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Câmara aprova PEC do fim da escala 6x1; entenda os próximos passos

O texto ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de entrar em vigor
Câmara aprova PEC do fim da escala 6x1; entenda os próximos passos

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e estabelece mudanças na escala 6x1. 


A proposta foi aprovada em dois turnos pelos parlamentares. No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor e 19 contra. Agora, a PEC segue para análise do Senado Federal, onde ainda precisará passar por novas etapas antes de entrar em vigor.


O que muda com a aprovação da PEC?


A proposta determina a redução gradual da carga horária semanal dos trabalhadores brasileiros, sem diminuição salarial. A ideia é diminuir a jornada atual de 44 horas para 40 horas semanais em um período de transição de 14 meses.


Além disso, o texto também prevê mudanças na escala 6x1, garantindo dois dias de descanso semanal aos trabalhadores. Na prática, a medida impacta diretamente setores como comércio, serviços, indústria, supermercados, farmácias, call centers e outras áreas que tradicionalmente utilizam jornadas mais extensas.


Como será a redução da jornada de trabalho?


O texto aprovado pela Câmara estabelece um cronograma gradual para a redução da jornada semanalA primeira etapa começará 60 dias após a promulgação da PEC, com redução de duas horas na jornada semanal.


A segunda fase ocorrerá 12 meses depois da primeira mudança, reduzindo mais duas horas. Ao final do processo, a carga horária semanal passará oficialmente para 40 horas. Segundo a proposta, não poderá haver redução salarial durante a transição.


O que acontece com o fim da escala 6x1?


A PEC também prevê mudanças no modelo conhecido como escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e possui apenas um dia de descanso semanal.


Com a nova proposta, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de folga por semana. O texto ainda estabelece que o descanso deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.


O tema vinha sendo debatido por sindicatos, especialistas em saúde ocupacional e representantes do setor produtivo, principalmente por causa dos impactos da rotina intensa na qualidade de vida e na saúde mental dos trabalhadores.


Quais são os próximos passos da PEC?


Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta segue para análise do Senado Federal. O primeiro passo será a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar a constitucionalidade da matéria e discutir o mérito da proposta.


Depois disso, o texto poderá seguir para votação em plenário. Para ser aprovada, a PEC precisará receber o apoio mínimo de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação.


Caso o Senado aprove exatamente o mesmo texto enviado pela Câmara, a proposta será promulgada pelo Congresso Nacional e passará a integrar a Constituição Federal. Diferentemente dos projetos de lei, Propostas de Emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.


Como a mudança pode impactar o mercado de trabalho?


Especialistas apontam que a redução da jornada pode gerar impactos em diferentes áreas da economia e do mercado de trabalho. Entre os principais pontos debatidos estão:


Qualidade de vida dos trabalhadores

A ampliação do período de descanso pode contribuir para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de reduzir desgaste físico e emocional.


Produtividade

Empresas e especialistas discutem se jornadas menores podem aumentar produtividade, engajamento e desempenho profissional.


Novas oportunidades de emprego

Dependendo do setor, empresas podem precisar contratar mais profissionais para reorganizar escalas e manter o funcionamento das atividades.


Desafios para empresas

Alguns segmentos podem enfrentar custos operacionais maiores durante o processo de adaptação às novas regras.


Entender mudanças no mercado é importante para a carreira


Mudanças nas regras trabalhistas também reforçam a importância da qualificação profissional e da atualização constante para acompanhar as transformações do mercado.


Cursos técnicos, graduaçãopós-graduação e especializações podem ajudar profissionais a ampliarem oportunidades e se prepararem para novos cenários de trabalho.


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Fonte: Agência Brasil, Terra Veja, G1 e CNN

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