O Brasil se prepara para receber o inverno de 2024, que terá início precisamente às 17h51 do dia 20 de junho, de acordo com o anúncio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Este momento marca o solstício de inverno, quando o Hemisfério Sul recebe menos luz solar direta, resultando no dia mais curto do ano.
Caracterizado por temperaturas mais baixas, dias mais curtos e noites prolongadas, o inverno é aguardado especialmente nas regiões Sudeste e Sul do país, onde as características típicas da estação se manifestam de forma mais intensa. Nestas áreas, é comum observar um clima mais frio e a possibilidade de ocorrência de geadas, especialmente em anos influenciados pelo fenômeno climático La Niña, que favorece a entrada de massas de ar frio.
O início do inverno no Brasil é aguardado ansiosamente pelos amantes do frio, que aproveitam os dias mais gelados realizar atividades ao ar livre. O mês de junho também é marcado pelo São João, celebrado em 24 de junho, uma das principais datas comemorativas do país. Para algumas pessoas já é tradição aproveitar o São João para viajar e aproveitar as festas juninas. O inverno se estenderá até o dia 22 de setembro, quando ocorre o equinócio da primavera.
Previsão para o inverno de 2024
Segundo especialistas da área meteorológica, o inverno de 2024 será caracterizado por uma notável queda nas temperaturas, especialmente nas regiões sulistas do Brasil. Esta previsão contrasta com o inverno passado, considerado mais ameno devido à influência do El Niño, que agora está cedendo lugar ao fenômeno oposto, La Niña.
De acordo com Nadiara Pereira, meteorologista da Climatempo, "O resfriamento do oceano Pacífico equatorial devido ao La Niña contribuirá para a intensificação das frentes frias durante esta estação. Ainda poderemos ter períodos mais quentes no final do verão e outono, mas a tendência é de que o inverno seja mais rigoroso em comparação ao ano anterior."
A transição climática já começou em abril deste ano, conforme observado pela consultoria Metsul, e a expectativa é que o fenômeno La Niña se consolide até agosto, segundo relatórios da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Isso sugere que o inverno e parte da primavera poderão ser marcados por dias mais frios e secos no Sul do país, enquanto o Norte e Nordeste podem esperar por chuvas mais frequentes.
"Em anos de La Niña, há uma maior incidência de massas de ar frio avançando pelo território brasileiro, o que aumenta o risco de geadas, principalmente no Sul", explica Marco Antônio, especialista consultado pelo site Metsul. No entanto, ele ressalta que a previsão ainda não é definitiva quanto à intensidade e abrangência desses fenômenos climáticos.
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