O Dia Mundial do Teatro, celebrado em 27 de março, é uma homenagem à tradicional arte que surgiu na Grécia Antiga como uma forma de expressão cultural profundamente enraizada na sociedade. A data foi idealizada na década de 1960, pelo Instituto Internacional do Teatro, para promover a conscientização sobre a importância das artes cênicas para a sociedade. No Brasil, o teatro ganhou terreno desde os tempos coloniais, onde os jesuítas utilizavam peças teatrais como ferramenta de catequização dos nativos.
Ao longo dos séculos, a dramaturgia nacional se desenvolveu, refletindo a diversidade cultural e social do país, explorando temas que ecoam na sociedade. No século 19, nomes como Martins Pena e Artur Azevedo encenavam comédias de costumes, enquanto no século seguinte surgia Nelson Rodrigues, com obras como "Vestido de Noiva", marcando um novo período na história da dramaturgia brasileira.
A cultura dos povos indígenas e africanos também influenciaram os primórdios da quinta arte no Brasil, por meio de elementos como a dança e o canto. A riqueza do teatro nacional é indiscutível, com escritores que buscaram provocar reflexões profundas através de suas obras. Pensando nisso, listamos aqui três dramaturgos que marcaram a história do país. Confira!
Martins Pena
Renomado dramaturgo brasileiro, é considerado o pioneiro do teatro nacional devido à sua vasta produção de comédias de costumes. Utilizando o humor para criticar questões sociais como preconceito e hipocrisia, suas obras são marcadas pela profundidade dos temas abordados. Estreou aos 18 anos com "O Juiz de Paz da Roça" e lançou em 1845 três de suas peças mais famosas. Suas peças continuam relevantes e frequentemente encenadas, garantindo sua comparação ao "Molière brasileiro".
Nelson Rodrigues
Nelson Rodrigues, consagrado escritor, jornalista e dramaturgo brasileiro, foi uma figura de grande influência no teatro nacional. Sua estreia com "Vestido de Noiva" em 1943 marcou uma revolução na dramaturgia do país. Obras como "A Falecida" (1953), "Senhora dos Afogados" (1954), "Beijo no Asfalto" (1960) e "Toda Nudez Será Castigada" (1965), entre outras, continuam a ser amplamente encenadas e adaptadas para cinema e televisão.
Millôr Fernandes
Foi um verdadeiro artista multifacetado, atuando como desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro. Ganhou destaque escrevendo colunas humorísticas para revistas como O Cruzeiro, Veja e o tabloide O Pasquim, além do Jornal do Brasil. No teatro, obteve sucesso com peças como "Pigmaleoa", que explorou o cotidiano de Copacabana, e contribuiu com obras pioneiras de resistência à ditadura, como "Liberdade, Liberdade", em parceria com Flávio Rangel.
Leia também: Teatro na escola: 5 benefícios para a educação infantil
Conheça a graduação em Teatro
Graduação de nível superior, o curso de Teatro pode ser encontrado em instituições públicas e privadas de todo o Brasil, com a titulação de Bacharelado ou Licenciatura. O curso tem duração média de quatro anos e forma o estudante para atuar em diversas áreas como atuação, direção, cenografia, dramaturgia, crítica e outras.
O candidato que não conseguir vaga em uma universidade pública, por meio do vestibular ou do Enem, pode contar com programas de incentivo estudantil como Fies e Prouni. Há ainda disponibilidade de estudar com bolsas de estudo de até 85% de desconto disponibilizadas pelo Programa Educa Mais Brasil. O Educa não solicita nota do Enem; basta entrar no site e fazer a inscrição.

