Outubro é o mês dedicado à
conscientização sobre o câncer de mama, um período em que campanhas de prevenção, diagnóstico precoce e autocuidado ganham ainda mais destaque.
Neste ano, a data veio acompanhada de uma boa notícia, o primeiro lote do medicamento trastuzumabe entansina chegou ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é indicado para mulheres com câncer de mama HER2-positivo em estágio III que apresentaram sinais da doença mesmo após a quimioterapia.
Segundo o Ministério até o fim de 2025, a expectativa é de que 1.144 pacientes sejam beneficiadas com o uso da nova medicação.
Quais são os efeitos colaterais do trastuzumabe?
O trastuzumabe é um medicamento
utilizado no tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, que atua
bloqueando uma proteína responsável por estimular o crescimento das células
tumorais.
Como todo tratamento oncológico,
ele pode provocar efeitos colaterais, que variam de pessoa para pessoa. Entre
os mais comuns estão cansaço, febre, náuseas, vômitos, diarreia e dores de
cabeça. Também podem ocorrer reações no local da aplicação, como vermelhidão e
coceira.
Um dos principais cuidados
durante o uso do trastuzumabe é o acompanhamento da função cardíaca, já que o
medicamento pode causar alterações no ritmo do coração ou, em casos mais raros,
insuficiência cardíaca.
Por isso, o tratamento deve ser
sempre monitorado por uma equipe médica, que ajusta as doses e orienta o
paciente sobre como lidar com os sintomas.
INCA estima mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2025
O câncer de mama continua sendo a
principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil, segundo dados
atualizados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para este ano, a estimativa
é de 73.610 novos diagnósticos da doença em todo o país.
Em 2023, o Brasil registrou mais de 20 mil óbitos provocados pelo câncer de mama, número que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Ainda assim, o levantamento indica uma queda na mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos entre 2020 e 2023, uma faixa etária em que campanhas e exames preventivos têm alcançado resultados positivos.
A Região Sudeste concentra a maior parte dos casos. No Sul do país, o estado de Santa Catarina apresenta a maior taxa de incidência entre todas as unidades da federação. Em relação às mortes, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste aparecem com os índices mais altos. Entre os estados, Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lideram o ranking de mortalidade proporcional.
Os dados do INCA reforçam que, embora os avanços sejam visíveis em parte da população, o enfrentamento ao câncer de mama ainda exige atenção constante, especialmente nas regiões com menor acesso à informação e aos serviços de saúde.
Mamografia a partir dos 40 anos: entenda recomendação do Ministério da Saúde
A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios
X para identificar alterações nas mamas, como nódulos,
microcalcificações ou tumores, mesmo antes de se tornarem palpáveis.
É o principal método para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer
de mama, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento.
Nova recomendação do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para o
exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Antes,
o rastreamento era indicado apenas a partir dos 50 anos.
- A
mudança considera que essa faixa etária concentra cerca de 23% dos
casos de câncer de mama no país.
- O
objetivo é ampliar o diagnóstico precoce, permitindo que o
tratamento comece o quanto antes.
Por que a detecção precoce é tão importante?
Quando o câncer de mama é descoberto nas fases iniciais:
- As chances
de cura aumentam consideravelmente.
- Os tratamentos
são menos agressivos.
- Há melhor
preservação da qualidade de vida da paciente.
Outras orientações de cuidado
Mesmo com a ampliação da faixa etária, é importante que
mulheres de todas as idades:
- Realizem
o autoexame regularmente, observando mudanças no corpo.
- Procurem
um médico em caso de dor, secreção, retração ou caroços nas mamas.
- Mantenham
consultas preventivas e sigam as orientações médicas conforme o
histórico familiar.
Quais cursos contribuem para o tratamento e prevenção do câncer de mama?
O combate ao câncer de mama envolve o trabalho de diversos profissionais da área da saúde, desde o diagnóstico até o tratamento e o acompanhamento das pacientes. Se você sonha em fazer parte dessa missão, há várias opções de cursos que podem te levar a atuar diretamente nessa causa.
Entre as principais formações estão:
- Medicina
– médicos especialistas em oncologia e mastologia são os responsáveis por
diagnosticar e definir o tratamento do câncer de mama.
- Enfermagem – enfermeiros têm papel essencial no cuidado com as pacientes durante todo
o processo de tratamento.
- Fisioterapia – auxilia na reabilitação física, especialmente após cirurgias mamárias.
- Psicologia – oferece suporte emocional e psicológico às mulheres em tratamento.
- Nutrição – contribui para a recuperação e bem-estar por meio da alimentação
adequada.
Essas profissões estão todas ligadas à promoção da saúde e à
melhoria da qualidade de vida das pacientes.
E para quem quer seguir esse caminho, o Educa Mais Brasil
oferece bolsas de estudo com até 85% de desconto em cursos da área da
saúde em todo o país, exceto medicina. É a oportunidade de começar uma carreira
transformadora e fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

