Quando o código genético do SARS-CoV-2 (Covid-19) ficou conhecido, em 2020, se tornou comum ouvir falar sobre linhagens e variantes do coronavírus. A previsão é que novas variantes continuem surgindo enquanto o vírus circular em altas proporções, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesse cenário, a variante BA.6 foi identificada em Israel e na Dinamarca e acende o alerta para a precaução para evitar a contaminação em outros países.
Diante do anúncio da nova variante, muitas pessoas querem saber quais são os riscos da BA.6 para a saúde. Por ter sido descoberta há pouco tempo, ainda existem poucos dados oficiais sobre a cepa BA.6. No mundo, foram feitos três sequenciamentos, e já existem indicadores da ocorrência de mutações potencialmente perigosas.
Mas, de acordo com cientistas à frente das pesquisas sobre o coronavírus, ainda é cedo para avaliar o real risco que essa nova cepa pode trazer para mundo. Assim, até o momento não se sabe se essa nova variante irá se espalhar com mais ou menos facilidade do que as variantes anteriores ou se desaparecerá como muitas outras mutações do vírus.
Variante BA. 6: máscaras voltam a ser obrigatórias?
O debate sobre a volta do uso de máscara, para inibir que a nova variante BA.6 se espalhe, começou quando uma pesquisadora britânica afirmou ser necessário retornar o uso de máscaras. No entanto, nenhuma autoridade reforçou o posicionamento.
Por enquanto, o movimento da volta das máscaras é liderado por Trisha Greenhalgh, pesquisadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e integrante do Grupo Consultivo Científico Independente para Emergências (Independent SAGE), parte do governo britânico.
Em concordância com a pesquisadora, a cientista do Independent SAGE, Christina Pagel, publicou um novo estudo científico na revista British Medical Journal (BMJ), cujo artigo alerta para uma possível nova onda da doença entre os britânicos.
Quais variantes da Covid-19 existem?
As variantes da Covid-19 já conhecidas são Alfa, Beta, Delta e Gama, que circularam no passado. Atualmente, a Ômicron predomina em todo o mundo através das subvariantes.
Entre as subvariantes da Ômicron, a maior parte das linhagens sequenciadas em dezembro foi de BQ.1.1 e BQ.1. Ambas são sublinhagens de BA.5 que estão sob monitoramento porque possuem mutações adicionais no genoma.
No começo de agosto desse ano, a variante EG.5 - também chamada de Éris - foi anunciada. A EG.5 já foi identificada em 51 países, segundo a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU).
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