Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta para que brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá atualizem a vacinação contra o sarampo antes do embarque.
Os três países-sede enfrentam surtos da doença e seguem com transmissão ativa do vírus, cenário que preocupa autoridades pelo risco de reintrodução do sarampo no Brasil, país livre da circulação endêmica desde 2024.
A recomendação é que a vacina tríplice viral seja aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem. O imunizante, oferecido gratuitamente pelo SUS, protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Países-sede registram alta nos casos
Os números divulgados pelas autoridades sanitárias acenderam o sinal de atenção nas Américas. O México vive atualmente o cenário mais crítico. Após registrar apenas sete casos em 2024, o país ultrapassou a marca de 6 mil ocorrências em 2025 e já soma mais de 9 mil casos neste ano.
O Canadá também enfrenta avanço expressivo da doença. Em 2025, o país registrou mais de 5 mil casos de sarampo, situação que levou à perda do status de território livre da doença. Em 2026, a transmissão continua ativa. Nos Estados Unidos, os registros também seguem elevados, com milhares de casos confirmados nos últimos dois anos.
Segundo especialistas em saúde pública, o aumento da circulação internacional associado à queda na cobertura vacinal em diferentes países contribui diretamente para o retorno de doenças consideradas controladas.
Brasil mantém status livre da doença
Apesar dos casos recentes registrados no país, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo. Em 2025, o Ministério da Saúde conseguiu interromper rapidamente todos os casos importados identificados no território nacional por meio de ações de vigilância e bloqueio vacinal.
Neste ano, dois casos foram confirmados no país. Um deles ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo uma mulher de 22 anos sem histórico de vacinação. O outro foi registrado em São Paulo, em uma criança de seis meses que havia viajado recentemente para a Bolívia, país que também enfrenta surto ativo da doença.
Em ambos os episódios, equipes de saúde adotaram medidas imediatas para evitar a disseminação do vírus, incluindo vacinação de contatos próximos e monitoramento epidemiológico.
O senador Marcelo Castro destacou que o Brasil mantém vigilância ativa e alta cobertura vacinal, mas reforçou a necessidade de prevenção diante do cenário internacional.
Quem deve se vacinar
O Ministério da Saúde recomenda que todos os viajantes confiram a caderneta de vacinação antes de sair do país. Crianças entre seis e 11 meses devem receber a chamada “dose zero”, indicada especialmente para viagens internacionais.
Pessoas de um a 29 anos precisam ter duas doses registradas da vacina. Já adultos entre 30 e 59 anos devem comprovar pelo menos uma dose. A vacina contra o sarampo é gratuita e está disponível nas unidades de saúde em todo o país.
Doença é altamente contagiosa
O sarampo é transmitido pelo ar e pode se espalhar rapidamente por meio da fala, tosse, espirro ou respiração. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse persistente, coriza e conjuntivite. Em situações mais graves, a doença pode provocar complicações respiratórias, neurológicas e até levar à morte.
A recomendação das autoridades é que pessoas com sintomas após viagens internacionais procurem atendimento médico imediatamente e informem o histórico de deslocamento aos profissionais de saúde.
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