Diversos estudantes têm escolhido o
Ensino a Distância (EaD). Em cursos de graduação, por exemplo, os dados do Censo da Educação Superior revelaram que em 2019 havia 1,5 milhão de ingressantes no EAD, já em 2020 o número subiu para mais de 2 milhões. Essa modalidade tem proporcionado acesso à educação e isso abrange
pessoas com deficiência (PCD).
O EaD tem sido uma ferramenta de inclusão também para ajudar as pessoas com deficiência a estudar para o vestibular, como é o caso da estudante Bruna Carneiro, de 18 anos e aluna do curso EAD MetaMED. A jovem, diagnosticada com
Osteogênese Imperfeita, foi aprovada no curso de
Medicina. As informações são da Agência de Notícias Dino.
A estudante afirmou que o EaD, além de possibilitar estudar no conforto de casa, dentro dos melhores horários para ela, permitiu conhecer outros alunos e professores de vários estados. O EaD promove a chance de aprender por meio de cursos não disponibilizados em instituições de determinadas localidades: “tenho acesso a aulas que não tem em minha cidade”, disse Bruna.
Educação das pessoas com deficiência no Brasil

Foto: Adobe Stock.
Em 2019, com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 17,3 milhões de pessoas com dois anos ou mais de idade tinham algum tipo de deficiência. O número corresponde a 8,4% da população. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou ainda que da população de 18 anos ou mais com deficiência, 16,6% tinham
ensino médio completo ou
superior incompleto.
EaD em expansão
O número de estudantes que optam pelo EaD tem crescido no Brasil. De acordo com o Censo da Educação Superior 2020, divulgado no dia 18 de fevereiro de 2022 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas na educação superior, as matrículas para o presencial foi inferior a modalidade EAD, tanto na rede pública quanto na privada, em 2020.
Ainda em 2020 houve mais de 3,7 milhões de ingressantes no ensino superior em instituições públicas e privadas. Desse número, mais de 2 milhões, ou seja, 53,4% optaram pelo EaD, e 1,7 milhão escolheram cursos presenciais, uma porcentagem de 46,6%. Os dados do Censo da Educação Superior 2020 apontaram também que nos últimos 10 anos, a quantidade de matrículas em cursos presenciais diminuiu 13,9%, enquanto nos cursos EAD subiu para 428,2%.
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Com informações da Dino, Agência Brasil e IBGE*