Dados de pesquisa Datafolha, analisados pela Plano CDE, mostraram que estudantes com deficiência tiveram mais dificuldade com os estudos durante a pandemia, quando foi instituído o ensino remoto, cenário que se manteve, também, após o retorno à modalidade presencial. O cenário indica que houve uma falta de acessibilidade e apoio às crianças, adolescentes e adultos com deficiência, o que os colocou em uma posição de maior risco de abandono escolar.
O que os dados informam?
Ao longo dos dois anos que o ensino remoto foi utilizado pelas instituições de ensino brasileiras, devido à pandemia da Covid-19 e as medidas de distanciamento social, 13% dos alunos com deficiência não tiveram acesso a nenhuma aula com recursos de acessibilidade. O que prejudicou o entendimento dos assuntos trabalhados e também o seu desenvolvimento.
Os dados indicam, ainda, que 59% desses estudantes raramente ou nunca passaram pelo Atendimento Especializado Educacional (AEE) no contraturno. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os sistemas de ensino devem matricular seus alunos com deficiência em escolas comuns do ensino regular, e ofertar o AEE para, assim, promover o acesso e as condições ideais para uma educação de qualidade.
Ainda segundo o MEC, o Atendimento Educacional Especializado tem a função de identificar, elaborar e organizar os recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a completa participação dos alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou superdotação no processo ensino-aprendizagem, respeitando suas necessidades específicas.
Com a volta às aulas presenciais, esses resultados infelizmente não foram alterados. De acordo com a pesquisa, 59% das crianças e jovens com deficiência não se sentiram preparadas para o retorno. O resultado disso foi o abandono escolar de 21% desses estudantes, que não compareceram às aulas realizadas nas salas das escolas.
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*Com informações de Terra

