Desde 2020, quando o ápice da pandemia de Covid-19 impôs que aulas fossem realizadas à distância, a falta de preparo de educadores para lidar com ferramentas tecnológicas durante o ensino foi um assunto bastante comentado na época.
Com o fim da medida do isolamento social e o retorno gradativo às escolas, muitos educadores ainda afirmam ter falta de conhecimento e de habilidade para utilizar a tecnologia nas aulas. Isso mostra que a formação do professor é um dos mais graves empecilhos para uso de tecnologia em laboratórios ou em sala de aula.
Formação do professor x uso da tecnologia
A formação continuada é relevante para todas as profissões, inclusive para professores. Mas uma autoavaliação feita por mais de 100 mil educadores brasileiros da educação básica mostra que eles não se sentem aptos a utilizar a tecnologia para nada além daquilo que fazem em sua vida pessoal.
Outro agravante está relacionado ao fato da maioria dos professores não saber utilizar a tecnologia para o seu próprio desenvolvimento profissional, impedindo que façam cursos on-line ou autoavaliação pela internet.
Somado a isso, professores relatam a falta de infraestrutura nas escolas para a realização de aulas mais interativas com uso de computadores. Os principais problemas apontados são a baixa conectividade e a dificuldade de acesso a computadores, tablets e outros suportes.
As informações foram divulgadas no estudo “O ensino de ciências da natureza e suas tecnologias na educação básica brasileira – um panorama entre os anos de 2010 e 2020”, feito pela Britsh Council em parceria com a Fundação Carlos Chagas e lançado na última quarta-feira (12).
Como soluções para esse problema, a pesquisa pontua que é necessário mobilizar e incentivar a capacitação de educadores em formação continuada, sobretudo em áreas relacionadas à tecnologia na educação. Além disso, a implementação da Política Nacional de Educação Digital, aprovada em dezembro de 2022, e sancionada em janeiro de 2023, deve tornar mais atrativa a carreira docente na área de ciências e tecnologia. Em paralelo, tem-se o PL 4.513/2020, que estabelece ações para ampliar o acesso à tecnologia em cinco frentes: inclusão digital, educação digital, capacitação, especialização digital e pesquisa digital.
Benefícios da tecnologia na educação
A formação adequada do professor é fundamental para que os alunos tenham aulas com qualidade. No que se refere à tecnologia no ensino, seu uso permite que a troca entre educador e aluno seja muito mais constante e que os processos de aprendizagem sejam dinâmicos. Quando a tecnologia é aplicada junto ao conteúdo curricular, pode trazer benefícios para alunos, professores e colégios, dentre os quais destacam-se:
- aprendizagem criativa;
- aulas interdisciplinares;
- educadores aptos para lidar com a tecnologia;
- maior engajamento dos alunos nas aulas;
- tecnologia utilizada como complemento e não substituição dos educadores.
Além disso, as tecnologias educacionais são suporte para reter a atenção da geração alpha, grupo constituído por crianças e adolescentes que apresentam necessidades de educação dinâmica. A aprendizagem da geração alpha é mais eficiente quando aplicada com metodologias ativas, visto que os alunos dessa geração são mais conectados, têm facilidade para buscar informações e apresentam interesse em ter aulas mais práticas.
Por isso, o professor que não se adequar à nova necessidade que surge na educação terá maiores dificuldade para obter melhor rendimento dos alunos e de manter-se capacitado para o mercado de trabalho.
Cursos de tecnologias educacionais com bolsa de estudo
Como vimos acima, é fundamental que os professores estejam capacitados para utilizar a tecnologia em suas aulas. Para isso, conte com bolsas de estudo para cursos de qualificação profissional na área de tecnologias educacionais e adquira todo o conhecimento necessário para tornar as aulas mais interessantes para os alunos. Então, acesse o site do Educa Mais Brasil, confira as bolsas disponíveis e se qualifique agora mesmo!

