Mesmo antes da divulgação oficial do calendário do Imposto de Renda 2026, muitos contribuintes já começam a reunir documentos para preencher a declaração. Entre as formas de reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição estão as despesas médicas, que podem ser deduzidas integralmente no modelo completo.
A Receita Federal deve anunciar as regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 em coletiva marcada para a próxima segunda-feira (16), em Brasília. A expectativa é que o prazo de envio das declarações comece em março e siga até o fim de maio, como nos anos anteriores.
Outra dúvida comum envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida já está em vigor, mas não terá impacto na declaração de 2026, que considera os rendimentos obtidos em 2025. O efeito prático só deverá aparecer na declaração entregue em 2027.
Como funciona a dedução de despesas médicas
As despesas médicas estão entre as deduções mais relevantes do Imposto de Renda porque não possuem limite de valor. Isso significa que os gastos com saúde podem ser abatidos integralmente da base de cálculo do imposto, desde que estejam devidamente comprovados.
Para utilizar esse benefício, o contribuinte precisa optar pelo modelo completo da declaração. No modelo simplificado, o sistema aplica automaticamente um desconto padrão sobre os rendimentos, dispensando a inclusão de despesas específicas.
No modelo completo, os gastos com saúde ajudam a reduzir o valor do imposto. A Receita Federal cruza as informações declaradas com dados enviados por médicos, clínicas e hospitais por meio da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), por isso recibos e notas fiscais com CPF ou CNPJ do prestador são indispensáveis.
Também podem ser incluídas despesas feitas com dependentes ou alimentandos. Já nos casos de reembolso do plano de saúde, apenas a diferença entre o valor pago e o valor reembolsado pode ser considerada para dedução.
Quais despesas médicas podem ser deduzidas
A legislação permite a dedução de diversos gastos relacionados à saúde no Imposto de Renda. Entre eles estão consultas e honorários pagos a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, além de despesas com hospitais, clínicas e laboratórios, como internações, cirurgias e exames.
Também podem ser incluídos pagamentos a planos de saúde, tanto mensalidades quanto coparticipações. Exames laboratoriais e de imagem, como tomografias e ressonâncias, entram na lista de despesas aceitas pela Receita Federal.
Outros gastos permitidos envolvem aparelhos ortopédicos e próteses, como cadeiras de rodas, andadores e membros mecânicos, quando há prescrição médica. Procedimentos odontológicos, aparelhos ortodônticos e próteses dentárias também podem ser declarados.
Além disso, cirurgias plásticas realizadas por profissionais habilitados ou em ambiente hospitalar são dedutíveis. A Receita Federal também aceita despesas médicas feitas no exterior e tratamentos como fertilização in vitro, desde que todos os gastos estejam devidamente comprovados.
O que não pode ser incluído na declaração
Mesmo sendo gastos relacionados à saúde, alguns itens não são considerados despesas médicas dedutíveis. Medicamentos comprados em farmácias, por exemplo, não podem ser incluídos, mesmo com prescrição médica. A exceção ocorre quando o medicamento faz parte da conta hospitalar de uma internação.
Também não podem ser declarados gastos com óculos de grau, lentes de contato, aparelhos auditivos, vacinas compradas em farmácias ou suplementos alimentares. Da mesma forma, despesas com academia, atividades físicas ou natação não geram abatimento fiscal, ainda que tenham sido recomendadas por profissionais de saúde.
Outros exemplos de gastos não dedutíveis incluem testes de DNA para investigação de paternidade e despesas veterinárias com animais de estimação.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026
Seguindo as regras aplicadas no último exercício fiscal, devem apresentar a declaração os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025 ou tiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil.
Também precisam declarar quem possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil no fim do ano, realizou operações em bolsa de valores ou obteve ganho de capital na venda de bens.
Organização dos documentos ajuda a evitar erros
Para preencher a declaração com segurança, é importante reunir documentos pessoais, comprovantes de renda e registros de despesas dedutíveis. Entre os principais estão:
Documentos pessoais
• Documento oficial com CPF (RG ou CNH)
• Comprovante de endereço atualizado
• CPF do cônjuge
• Recibo da declaração do ano anterior
• Dados de dependentes
Comprovantes de renda
• Informes de rendimentos fornecidos por empresas ou pelo INSS
• Extratos bancários e de aplicações financeiras
• Informes de previdência privada
• Comprovantes de aluguéis recebidos
Comprovantes de despesas dedutíveis
• Recibos médicos e odontológicos
• Notas fiscais de clínicas, hospitais e laboratórios
• Informes de pagamentos de planos de saúde
Manter esses documentos organizados facilita o preenchimento da declaração, reduz as chances de erros e ajuda o contribuinte a evitar problemas com a Receita Federal.
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Carreira na área fiscal: cursos para atuar com Imposto de Renda
Para trabalhar com declaração do Imposto de Renda, o caminho mais comum é investir em cursos da área financeira e contábil. A graduação em Ciências Contábeis é a principal opção, pois prepara o profissional para lidar com tributos, declarações e rotinas fiscais. Durante o curso, o estudante aprende sobre legislação tributária, contabilidade e planejamento fiscal.
Outra alternativa é o curso técnico em Contabilidade, que oferece formação mais rápida e prática, capacitando o aluno para atuar em escritórios contábeis e auxiliar no preenchimento e envio de declarações.
Para quem deseja ingressar nessa área, as bolsas de estudo podem facilitar o acesso à formação. O Educa Mais Brasil oferece descontos em cursos técnicos, graduação e especializações em diversas instituições, permitindo iniciar a carreira contábil com mensalidades mais acessíveis.

