Quem pretende disputar uma vaga nas carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da União (AGU) deverá encontrar um modelo diferente de seleção nos próximos concursos.
O Conselho Superior da AGU aprovou, em 4 de setembro de 2026, uma nova estrutura para os concursos destinados aos cargos de Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central do Brasil.
A principal novidade é a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap), que passará a funcionar como uma etapa anterior aos concursos específicos das quatro carreiras. A proposta modifica a forma como os candidatos avançam no processo seletivo e busca tornar a seleção mais organizada.
Como vai funcionar o novo exame da AGU?
O Enap será uma etapa eliminatória. Isso significa que o candidato precisará alcançar a habilitação necessária para continuar participando dos concursos das carreiras da advocacia pública federal.
Apesar de ser obrigatório para avançar, o desempenho obtido no exame não será utilizado para estabelecer a classificação final dos candidatos nos concursos de cada carreira.
Na prática, o Enap terá a função de fazer uma espécie de seleção inicial. Depois dessa fase, os candidatos habilitados poderão seguir para as demais etapas dos concursos escolhidos.
A mudança cria, portanto, uma separação entre a habilitação geral para disputar as carreiras e a classificação específica dentro de cada concurso.
Outra alteração prevista pela AGU envolve o pagamento das inscrições
Os candidatos que forem habilitados no Exame Nacional da Advocacia Pública poderão prestar as provas objetivas das quatro carreiras utilizando uma única taxa de inscrição.
Com isso, uma mesma pessoa poderá disputar as provas objetivas destinadas aos cargos de Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central do Brasil sem precisar pagar uma taxa separada para cada carreira nessa etapa.
A possibilidade amplia a participação dos candidatos e também muda a estratégia de quem pretende concorrer a mais de uma carreira jurídica federal.
Escolha da carreira acontecerá antes das provas discursivas
Embora os candidatos possam realizar as provas objetivas das quatro carreiras, a escolha será mais direcionada nas etapas seguintes. Antes da realização das provas discursivas, o candidato deverá definir para qual carreira deseja continuar no processo seletivo.
A medida estabelece um momento específico para que o participante escolha seu caminho dentro do concurso. Assim, a etapa discursiva será vinculada à carreira selecionada pelo candidato.
A organização pretende, com essa mudança, reduzir situações observadas em concursos anteriores, nas quais uma mesma pessoa acabava sendo aprovada para mais de uma carreira jurídica da AGU.
Curso de formação será a última etapa
O novo modelo também prevê uma etapa de formação antes da conclusão do concurso. Depois das demais fases, os candidatos deverão participar de um curso de formação específico para a carreira escolhida. Essa será a última etapa do processo e terá caráter eliminatório.
A inclusão do curso amplia a estrutura do concurso e cria uma fase voltada à preparação dos futuros integrantes das carreiras da advocacia pública federal.
Concurso da AGU terá 170 vagas autorizadas
A AGU já conta com autorização para realizar um novo concurso público com 170 vagas distribuídas entre quatro carreiras jurídicas.
A divisão prevista é:
• 50 vagas para Advogado da União;
• 50 vagas para Procurador Federal;
• 50 vagas para Procurador da Fazenda Nacional;
• 20 vagas para Procurador do Banco Central do Brasil.
A previsão é de que os concursos sejam abertos ainda em 2026. Para quem pretende participar, acompanhar a publicação dos editais será fundamental, já que eles deverão apresentar o cronograma, os requisitos, o conteúdo das avaliações e os critérios específicos de cada carreira.
Direito é uma das formações que podem abrir caminhos profissionais
A preparação para concursos públicos é apenas uma das possibilidades para quem escolhe a graduação em Direito. O curso também permite conhecer áreas como advocacia, carreira pública, consultoria jurídica, magistratura, Ministério Público e outras atividades relacionadas ao setor jurídico.
Para quem deseja começar essa formação, o investimento na graduação pode ser planejado com alternativas que ajudam a reduzir o valor das mensalidades.
Curso de Direito com bolsa de estudo
Quem está pesquisando onde cursar Direito pode encontrar opções de bolsas de estudo pelo Educa Mais Brasil. O programa reúne oportunidades em instituições de ensino e permite consultar cursos e condições disponíveis para diferentes localidades.
Antes de escolher uma graduação, vale comparar a instituição, modalidade de ensino, localização, duração do curso e condições da bolsa. Assim, o estudante pode buscar uma alternativa que esteja de acordo com seu planejamento acadêmico e financeiro.

