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Butantan-DV: conheça a nova vacina contra dengue

Ela é a primeira vacina de dose única contra dengue no mundo
Butantan-DV: conheça a nova vacina contra dengue

O Brasil deu um passo importante no combate à dengue com a liberação da primeira vacina de dose única desenvolvida no país


A autorização foi anunciada após a conclusão das etapas de avaliação da Anvisa, que confirmou a segurança e eficácia do novo imunizante criado pelo Instituto Butantan, em colaboração com o Ministério da Saúde e a empresa chinesa Wu Xi.


A vacina, chamada Butantan-DV, utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado e chega como uma nova ferramenta para reforçar a proteção da população. 


A aplicação foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos, mas esse público poderá ser ampliado futuramente, conforme novos estudos forem apresentados. O Ministério da Saúde será responsável por definir quando o imunizante começará a ser distribuído e quais grupos receberão prioridade na campanha. 


Entenda a dengue: transmissão, riscos e situação atual no país


dengue é uma infecção causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Quando o inseto pica uma pessoa doente e depois atinge outra, ocorre a transmissão de um dos sorotipos do vírus. 


Os sinais da doença costumam surgir de forma rápida, com febre alta, dores no corpo e nas articulações, incômodo atrás dos olhos e possíveis manchas avermelhadas na pele. Em situações mais sérias, o quadro pode avançar para sangramentos e complicações que exigem atendimento urgente.


O avanço da doença está diretamente ligado ao ambiente. Áreas com recipientes que acumulam água parada tornam-se locais ideais para o mosquito se reproduzir. Além disso, mudanças climáticas, como períodos prolongados de calor e chuva, favorecem a multiplicação do vetor e ampliam o risco de transmissão.


Mesmo com ações de prevenção, a dengue continua sendo recorrente no país. Até outubro deste ano, foram contabilizados 1,6 milhão de casos prováveis. A maior parte das notificações está concentrada em São Paulo, responsável por 55% dos registros. Na sequência aparecem Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).


Qual a diferença entre dengue, Zika e Chikungunya?


A dengue, a zika e a chikungunya são doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mas cada uma delas é causada por vírus diferentes e apresenta características próprias.


Dengue costuma causar febre alta de início súbito, dor intensa no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas na pele e muito cansaço. Em casos graves, pode evoluir para sangramentos e queda de pressão, exigindo cuidado médico imediato.


Zika geralmente provoca sintomas mais leves, como febre baixa, coceira, manchas vermelhas, dor nas articulações e vermelhidão nos olhos. O alerta maior da zika está na relação com malformações congênitas, como a microcefalia, quando a infecção ocorre durante a gestação.


Chikungunya também causa febre alta, mas seu principal diferencial é a dor intensa e prolongada nas articulações, que pode durar semanas ou até meses. Inchaço, vermelhidão e dificuldade de movimento são comuns nos casos da doença.


Embora as três tenham o mesmo mosquito transmissor, a intensidade dos sintomas, as complicações e a duração da recuperação são diferentes. Por isso, diante de qualquer sinal suspeito, é importante buscar atendimento para identificar corretamente qual infecção está em curso e receber o tratamento adequado.


O que é a vacina Qdenga?


A Qdenga é uma vacina desenvolvida para proteger contra a dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Produzida pelo laboratório japonês Takeda, ela é uma vacina de vírus atenuado, ou seja, utiliza uma versão enfraquecida do vírus para estimular o organismo a criar defesa.


O grande diferencial da Qdenga é que ela pode ser aplicada em pessoas que já tiveram ou nunca tiveram dengue, o que amplia muito o público protegido. Ela oferece imunidade contra os quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), ajudando a reduzir casos graves e hospitalizações.


A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas, e foi aprovada pela Anvisa para pessoas de 4 a 60 anos. Ela já está disponível em clínicas particulares e, em alguns momentos, foi incorporada ao calendário de vacinação de municípios com alta transmissão.


A Qdenga é uma importante ferramenta adicional no combate à dengue, complementando as ações de controle do mosquito e a prevenção individual.



Carreiras que desenvolvem vacinas: o que estudar para entrar nessa área


A produção de vacinas, como as utilizadas no combate à dengue, envolve profissionais altamente qualificados que atuam desde a pesquisa científica até o desenvolvimento final do imunizante. Quem deseja construir carreira nessa área encontra diversas possibilidades de formação. 


Os cursos mais comuns para trabalhar com vacinas são BiomedicinaFarmáciaBiologia, Biotecnologia e Química, áreas que formam especialistas capazes de entender o funcionamento dos vírus, manipular materiais biológicos e participar de todas as etapas que vão desde testes laboratoriais até estudos clínicos.


Na Biomedicina, o aluno aprende a investigar microrganismos, desenvolver técnicas laboratoriais avançadas e participar da criação de novos imunizantes. Já na Farmácia, a formação oferece base sólida para atuar na indústria farmacêutica, lidando com controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento de vacinas e medicamentos. 


A Biologia e a Biotecnologia são voltadas para o estudo detalhado do comportamento dos vírus, engenharia genética e uso de tecnologias inovadoras, essenciais para vacinas modernas. 


A Química, por sua vez, contribui com conhecimento sobre substâncias, reações e processos de formulação que tornam a vacina segura e eficaz. Independentemente do caminho escolhido, trata-se de uma área estratégica, em constante crescimento e que exige profissionais capacitados e atualizados. 


Para quem deseja ingressar nesse universo, o Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo para cursos de graduação na área da saúde, com descontos que tornam a formação muito mais acessível. É uma oportunidade para dar o primeiro passo rumo a uma carreira que contribui diretamente para a saúde pública e o avanço científico.


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Fonte: CNN, Anvisa, Veja e G1

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