A inteligência artificial já entrou na rotina de empresas de diferentes setores. Produção de textos, pesquisas, organização de dados, atendimento e revisão de documentos são algumas das atividades que ganharam ferramentas capazes de fazer o trabalho em poucos minutos.
O avanço da IA ajuda a aumentar a produtividade, mas também mexe com uma etapa importante da vida profissional: o começo da carreira. Muitas dessas tarefas eram justamente aquelas entregues a estagiários e profissionais recém-formados para que eles aprendessem, na prática, como uma profissão funciona.
O que a IA já consegue fazer?
Uma parte das atividades mais repetitivas já pode ser feita com auxílio de inteligência artificial. Resumir documentos, transcrever conteúdos, organizar informações, produzir textos simples e levantar dados para uma pesquisa estão entre os exemplos.
No administrativo, a tecnologia pode facilitar a elaboração de relatórios e o trabalho com planilhas. Em Marketing, ajuda na criação de textos, imagens e campanhas. Em escritórios, também pode agilizar pesquisas e revisões.
A questão não é apenas saber quais tarefas podem ser automatizadas. É entender o que acontece quando elas deixam de ser uma das primeiras responsabilidades de quem está aprendendo.
Quem está começando pode ser mais afetado?
Imagine um estagiário que recebe um relatório quase pronto em vez de passar horas reunindo informações. Ou um redator júnior que começa um texto a partir de um conteúdo gerado por uma ferramenta.
O trabalho fica mais rápido. Por outro lado, diminui o tempo dedicado a atividades que ajudavam a desenvolver prática e autonomia. É aí que aparece uma das principais preocupações sobre a IA no início da carreira.
Se uma pessoa não passa por determinadas tarefas, como ela constrói a experiência necessária para assumir trabalhos mais complexos depois? O desafio não está necessariamente no fim dos empregos, mas em uma possível redução das oportunidades usadas como primeiro passo profissional.
O que as empresas podem procurar?
Com a automação das tarefas mais básicas, o olhar das empresas pode se voltar para aquilo que uma ferramenta não resolve sozinha. Interpretar informações, identificar erros, resolver problemas, tomar decisões e entender o contexto de uma situação são exemplos.
Comunicação, criatividade e capacidade de trabalhar em equipe também continuam importantes. Para quem ainda não tem um currículo extenso, experiências acadêmicas, projetos, trabalhos freelancers e portfólios podem ajudar a mostrar o que sabe fazer.
Saber usar IA pode virar requisito
A familiaridade com ferramentas de inteligência artificial também tende a ganhar espaço nas diferentes áreas. Não é preciso trabalhar com programação para aproveitar esses recursos. Um profissional de comunicação pode utilizá-los em pesquisas e rascunhos.
Alguém da área administrativa pode ganhar tempo na organização de informações. Em outras profissões, a ferramenta pode ajudar em análises ou tarefas repetitivas. Mas existe uma diferença entre saber usar IA e depender dela para fazer o trabalho. Entender o processo continua sendo importante para conferir informações, corrigir erros e tomar decisões.
A IA também pode ajudar quem está começando
A mesma tecnologia que elimina algumas tarefas pode ser usada como apoio para aprender. Quem está no início da carreira pode recorrer à IA para entender um assunto, testar possibilidades, revisar um trabalho ou encontrar caminhos para resolver determinado problema. Isso pode encurtar o tempo necessário para aprender algumas atividades.
O resultado, portanto, não precisa ser uma disputa entre pessoas e máquinas. O impacto dependerá também de como as empresas vão reorganizar as funções e preparar os profissionais que estão chegando.
Como se preparar para as mudanças?
Não existe uma fórmula para saber quais profissões serão mais afetadas pela IA. Por isso, acompanhar novas ferramentas e entender como aplicá-las na própria área é um bom ponto de partida.
Também é importante desenvolver habilidades como comunicação, criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas, que fazem diferença em situações que fogem do roteiro. Para quem está começando, o desafio será usar a IA para aprender e ganhar produtividade, sem deixar de lado a experiência prática que só o trabalho proporciona.
Veja também: Inteligência artificial se torna habilidade valorizada pelas empresas
Como conseguir bolsa para a graduação em Inteligência Artificial?
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