Entrar na faculdade aos 18 ou 20 anos já não representa a realidade de boa parte dos universitários brasileiros. Para muita gente, o ensino superior chega mais tarde, quando a vida profissional já começou e outras responsabilidades também fazem parte da rotina.
É o que mostra a Pesquisa de Empregabilidade 2025 da Graduação EAD UniCesumar. De acordo com o levantamento, 55% dos alunos ativos entrevistados têm entre 30 e 49 anos. São 29% na faixa dos 30 aos 39 anos e 26% entre 40 e 49 anos.
O perfil também aparece entre quem já terminou a graduação. Nesse grupo, os estudantes de 30 a 49 anos representam 53% dos egressos, sendo 25% entre 30 e 39 anos e 28% entre 40 e 49 anos.
Estudar depois dos 30 exige conciliar diferentes responsabilidades
Para quem decide fazer uma faculdade depois dos 30, estudar precisa dividir espaço com trabalho, filhos, cuidados com a casa e responsabilidades financeiras.
A pesquisa mostra que 75% dos alunos ativos trabalham, enquanto 85% têm pelo menos um dependente em casa. Além disso, cerca de 66% ajudam nas despesas familiares ou são os principais responsáveis pelo orçamento doméstico.
Com uma rotina tão cheia, conciliar aulas, provas e atividades exige planejamento e organização. Por isso, formatos de ensino mais flexíveis podem facilitar a permanência na graduação, permitindo que o estudante adapte os estudos às demais demandas do dia a dia e tenha mais condições de chegar até a conclusão do curso.
Diploma pode abrir novos caminhos profissionais
A decisão de fazer uma graduação depois dos 30 também está ligada aos planos para o futuro profissional. Para quem já trabalha, o curso pode ser uma forma de buscar uma promoção, mudar de área ou se preparar para novas oportunidades.
Entre os alunos ativos entrevistados, 15% pretendem conquistar um emprego efetivo nos próximos 12 meses. Outros 14% esperam conseguir aumento salarial ou uma promoção, enquanto 12% planejam mudar de emprego ou cargo.
Há ainda quem queira continuar estudando. 10% dos entrevistados pretendem fazer uma pós-graduação, mestrado ou doutorado no mesmo período. A pesquisa permitia escolher mais de uma alternativa.
Os números mostram que a graduação pode ter diferentes significados para quem chega à faculdade depois dos 30. Em alguns casos, é o primeiro passo para entrar no mercado. Em outros, faz parte de uma estratégia para crescer na profissão ou mudar os rumos da carreira.
Aprendizado ao longo da vida
Esse movimento está relacionado ao conceito de lifelong learning, que defende a aprendizagem contínua ao longo da vida. A ideia é que estudar não precisa ser uma etapa encerrada na juventude, mas pode acompanhar diferentes momentos da trajetória profissional.
Na prática, começar uma graduação aos 30 ou 40 anos pode significar voltar aos estudos com objetivos mais definidos e uma experiência profissional que ajuda a dar sentido ao que é aprendido.
O crescimento desse perfil de universitário reforça, portanto, que não existe uma idade limite para investir na formação. O ensino superior continua sendo uma ferramenta importante para desenvolver conhecimentos, ampliar possibilidades e construir uma carreira mais alinhada aos objetivos de cada profissional.
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