A formação de um estudante vai
muito além da sala de aula. Nos últimos anos, experiências internacionais
passaram a fazer parte dos planos de famílias que buscam proporcionar aos
jovens uma preparação mais ampla para os desafios acadêmicos e profissionais.
Nesse cenário, o intercâmbio escolar vem ganhando espaço entre estudantes brasileiros, especialmente por meio de programas de High School no exterior.
Além da oportunidade de conhecer outro país, o intercâmbio permite que o estudante tenha contato direto com um novo sistema educacional, pratique um idioma diariamente e desenvolva habilidades relacionadas à autonomia, adaptação e convivência com diferentes culturas.
Intercâmbio escolar: uma experiência além dos estudos
Realizar parte da trajetória escolar em outro país pode representar uma mudança significativa na rotina do estudante.
Durante o período de intercâmbio, o jovem passa a conviver com pessoas de diferentes origens e precisa se adaptar a costumes, métodos de ensino e formas de comunicação diferentes das que conhece no Brasil.
Essa vivência contribui para o
desenvolvimento de competências que podem ser importantes tanto para a
continuidade dos estudos quanto para a vida profissional.
Entre elas estão
responsabilidade, organização, independência, capacidade de resolver problemas
e facilidade para lidar com situações novas.
O contato cotidiano com outro
idioma também é um dos principais atrativos. Em vez de limitar o aprendizado às
aulas, o estudante utiliza a língua em situações reais, como na escola, no
transporte, nas atividades culturais e na convivência com a família ou
comunidade local.
High School no exterior desperta interesse das famílias
Os programas de High School
permitem que estudantes brasileiros realizem uma etapa do Ensino Médio em outro
país. A modalidade tem despertado o interesse de famílias que enxergam a
experiência internacional como parte da formação acadêmica e pessoal dos
filhos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os países que mais enviam estudantes para instituições de ensino do país, com 17.277 alunos. A experiência também pode proporcionar ao jovem uma aproximação com diferentes modelos educacionais.
Dependendo do programa escolhido, o estudante pode participar de disciplinas, atividades extracurriculares, esportes e projetos oferecidos pela escola anfitriã.
Dessa maneira, o intercâmbio
escolar pode ser compreendido não apenas como uma viagem, mas como uma
oportunidade de vivenciar outra realidade educacional durante uma fase
importante da formação.
Canadá e Estados Unidos estão entre os principais destinos
A escolha do país é uma das
etapas mais importantes para quem pretende fazer um intercâmbio. Entre os
destinos procurados por brasileiros, Canadá e Estados Unidos aparecem
com destaque.
Dados da Associação Brasileira de
Agências de Intercâmbio (Belta) indicam que o Canadá concentra aproximadamente 31%
dos estudantes brasileiros em intercâmbio. Na sequência está os Estados
Unidos, com cerca de 26%.
Os dois destinos apresentam
características diferentes e podem oferecer experiências variadas de acordo com
o objetivo do estudante, duração do programa, instituição escolhida e
modalidade de intercâmbio.
Por isso, antes de tomar uma
decisão, é importante analisar fatores como custo de vida, clima, sistema
educacional, exigências para entrada no país, tipo de acomodação e duração do
programa.
Inglês continua sendo o idioma mais procurado
O aprendizado de idiomas é outro
fator que impulsiona a procura por experiências internacionais. Segundo a Pesquisa
Selo Belta, o inglês é o idioma predominante entre brasileiros em sua
primeira experiência de estudo no exterior.
O levantamento aponta que 67,8%
dos participantes escolheram o inglês na primeira experiência
internacional. O espanhol aparece na segunda posição, com 19,9% das
respostas.
A preferência pelo inglês também permanece entre aqueles que já realizaram intercâmbio anteriormente: 47,3% desse público continuam optando pelo idioma. O interesse pode ser explicado pela presença do inglês em diferentes áreas acadêmicas e profissionais.
A possibilidade de desenvolver a comunicação em um ambiente de imersão também pode tornar o aprendizado mais próximo das situações enfrentadas no cotidiano.
Intercâmbio de estudo e trabalho também cresce
A procura por experiências
internacionais não está restrita aos programas escolares. O número de
brasileiros que estudam e trabalham no exterior também apresentou crescimento.
De acordo com a Pesquisa Selo
Belta, houve alta de 9,4% em 2025 no número de brasileiros que estudam e
trabalham fora do país. Para 2026, a projeção aponta uma expansão ainda maior,
de 16,6%.
Esse cenário demonstra o interesse crescente por experiências que combinam educação, contato com outros mercados e vivência internacional.
Para quem pretende realizar um intercâmbio de estudo e trabalho pela primeira vez, especialistas recomendam atenção a aspectos como destino, regras de visto, planejamento financeiro e documentação.
Como se preparar para um intercâmbio internacional?
A preparação é uma das principais
etapas para reduzir imprevistos durante a experiência. Pesquisar o destino com
antecedência ajuda o estudante e a família a compreender aspectos importantes
da rotina no país escolhido.
Também é recomendado verificar as
regras do visto correspondente ao programa, organizar a documentação e elaborar
um planejamento financeiro que considere não apenas os custos previstos, mas
também uma reserva para situações inesperadas.
Ter conhecimentos básicos do
idioma local pode facilitar a adaptação, principalmente nos primeiros dias.
Mesmo quando o estudante ainda não domina a língua, familiarizar-se com
expressões utilizadas no cotidiano pode ajudar na comunicação.
Outro ponto importante é estar
preparado para lidar com diferenças culturais. A adaptação pode envolver novos
hábitos, alimentação, horários, métodos de ensino e formas de relacionamento.
Ter abertura para conhecer essas diferenças faz parte do processo de
aprendizagem proporcionado pelo intercâmbio.
Experiência internacional pode contribuir para o futuro acadêmico
O intercâmbio durante a
adolescência também pode influenciar as escolhas que o estudante fará
posteriormente. O contato com outras realidades educacionais pode despertar
interesse por novas áreas de conhecimento e ampliar a percepção sobre
possibilidades de formação.
Além disso, a experiência pode
contribuir para o desenvolvimento de características valorizadas em diferentes
contextos, como autonomia, comunicação, flexibilidade e capacidade de
adaptação.
Para muitos jovens, o período no
exterior também representa uma oportunidade de descobrir novos interesses e
ganhar mais segurança para tomar decisões relacionadas à carreira e à
continuidade dos estudos.
Bolsas de estudo podem ajudar na formação dos estudantes
Embora o intercâmbio seja uma
experiência valorizada, os custos envolvidos podem fazer com que algumas
famílias busquem alternativas para tornar o investimento em educação mais
acessível.
Uma dessas possibilidades são as bolsas de estudo, que podem contribuir para reduzir o valor das mensalidades em diferentes etapas da formação educacional. O Educa Mais Brasil oferece oportunidades de bolsas de estudo em instituições de ensino de diversas regiões do país.
Para quem deseja investir na
educação e ampliar as possibilidades de formação, vale a pena conhecer as
opções disponíveis e verificar as condições das bolsas para o curso ou
modalidade de interesse.

