O câncer de pulmão continua sendo uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo. Embora tradicionalmente associado ao tabagismo, um estudo recente publicado no The Lancet Respiratory Medicine revelou um crescimento alarmante de casos em pessoas que nunca fumaram, sugerindo uma forte relação entre a poluição do ar e o aumento da incidência da doença.
Um novo perfil de pacientes com câncer de pulmão
Historicamente, o tipo mais comum de câncer de pulmão era o carcinoma de células escamosas, mais frequente em homens e diretamente ligado ao consumo de tabaco. No entanto, essa tendência mudou ao longo das décadas. O adenocarcinoma, que pode ser influenciado por fatores ambientais como a poluição atmosférica, tornou-se o subtipo mais prevalente da doença. Em 2020, ele representava 45% dos casos em homens e 59% em mulheres.
A incidência entre homens tem diminuído, enquanto cresce entre as mulheres, apontando para a necessidade de novas estratégias de prevenção e diagnóstico precoce. A oncologista Patrícia Taranto, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que a redução no consumo de cigarros contribuiu para a queda nos casos de carcinoma escamoso e de pequenas células, mas que a poluição pode ser responsável por até 10% dos casos de câncer de pulmão.
O impacto da poluição atmosférica
A poluição do ar é um dos principais problemas ambientais do século 21, impactando a saúde humana de diversas formas. O lançamento de gases tóxicos e material particulado por indústrias, veículos automotores, queimadas e outras atividades degrada a qualidade do ar e afeta diretamente os pulmões das pessoas expostas. Esse tipo de poluição também está relacionado a doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e agravamento de doenças respiratórias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de oito milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência da poluição atmosférica. Além dos danos à saúde, a poluição também contribui para o aquecimento global, a intensificação do efeito estufa e o aumento de fenômenos climáticos extremos. Quer saber mais sobre o tema? Confira no vídeo abaixo:
O câncer de pulmão no Brasil e no mundo
De acordo com as estimativas de 2023 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o terceiro mais comum entre homens (18.020 casos novos) e o quarto entre mulheres (14.540 casos novos) no Brasil. Mundialmente, a doença é a principal causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres. Em 2020, foram registrados 2,2 milhões de casos novos da doença, com 1,4 milhão em homens e 770 mil em mulheres.
Os avanços nas campanhas antitabagismo resultaram na queda da incidência da doença entre homens desde os anos 1980 e entre mulheres a partir dos anos 2000. Entretanto, outros fatores de risco, como exposição ocupacional a agentes carcinogênicos (asbesto, arsênico, berílio, cádmio) e poluição, ainda representam grandes ameaças.
Diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão
O câncer de pulmão, quando diagnosticado precocemente, tem maiores chances de tratamento eficiente. No entanto, a doença geralmente apresenta sintomas apenas em estágios avançados. Os sinais mais comuns incluem:
• Tosse persistente ou com sangue
• Falta de ar
• Dor no peito
• Rouquidão
• Fadiga
• Perda de peso e apetite
O diagnóstico inicial pode ser feito com exames de imagem, como raio-X e tomografia computadorizada. A confirmação ocorre por meio de biópsia, geralmente realizada por broncoscopia. Os principais tratamentos para o câncer de pulmão incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, que podem ser utilizados em combinação, dependendo do estágio da doença e das condições de saúde do paciente.
Medidas de prevenção e o futuro da pesquisa
Diante do aumento dos casos de câncer de pulmão entre não fumantes, é fundamental a ampliação das medidas de prevenção e rastreamento. O estudo publicado no The Lancet alerta para a necessidade de mais pesquisas e estratégias para reduzir a exposição à poluição do ar. Políticas para controle da emissão de poluentes, incentivo ao uso de energia limpa e maior monitoramento da qualidade do ar são essenciais para diminuir o impacto desse fator de risco na saúde da população.
Com o avanço das pesquisas, espera-se que novos métodos de detecção precoce e tratamentos mais eficazes sejam desenvolvidos, proporcionando melhores prognósticos para os pacientes. Até lá, é essencial que as pessoas busquem ambientes mais saudáveis e cobrem das autoridades medidas para a melhoria da qualidade do ar. Afinal, a luta contra o câncer de pulmão também passa pela proteção do meio ambiente.
Leia também: Dia do Combate à Poluição: como a química ajuda na preservação ambiental?
Carreiras para quem se preocupa com o meio ambiente
Para aqueles que se preocupam com o meio ambiente e desejam contribuir de maneira significativa para a preservação do planeta, existem diversas carreiras que podem alinhar sua paixão pela natureza com oportunidades profissionais. Entre as opções, destacam-se as áreas de Engenharia Ambiental, Biologia e Ecologia. Essas carreiras oferecem a chance de atuar diretamente na solução de problemas como a poluição, a perda da biodiversidade e as mudanças climáticas.
Além disso, com o crescimento da conscientização global sobre a importância da sustentabilidade, surgem novas áreas de atuação, como a gestão de resíduos, a implementação de tecnologias verdes e o desenvolvimento de energias renováveis. Se você deseja fazer a diferença e atuar na preservação do meio ambiente, está na hora de investir na sua formação. A boa notícia é que, com o Educa Mais Brasil, você pode conquistar bolsas de estudo que tornam o acesso à educação superior mais acessível.
Não deixe essa oportunidade passar e inicie sua trajetória profissional com a educação de qualidade que você merece. Clique aqui e descubra como conquistar sua bolsa de estudo no Educa Mais Brasil e se tornar um protagonista na luta pela sustentabilidade.

