A nova lei do ensino médio foi sancionada pelo presidente Lula, mas a inclusão dos itinerários formativos no Enem foi vetada. A lei, publicada nesta quinta-feira (01), propunha que o Enem cobrasse essas áreas opcionais dos alunos a partir de 2027, além dos conteúdos básicos. O governo alegou que isso poderia criar desigualdades e afetar a equidade das provas. O veto será analisado pelos parlamentares. O Inep também criticou a proposta, e as escolas ainda podem escolher quais itinerários oferecer.
O que muda em 2025 com a reformulação do ensino médio?
A nova lei do ensino médio começa a valer em 2025 para novos alunos e dará um período de transição para os já matriculados. A carga horária total será de 3 mil horas: 2,4 mil para disciplinas básicas e 600 horas para itinerários formativos, com matérias escolhidas pelos alunos. A lei restaurou a carga horária básica reduzida em 2022 e aumentou para 2,1 mil horas no ensino técnico, com 900 horas voltadas ao ensino profissionalizante. O inglês será a única língua estrangeira obrigatória.
Quais as mudanças previstas nos itinerários formativos?
A nova lei estabelece que os itinerários formativos no ensino médio devem seguir regras nacionais feitas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Eles devem se dividir em quatro áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, e considerar as necessidades da educação indígena e quilombola. Essa mudança visa reduzir desigualdades, corrigindo problemas anteriores onde a falta de padrões fez com que alguns estados oferecessem muitas opções e outros nenhuma.
Por que teve reformulação do novo ensino médio?
A reformulação surgiu para resolver problemas relacionados a implementação pedagógica do novo modelo, além da infraestrutura das escolas, que dificultavam a implementação dos itinerários formativos da lei de 2017. O Novo Ensino Médio foi duramente criticado por aumentar desigualdades.
A nova lei estabelece que o espanhol será uma língua estrangeira opcional, e o ensino pode ser feito em línguas maternas em comunidades indígenas. As escolas devem criar propostas pedagógicas que incluam métodos investigativos e conexão com a comunidade. Também poderão reconhecer habilidades desenvolvidas fora da escola para cumprir os requisitos curriculares do ensino médio em tempo integral.
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