de qualidade com Bolsas de estudo


A educação de qualidade é aquela que permite que os alunos alcancem seu pleno potencial acadêmico, social e emocional. É aquela que prepara os alunos para a faculdade, o emprego e a vida cidadã. É aquela que é inclusiva, e que atende às necessidades de todos os alunos, independentemente de sua raça, etnia, gênero, deficiência ou situação socioeconômica. 


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Fonte: G1, Quindim e CNN

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